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Resenha: Metallica - Master Of Puppets (1986)

Por: Tiago Meneses

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Master of Puppets é uma obra-prima de influência eterna.
5
20/12/2017

Quando um disco tem a capacidade de ser aclamado como uma obra-prima até mesmo por críticos que fogem da vertente musical apresentada é porque algo realmente impactante foi feito. Pra mim o maior e para tantos outros uns dos maiores álbuns de Thrash Metal lançado em toda história, um disco que empurra as fronteiras do gênero pra algo além do que se espera. Talvez o considere tão bem elaborado quanto ao disco anterior, Ride the Lightning, mas ao mesmo tempo é mais complexo. 

“Battery” dá início ao disco de maneira suave e acústica, bastante melodiosa e lenta, principalmente para uma música que é extremamente pesada. Os vocais de James são muito agressivos, a bateria de Lars bastante veloz, o baixo é furioso e os trabalhos de guitarra bem técnicos, sendo um dos solos muito rápido, mas melódico e logo depois um técnico muito rápido, mais metal. A música então volta com uns versos e o coro antes de terminar. 

“Master of Puppets” é uma música simplesmente devastadora, longa e trabalhada em duas partes. Começa com um riff rápido e brutal de guitarra. Possui um desenvolvimento com muitas torções e voltas instrumentais, mudanças no tempo e até rupturas clássicas. Algo a se destacar também é o momento mais emotivo, lento e melódico encontrado por volta de sua metade. Kirk faz um dos seus melhores solos de guitarra, simplesmente lindo e incrível. A música então vai preparando o ouvinte pra outro solo de guitarra, agora muito mais técnico e veloz. Por fim retorna ao seu ritmo inicial, se mantendo assim até que uma risadas sombrias finalizam a música. 

“The Thing That Should Not Be” começa de maneira quase silenciosa através de um suave trabalho de guitarra, mas que logo dá lugar a um riff pesado. James começa a cantar com um vocal bastante alto. Na letra a banda está falando sobre a história The Shadow Over Innsmouth escrita por H. P. Lovecraft, descrevendo especialmente o personagem Cthulhu, um ardil monstro que vive no mar. Musicalmente não tem solos emocionais ou longos, somente um curto e técnico, mas carrega uma atmosfera impressionante de bastante tristeza. 

“Welcome Home (Sanitarium)” tem em seus primeiros segundos uma atmosfera que sempre me arrepia. A música então começa a se mover com um padrão métrico que se eu fosse definir com cores, diria que variariam entre tons claros e escuros. O desempenho vocal de James nesta faixa é sensacional, possui uma ótima letra, melodia rica, excelentes solos de guitarra e uma cozinha que adiciona uma quantidade infinita de profundidade a música. Possui uma aceleração que eu poderia dizer que é o melhor momento da banda, se não tivessem se superado alguns anos depois com “One”. 

É praticamente impossível manter um disco no nível que Master of Puppets estava tendo até aqui, mas apesar disso, não pense que "Disposable Heroes" não é uma grande faixa também. Bastante pesada e agressiva, o riff principal é mais atraente e menos emocionante do que os apresentados nas faixas anteriores. A música também tem uma veia punk, principalmente devido a bateria e ao tema da letra. Toda a música é bastante pesada e muito rápida, sem muita emoção, dando a impressão que a ideia era que a faixa fosse muito mais pesada do que pensada. Volto a repetir, tudo isso se comparado com faixas anteriores, o que não quer dizer que também não possui seu valor.

Considero “Leper Messiah” um tanto subestimada, tanto que é a faixa do disco que foi menos executada na história dos concertos da banda. Uma música muito anticristã e está falando sobre a igreja que é um negócio de magnata que leva dinheiro, "para Deus". Mais um riff marcante e pesado é o carro chefe da canção, sempre sobre uma cozinha enérgica. Em determinado momento a música aumenta a sua velocidade e apresenta um solo veloz de guitarra, ainda que sem muita emoção, bastante técnico e interessante. Antes de chegar ao fim a faixa regressa rapidamente ao seu riff inicial. 

“Orion” é uma incrível faixa instrumental. Tem uma abertura misteriosa e que logo leva a um ritmo penetrante e constante que se arrasta por baixo de um banco de guitarras astuciosas. Parece que a ausência de uma presença vocal liberasse a banda para relaxar um pouco e lhes dessem confiança para criar de fato algo impressionante. O intrincado trabalho de guitarra é um atrativo do começo ao fim, assim como o baixo de Cliff Burton sempre encharcado de linhas criativas. 

O disco termina através de Damage, Inc., começa com um som atmosférico, mas que logo desvanece em um riff bastante agressivo que é mais técnico do que de fato bem pensado, como se a banda estivesse priorizando o peso acima de tudo. James novamente canta de maneira alta. Tem riifs de guitarra e solo veloz, baixo cavalar, bateria por vezes com influências punk, mas tudo feito em estruturas simples. Um encerramento digno, mas não a altura do que o disco merecia. 

Master of Puppets é uma obra-prima de influência eterna, uma bíblia sagrada do metal, um clássico que mistura a agressão natural que a banda apresentava na época com mudanças sutis em dinâmica e texturas que refinam brilhantemente o seu alcance sonoro. 

