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    Motions Of Desire (2005)

    4 Por: Tiago Meneses

Resenha: Magic Pie - Motions Of Desire (2005)

Por: Tiago Meneses

Acessos: 85

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Album Cover
Um disco de música complexa, melódica e poderosa ao mesmo tempo.
4
18/12/2017

Quando se trata de um passado recente a Noruega ficou bastante conhecida por bandas de sonoridades bem pesadas, mas quando se trata de um rock progressivo verdadeiro, digamos assim, o país nunca foi muito popular, ao contrário, por exemplo, dos também escandinavos, suecos. Mas que bom que a Magic Pie ao lançar o seu disco de estreia fez com que essa visão mudasse, pois Motions of Desire não poderia ser mais progressivo. Uma mistura deliciosa entre o rock sinfônico dos anos setenta aliada a influências modernas neo progressivas. Não sou muito de ver listas de final de ano, mas em relação as de 2005 não acharia estranho se em algumas delas a banda deva ter aparecido como revelação. 

Antes de lançarem este seu disco de estreia, tocavam covers de bandas clássicas de rock progressivo, mas eles eram talentosos demais pra se manter apenas por trás de músicas dos outros. Então que passaram a criar suas próprias através de linhas inventivas e inspiradas misturada a muitas influências de um passado recente ou não. A guitarra de Kim Stenberg sem dúvida alguma é a força motriz aqui, responsável pela maioria das composições. Kim também está a frente da composição e a arte da capa. Mas engana-se quem ao ler isso, pense que é um daqueles álbuns feito apenas pra guitarristas, muito pelo contrário, porque toda a banda contribui para uma riqueza musical sensacional, com destaque para os usos vintage de hammond e os sintetizadores de Gilbert Marshall que dão ao som do disco uma maior dimensão progressiva. 

“Change” é o épico que dá início ao álbum e ilustra perfeitamente tudo aquilo que alguém pode esperar de uma faixa progressiva. Uma interação entre guitarra e teclado bastante característica, as harmonias vocais, além de numerosas mudanças de tempo fazem desta faixa uma verdadeira pérola absoluta. A faixa nem sempre tem um ar “gentil”, sendo algumas vezes bastante pesada com riffs que podem ser comparados com Deep Purple ou Atomic Rooster. É possível também notar alguns fragmentos jazzísticos, enfim, uma faixa bastante difícil de ser descrita pelos tantos estilos diferentes encontrados em apenas um lugar. Certamente ao ouvir essa música, qualquer um pode se perguntar se eles serão capazes de manter o nível elevado durante a quase uma hora de música que está por vir. A resposta é sim.

O álbum segue com a faixa título, “Motions of Desire”. Tem claramente uma sonoridade que nos faz lembrar o Marillion (inclusive os vocais). Com um riff de teclado atraente, solo onírico de guitarra e belo vocal (tanto o principal quanto o de apoio). Uma faixa bastante otimista com uma levada relativamente rápida. 

"Full Circle Poetry" começa com alguns sons atmosféricos que remetem a bandas como Spocks’s Beard e Transatlantic, além de lembrar especificamente também o começo de “Trial of Tears” do Dream Theater. Então toma um caminho com bateria marchante e teclados turbulentos, até que entra uma guitarra acústica. A música ganha uma linha meio reggae e funk que completa perfeitamente os excelentes vocais. O coro é muito bonito. Também possui uma passagem instrumental perto de nove minutos que é sensacional antes de regressar ao humor inicial da música de cadencia marchante. Uma faixa belíssima do começo ao fim. 

"Without Knowing Why" começa de maneira bastante enérgica através de um solo de guitarra e riffs na veia de um metal progressivo, seguida de uma seção rítmica pontuada e de um vocal poderoso, além de um som de teclado ao estilo Emerson, Lake & Palmer. O som da guitarra elétrica está excelente, com ótima distorção. Lembro que viciei nesta faixa na época que ouvi o disco pela primeira vez, ela soa de fato como uma boa música progressiva deve soar. 

“Illusion & Reality" é um épico que na verdade compreende três faixas, combinando diversos estilos musicais. Logo no início o que ouvimos é uma música neo prog que gradativamente se transforma com riffs de metal progressivo e trabalho deslumbrante de órgão, parte de múltiplos vocais e riffs pesados de guitarra. Há mudanças de tempo com incursões de uma grande harmonia de teclado e guitarras ao estilo prog metal. A música em sua totalidade é excelente e proporciona uma grande experiência ao ouvinte. 

“Dream Visions” finaliza o disco mantendo o alto nível. Riffs pesados, preenchimento com guitarra acústica e solos de guitarra elétrica. Também possui um toque sinfônico aliado a veia metal. Tem um solo de teclado excelente. 

Quando se entra no estúdio pra gravar o primeiro álbum, acho que um deslize na produção pode ser facilmente relevado, portanto, não que Motions of Desire seja ruim, mas poderia certamente ser melhor nessa questão, mas o considero no máximo decente. Mas tirando isso, no final das contas é um disco de música complexa, melódica e poderosa ao mesmo tempo. 

