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Resenha: Pink Floyd - Animals (1977)

Por: Tiago Meneses

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O álbum mais “punk” do Pink Floyd.
5
11/12/2017

Em Animals, Roger Waters foi quem mais colocou a mão na massa, mas ao invés de adotar a postura individual do tipo “eu odeio tudo, eu odeio o mundo”, as letras têm uma inclinação vagamente política baseada no livro “Revolução dos Bichos”, escrito por George Orwell em 1945. Representando em cada uma das três faixas centrais uma das classes da hierarquia política por ele criticada. “Dogs”(cães representando os tipos manipuladores), “Pigs” (em que porcos são os tipos gananciosos) e “Sheep” (ovelhas ou somente seguidores estúpidos), mas ovelhas essas que também atacam tanto os cães quanto os porcos.

Sempre tive a ideia de que a banda com as mais emblemáticas capas da história da música é o Pink Floyd, onde provavelmente a mais icônica de todas seja a de Animals. A foto com um grande porco inflável entre torres tornou-se um símbolo cultural e evoca noções tão surreais quanto o próprio álbum que representa. 

Costumo dizer que este é o álbum mais “punk rock” do Pink Floyd devido a agressividade apresentada no disco e que a banda precisava ter para poder sobreviver, digamos assim. Mas claro que eles fizeram uma música diferente sem desrespeitar a sua história, muito menos os fãs, tanto que Animals é sempre citado como um dos favoritos da banda por inúmeros dos seus seguidores. 

"Pigs on the Wing Part 1”abre o disco, uma bela faixa semiacústica, mas de uma suavidade que contrasta muito com a dor expressa nas letras. Nota-se com clareza os primeiros passos de um direcionamento que Waters daria a banda, começando a expressar com mais liberdade seu ponto de vista político. 

Sempre achei “Dogs” a principal faixa do álbum. Um épico de dezessete minutos, grandes solos de guitarra de David Gilmour, vocais incríveis tanto pelo próprio como por Roger Waters, letras inteligentes, constantes mudanças de andamentos, porém, bem suaves e nada radicais, algo que inclusive torna a banda diferente de qualquer outra de progressivo da época, sendo talvez por isso que o Pink Floyd nem seja visto como uma banda genuinamente de prog rock. Uma faixa que contém um pouco de cada momento musical do grupo, todos completamente bem encaixados e a deixando como uma das mais incríveis já compostas pela banda.

A faixa seguinte é “Pigs”. Apresenta uma veia até meio hard, mas dentro de uma viagem floydiana. As letras são bastante agressivas e políticas. Ao longo da canção pode-se ouvir inúmeras referências psicodélicas. Além de que possui não apenas uma das mais belas entradas de solos de guitarra de David Gilmour, mas um dos mais lindos e inspirados solos que ele fez em toda a sua carreira. 

Em termos de letra, "Sheep" é sem dúvida alguma a mais controversa, agressiva e até mesmo antirreligiosa do álbum. As massas são descritas como seguidores fracos sempre com medo de tudo, passando a vida somente a comer para sobreviver a fim de ter a chance de envelhecer e mais nada. O baixo de Waters é sensacional, Wright é brilhante nos teclados e Gilmour pra não passar despercebido nos presenteia com uma seção final de guitarra simplesmente esplendorosa. 

“Pigs On The Wing Part 2” soa praticamente da mesma maneira que a primeira parte, com a diferença de que as letras agora expressam um pouco mais de otimismo, ou pelo menos são menos deprimentes.

Pode haver muitas discordâncias em relação a essa afirmação que vou fazer, mas considero Animals o último álbum da banda que tem um material pra atingir o status de uma obra-prima. Com isso muitos podem pensar que estou desdenhando do The Wall ou mesmo que eu não gosto do álbum, mas não é isso, porém, isso é um assunto pra outra resenha. 

O álbum mais “punk” do Pink Floyd.
5
11/12/2017

Em Animals, Roger Waters foi quem mais colocou a mão na massa, mas ao invés de adotar a postura individual do tipo “eu odeio tudo, eu odeio o mundo”, as letras têm uma inclinação vagamente política baseada no livro “Revolução dos Bichos”, escrito por George Orwell em 1945. Representando em cada uma das três faixas centrais uma das classes da hierarquia política por ele criticada. “Dogs”(cães representando os tipos manipuladores), “Pigs” (em que porcos são os tipos gananciosos) e “Sheep” (ovelhas ou somente seguidores estúpidos), mas ovelhas essas que também atacam tanto os cães quanto os porcos.

Sempre tive a ideia de que a banda com as mais emblemáticas capas da história da música é o Pink Floyd, onde provavelmente a mais icônica de todas seja a de Animals. A foto com um grande porco inflável entre torres tornou-se um símbolo cultural e evoca noções tão surreais quanto o próprio álbum que representa. 

Costumo dizer que este é o álbum mais “punk rock” do Pink Floyd devido a agressividade apresentada no disco e que a banda precisava ter para poder sobreviver, digamos assim. Mas claro que eles fizeram uma música diferente sem desrespeitar a sua história, muito menos os fãs, tanto que Animals é sempre citado como um dos favoritos da banda por inúmeros dos seus seguidores. 

"Pigs on the Wing Part 1”abre o disco, uma bela faixa semiacústica, mas de uma suavidade que contrasta muito com a dor expressa nas letras. Nota-se com clareza os primeiros passos de um direcionamento que Waters daria a banda, começando a expressar com mais liberdade seu ponto de vista político. 

Sempre achei “Dogs” a principal faixa do álbum. Um épico de dezessete minutos, grandes solos de guitarra de David Gilmour, vocais incríveis tanto pelo próprio como por Roger Waters, letras inteligentes, constantes mudanças de andamentos, porém, bem suaves e nada radicais, algo que inclusive torna a banda diferente de qualquer outra de progressivo da época, sendo talvez por isso que o Pink Floyd nem seja visto como uma banda genuinamente de prog rock. Uma faixa que contém um pouco de cada momento musical do grupo, todos completamente bem encaixados e a deixando como uma das mais incríveis já compostas pela banda.

A faixa seguinte é “Pigs”. Apresenta uma veia até meio hard, mas dentro de uma viagem floydiana. As letras são bastante agressivas e políticas. Ao longo da canção pode-se ouvir inúmeras referências psicodélicas. Além de que possui não apenas uma das mais belas entradas de solos de guitarra de David Gilmour, mas um dos mais lindos e inspirados solos que ele fez em toda a sua carreira. 

Em termos de letra, "Sheep" é sem dúvida alguma a mais controversa, agressiva e até mesmo antirreligiosa do álbum. As massas são descritas como seguidores fracos sempre com medo de tudo, passando a vida somente a comer para sobreviver a fim de ter a chance de envelhecer e mais nada. O baixo de Waters é sensacional, Wright é brilhante nos teclados e Gilmour pra não passar despercebido nos presenteia com uma seção final de guitarra simplesmente esplendorosa. 

“Pigs On The Wing Part 2” soa praticamente da mesma maneira que a primeira parte, com a diferença de que as letras agora expressam um pouco mais de otimismo, ou pelo menos são menos deprimentes.

Pode haver muitas discordâncias em relação a essa afirmação que vou fazer, mas considero Animals o último álbum da banda que tem um material pra atingir o status de uma obra-prima. Com isso muitos podem pensar que estou desdenhando do The Wall ou mesmo que eu não gosto do álbum, mas não é isso, porém, isso é um assunto pra outra resenha. 

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