Master of Puppets é uma obra-prima de influência eterna.
5
20/12/2017

Quando um disco tem a capacidade de ser aclamado como uma obra-prima até mesmo por críticos que fogem da vertente musical apresentada é porque algo realmente impactante foi feito. Pra mim o maior e para tantos outros uns dos maiores álbuns de Thrash Metal lançado em toda história, um disco que empurra as fronteiras do gênero pra algo além do que se espera. Talvez o considere tão bem elaborado quanto ao disco anterior, Ride the Lightning, mas ao mesmo tempo é mais complexo. 

“Battery” dá início ao disco de maneira suave e acústica, bastante melodiosa e lenta, principalmente para uma música que é extremamente pesada. Os vocais de James são muito agressivos, a bateria de Lars bastante veloz, o baixo é furioso e os trabalhos de guitarra bem técnicos, sendo um dos solos muito rápido, mas melódico e logo depois um técnico muito rápido, mais metal. A música então volta com uns versos e o coro antes de terminar. 

“Master of Puppets” é uma música simplesmente devastadora, longa e trabalhada em duas partes. Começa com um riff rápido e brutal de guitarra. Possui um desenvolvimento com muitas torções e voltas instrumentais, mudanças no tempo e até rupturas clássicas. Algo a se destacar também é o momento mais emotivo, lento e melódico encontrado por volta de sua metade. Kirk faz um dos seus melhores solos de guitarra, simplesmente lindo e incrível. A música então vai preparando o ouvinte pra outro solo de guitarra, agora muito mais técnico e veloz. Por fim retorna ao seu ritmo inicial, se mantendo assim até que uma risadas sombrias finalizam a música. 

“The Thing That Should Not Be” começa de maneira quase silenciosa através de um suave trabalho de guitarra, mas que logo dá lugar a um riff pesado. James começa a cantar com um vocal bastante alto. Na letra a banda está falando sobre a história The Shadow Over Innsmouth escrita por H. P. Lovecraft, descrevendo especialmente o personagem Cthulhu, um ardil monstro que vive no mar. Musicalmente não tem solos emocionais ou longos, somente um curto e técnico, mas carrega uma atmosfera impressionante de bastante tristeza. 

“Welcome Home (Sanitarium)” tem em seus primeiros segundos uma atmosfera que sempre me arrepia. A música então começa a se mover com um padrão métrico que se eu fosse definir com cores, diria que variariam entre tons claros e escuros. O desempenho vocal de James nesta faixa é sensacional, possui uma ótima letra, melodia rica, excelentes solos de guitarra e uma cozinha que adiciona uma quantidade infinita de profundidade a música. Possui uma aceleração que eu poderia dizer que é o melhor momento da banda, se não tivessem se superado alguns anos depois com “One”. 

É praticamente impossível manter um disco no nível que Master of Puppets estava tendo até aqui, mas apesar disso, não pense que "Disposable Heroes" não é uma grande faixa também. Bastante pesada e agressiva, o riff principal é mais atraente e menos emocionante do que os apresentados nas faixas anteriores. A música também tem uma veia punk, principalmente devido a bateria e ao tema da letra. Toda a música é bastante pesada e muito rápida, sem muita emoção, dando a impressão que a ideia era que a faixa fosse muito mais pesada do que pensada. Volto a repetir, tudo isso se comparado com faixas anteriores, o que não quer dizer que também não possui seu valor.

Considero “Leper Messiah” um tanto subestimada, tanto que é a faixa do disco que foi menos executada na história dos concertos da banda. Uma música muito anticristã e está falando sobre a igreja que é um negócio de magnata que leva dinheiro, "para Deus". Mais um riff marcante e pesado é o carro chefe da canção, sempre sobre uma cozinha enérgica. Em determinado momento a música aumenta a sua velocidade e apresenta um solo veloz de guitarra, ainda que sem muita emoção, bastante técnico e interessante. Antes de chegar ao fim a faixa regressa rapidamente ao seu riff inicial. 

“Orion” é uma incrível faixa instrumental. Tem uma abertura misteriosa e que logo leva a um ritmo penetrante e constante que se arrasta por baixo de um banco de guitarras astuciosas. Parece que a ausência de uma presença vocal liberasse a banda para relaxar um pouco e lhes dessem confiança para criar de fato algo impressionante. O intrincado trabalho de guitarra é um atrativo do começo ao fim, assim como o baixo de Cliff Burton sempre encharcado de linhas criativas. 

O disco termina através de Damage, Inc., começa com um som atmosférico, mas que logo desvanece em um riff bastante agressivo que é mais técnico do que de fato bem pensado, como se a banda estivesse priorizando o peso acima de tudo. James novamente canta de maneira alta. Tem riifs de guitarra e solo veloz, baixo cavalar, bateria por vezes com influências punk, mas tudo feito em estruturas simples. Um encerramento digno, mas não a altura do que o disco merecia. 

Master of Puppets é uma obra-prima de influência eterna, uma bíblia sagrada do metal, um clássico que mistura a agressão natural que a banda apresentava na época com mudanças sutis em dinâmica e texturas que refinam brilhantemente o seu alcance sonoro. 

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