Um disco de música complexa, melódica e poderosa ao mesmo tempo.
4
18/12/2017

Quando se trata de um passado recente a Noruega ficou bastante conhecida por bandas de sonoridades bem pesadas, mas quando se trata de um rock progressivo verdadeiro, digamos assim, o país nunca foi muito popular, ao contrário, por exemplo, dos também escandinavos, suecos. Mas que bom que a Magic Pie ao lançar o seu disco de estreia fez com que essa visão mudasse, pois Motions of Desire não poderia ser mais progressivo. Uma mistura deliciosa entre o rock sinfônico dos anos setenta aliada a influências modernas neo progressivas. Não sou muito de ver listas de final de ano, mas em relação as de 2005 não acharia estranho se em algumas delas a banda deva ter aparecido como revelação. 

Antes de lançarem este seu disco de estreia, tocavam covers de bandas clássicas de rock progressivo, mas eles eram talentosos demais pra se manter apenas por trás de músicas dos outros. Então que passaram a criar suas próprias através de linhas inventivas e inspiradas misturada a muitas influências de um passado recente ou não. A guitarra de Kim Stenberg sem dúvida alguma é a força motriz aqui, responsável pela maioria das composições. Kim também está a frente da composição e a arte da capa. Mas engana-se quem ao ler isso, pense que é um daqueles álbuns feito apenas pra guitarristas, muito pelo contrário, porque toda a banda contribui para uma riqueza musical sensacional, com destaque para os usos vintage de hammond e os sintetizadores de Gilbert Marshall que dão ao som do disco uma maior dimensão progressiva. 

“Change” é o épico que dá início ao álbum e ilustra perfeitamente tudo aquilo que alguém pode esperar de uma faixa progressiva. Uma interação entre guitarra e teclado bastante característica, as harmonias vocais, além de numerosas mudanças de tempo fazem desta faixa uma verdadeira pérola absoluta. A faixa nem sempre tem um ar “gentil”, sendo algumas vezes bastante pesada com riffs que podem ser comparados com Deep Purple ou Atomic Rooster. É possível também notar alguns fragmentos jazzísticos, enfim, uma faixa bastante difícil de ser descrita pelos tantos estilos diferentes encontrados em apenas um lugar. Certamente ao ouvir essa música, qualquer um pode se perguntar se eles serão capazes de manter o nível elevado durante a quase uma hora de música que está por vir. A resposta é sim.

O álbum segue com a faixa título, “Motions of Desire”. Tem claramente uma sonoridade que nos faz lembrar o Marillion (inclusive os vocais). Com um riff de teclado atraente, solo onírico de guitarra e belo vocal (tanto o principal quanto o de apoio). Uma faixa bastante otimista com uma levada relativamente rápida. 

"Full Circle Poetry" começa com alguns sons atmosféricos que remetem a bandas como Spocks’s Beard e Transatlantic, além de lembrar especificamente também o começo de “Trial of Tears” do Dream Theater. Então toma um caminho com bateria marchante e teclados turbulentos, até que entra uma guitarra acústica. A música ganha uma linha meio reggae e funk que completa perfeitamente os excelentes vocais. O coro é muito bonito. Também possui uma passagem instrumental perto de nove minutos que é sensacional antes de regressar ao humor inicial da música de cadencia marchante. Uma faixa belíssima do começo ao fim. 

"Without Knowing Why" começa de maneira bastante enérgica através de um solo de guitarra e riffs na veia de um metal progressivo, seguida de uma seção rítmica pontuada e de um vocal poderoso, além de um som de teclado ao estilo Emerson, Lake & Palmer. O som da guitarra elétrica está excelente, com ótima distorção. Lembro que viciei nesta faixa na época que ouvi o disco pela primeira vez, ela soa de fato como uma boa música progressiva deve soar. 

“Illusion & Reality" é um épico que na verdade compreende três faixas, combinando diversos estilos musicais. Logo no início o que ouvimos é uma música neo prog que gradativamente se transforma com riffs de metal progressivo e trabalho deslumbrante de órgão, parte de múltiplos vocais e riffs pesados de guitarra. Há mudanças de tempo com incursões de uma grande harmonia de teclado e guitarras ao estilo prog metal. A música em sua totalidade é excelente e proporciona uma grande experiência ao ouvinte. 

“Dream Visions” finaliza o disco mantendo o alto nível. Riffs pesados, preenchimento com guitarra acústica e solos de guitarra elétrica. Também possui um toque sinfônico aliado a veia metal. Tem um solo de teclado excelente. 

Quando se entra no estúdio pra gravar o primeiro álbum, acho que um deslize na produção pode ser facilmente relevado, portanto, não que Motions of Desire seja ruim, mas poderia certamente ser melhor nessa questão, mas o considero no máximo decente. Mas tirando isso, no final das contas é um disco de música complexa, melódica e poderosa ao mesmo tempo. 

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