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Resenha: Eric Gillette - The Great Unknown (2016)

Por: André Luiz Paiz

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"John Petrucci Jr" segue evoluindo
3.5
05/12/2017

Primeiramente, deixe-me explicar o título da resenha. "John Petrucci Jr" é como Mike Portnoy carinhosamente apelidou seu companheiro de "The Neal Morse Band" e agora "The Shattered Fortress", o guitarrista Eric Gillette. Juntos desde o início da nova banda de Neal Morse, era natural que se tornassem amigos.
Após a seleção de Eric para a "The Neal Morse Band", sua carreira solo começou a despertar interesse dos fãs do grupo, principalmente por ter demonstrado talento não só nas sete cordas de sua guitarra, mas também como vocalista.

Confesso que mergulhei às cegas na audição deste trabalho. Esperava encontrar algo mais melódico e virtuoso, talvez influenciado pela banda que está ou por músicos como Satriani ou Eric Johnson. É aí que o apelido dado por Mike Portnoy começa a fazer sentido. É notável que Eric é fã e possui o Dream Theater como sua principal influência. Trata-se de um álbum de metal progressivo com requintes da antiga banda de Mike e também de bandas como: Symphony X e Threshold.

Abrindo com "The Great Unknown", há a sensação de estarmos ouvindo o álbum "Train Of Thought" do Dream Theater. Uma faixa pesada, mas com melodia de fácil acesso.
Na mesma levada da faixa anterior, "The Aftermath" mantém o peso e a fácil assimilação. Uma faixa que poderia tranquilamente ter saído do "Systematic Chaos", também do Dream Theater.
A épica "Escape" é mais melódica. Uma viagem extremamente agradável, em que seus dezoito minutos passam rapidamente. A guitarra de Eric explora as influências de John Petrucci com solos melódicos e interessantes.
"Damage Is Done" surge para retomar o peso de forma mais cadenciada. Já a balada "Empty" aparece no momento ideal e é mais um acerto de Eric.
Lembra das influências de Eric Johnson e Joe Satriani que comentei? É possível encontrar um pouco delas em "Runaway", a minha favorita. Adoro sua cadência e o som de guitarra que nos faz lembrar Steve Rottery (Marillion).
"All I Am" segue na levada mais cadenciada de "Damage Is Done", porém não funcionou tão bem. É a faixa mais cansativa do álbum, que poderia ter sido finalizado com "Runaway".

Eric Gillette está em evolução constante, principalmente agora que trabalha ao lado de monstros do Rock Progressivo na "The Neal Morse Band". Só tem a ganhar, e este trabalho mostra que já é um excelente cantor e guitarrista. Aprimorando o lado compositor, com certeza irá disputar espaço com os músicos mais conceituados. Não é necessário ter pressa, pois Eric é um cara jovem e tem uma longa carreira pela frente. Inclusive, seus álbuns podem ser encontrados para compra no site da Radiant Records, gravadora responsável pela distribuição dos álbuns de Neal Morse. Foi lá que adquiri: "The Great Unknown", um álbum extremamente interessante, acessível e recheado de metal progressivo de qualidade.

"John Petrucci Jr" segue evoluindo
3.5
05/12/2017

Primeiramente, deixe-me explicar o título da resenha. "John Petrucci Jr" é como Mike Portnoy carinhosamente apelidou seu companheiro de "The Neal Morse Band" e agora "The Shattered Fortress", o guitarrista Eric Gillette. Juntos desde o início da nova banda de Neal Morse, era natural que se tornassem amigos.
Após a seleção de Eric para a "The Neal Morse Band", sua carreira solo começou a despertar interesse dos fãs do grupo, principalmente por ter demonstrado talento não só nas sete cordas de sua guitarra, mas também como vocalista.

Confesso que mergulhei às cegas na audição deste trabalho. Esperava encontrar algo mais melódico e virtuoso, talvez influenciado pela banda que está ou por músicos como Satriani ou Eric Johnson. É aí que o apelido dado por Mike Portnoy começa a fazer sentido. É notável que Eric é fã e possui o Dream Theater como sua principal influência. Trata-se de um álbum de metal progressivo com requintes da antiga banda de Mike e também de bandas como: Symphony X e Threshold.

Abrindo com "The Great Unknown", há a sensação de estarmos ouvindo o álbum "Train Of Thought" do Dream Theater. Uma faixa pesada, mas com melodia de fácil acesso.
Na mesma levada da faixa anterior, "The Aftermath" mantém o peso e a fácil assimilação. Uma faixa que poderia tranquilamente ter saído do "Systematic Chaos", também do Dream Theater.
A épica "Escape" é mais melódica. Uma viagem extremamente agradável, em que seus dezoito minutos passam rapidamente. A guitarra de Eric explora as influências de John Petrucci com solos melódicos e interessantes.
"Damage Is Done" surge para retomar o peso de forma mais cadenciada. Já a balada "Empty" aparece no momento ideal e é mais um acerto de Eric.
Lembra das influências de Eric Johnson e Joe Satriani que comentei? É possível encontrar um pouco delas em "Runaway", a minha favorita. Adoro sua cadência e o som de guitarra que nos faz lembrar Steve Rottery (Marillion).
"All I Am" segue na levada mais cadenciada de "Damage Is Done", porém não funcionou tão bem. É a faixa mais cansativa do álbum, que poderia ter sido finalizado com "Runaway".

Eric Gillette está em evolução constante, principalmente agora que trabalha ao lado de monstros do Rock Progressivo na "The Neal Morse Band". Só tem a ganhar, e este trabalho mostra que já é um excelente cantor e guitarrista. Aprimorando o lado compositor, com certeza irá disputar espaço com os músicos mais conceituados. Não é necessário ter pressa, pois Eric é um cara jovem e tem uma longa carreira pela frente. Inclusive, seus álbuns podem ser encontrados para compra no site da Radiant Records, gravadora responsável pela distribuição dos álbuns de Neal Morse. Foi lá que adquiri: "The Great Unknown", um álbum extremamente interessante, acessível e recheado de metal progressivo de qualidade.

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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