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Resenha: The Who - Who's Next (1971)

Por: Tiago Meneses

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Um grande marco no andamento da banda
5
04/12/2017

Um clássico absoluto. The Who aqui deu uma guinada na sua música, se livraram daquele rock simples e tocado de maneira direta e migraram de vez pra algo mais complexo do que tudo o que tinha sido feito até então. Tudo bem que isso começou no trabalho anterior, Tommy, mesmo assim, de maneira tímida, com um estilo ainda bem 60's. Who's Next sem dúvida alguma foi um grande marco no andamento da banda. Ele juntamente com Quadrophenia, contem uma maior quantidade de experimentação, seja com cada um em seus próprios instrumentos, seja em outros instrumentos como sintetizadores, pianos e violinos. Também possui uma qualidade muito melhor, o som muito mais profissional, as músicas são mais maduras, as composições, especialmente quando comparado com os seus primeiros álbuns. A produção também merece um grande destaque.

A faixa de abertura, “Baba O’Rilley, também foi a que abriu as portas para que o meu mundo encontrasse o da banda. Logo na introdução com sintetizador e piano consegue nos deixar sem fôlego e prepara a entrada de um Roger Daltrey mostrando estar em seu melhor, sempre apoiado por uma força chamada Keith Moon e o silêncio trabalhado de John Entwistle com seu estilo delicado, porem, cheio de força.  A música flui sem defeito do começo ao fim, ao ponto de que nada pode ser adicionado ou subtraído, tudo se encaixa no seu lugar, como uma máquina bem oleada e para terminar, o solo de violino dá um toque especial a este verdadeiro clássico do rock and roll. 

“Bargain” tem um início suave que logo é interrompido pela mudança vibrante liderada pelas baquetas de Keith Moon, tornando a faixa um hard rock vibrante. A música tem uma mudança de humor que diminui com uma seção cantada por Pete e em seguida uma suave cadencia instrumental antes de retornar com a energia do início. Sem dúvida outra faixa bastante forte.

Já presenciei casos de pessoas que acham “Love Ain't for Keeping" uma faixa meio fraca para o resto do álbum. Discordo, pois consegue ser exatamente aquilo em que se propõe, além de, conseguir mostrar o quanto o disco pode ser versátil. Com pouco mais de dois minutos, tem uma linha bluesy e traz outra atmosfera até então. Belíssima. 

“My Wife” é uma música composta e cantada por John Entwistle, que além do baixo, também é o responsável pelo piano e por ótimos usos de metais. Possui letras engraçadas e uma ótima energia. Suas versões ao vivo costumam ser bem melhores. 

“The Song Is Over” é uma faixa lindíssima. Tem um piano principal tocado por Nick Hopkins e foi cantada principalmente por Pete Townshend de maneira sentimental e nostálgica. Tudo flui maravilhosamente. 

Em "Getting in Tune” novamente a banda tem a companhia de Nick Hopkins. Começa de maneira suave, mas depois ganha força fazendo com que possamos classifica-la como uma das primeiras power ballad do rock. Mais uma excelente música. 

“Going Mobile” é cantada por Peter Townshed. Ótima faixa, ótimas guitarras acústicas e elétricas com alguns efeitos esquisitos, bateria perfeita principalmente no tempo, além de exalar certo aroma de Southern rock. 

"Behind Blue Eyes" é maravilhosa, fantástica. Começa suave e com vocais incríveis, mas de repente uma mudança dá as boas vindas para o ouvinte em forma de puro rock and roll. 

Não acho exagero dizer que, “Won't Get Fooled Again”, faixa que fecha o disco pode ser classificada como um rock and roll perfeito. O sintetizador apalpador e pulsante que estabelece o tempo no início, linhas de baixos inacreditáveis de John Entwistle , Keith Moon com suas linhas ferozes e ofensivas na bateria, a guitarra gloriosa de Pete Townshend e o vocal devastador de  Roger Daltrey capaz de levantar os mortos e fazer com que batam cabeça e pulem, fazem com que seja impossível em ficarmos indiferente ao ouvi-la. Extremamente empolgante. 

Esses quatro exploradores musicais fizeram muitos outros discos que eu adoro, mas não tem como em sã consciência recomendar outro que não seja este a qualquer um que não esteja familiarizado com o som da banda. Um disco obrigatório em qualquer coleção de rock clássico, figurando facilmente entre um dos dez melhores de todos os tempos. 

Um grande marco no andamento da banda
5
04/12/2017

Um clássico absoluto. The Who aqui deu uma guinada na sua música, se livraram daquele rock simples e tocado de maneira direta e migraram de vez pra algo mais complexo do que tudo o que tinha sido feito até então. Tudo bem que isso começou no trabalho anterior, Tommy, mesmo assim, de maneira tímida, com um estilo ainda bem 60's. Who's Next sem dúvida alguma foi um grande marco no andamento da banda. Ele juntamente com Quadrophenia, contem uma maior quantidade de experimentação, seja com cada um em seus próprios instrumentos, seja em outros instrumentos como sintetizadores, pianos e violinos. Também possui uma qualidade muito melhor, o som muito mais profissional, as músicas são mais maduras, as composições, especialmente quando comparado com os seus primeiros álbuns. A produção também merece um grande destaque.

A faixa de abertura, “Baba O’Rilley, também foi a que abriu as portas para que o meu mundo encontrasse o da banda. Logo na introdução com sintetizador e piano consegue nos deixar sem fôlego e prepara a entrada de um Roger Daltrey mostrando estar em seu melhor, sempre apoiado por uma força chamada Keith Moon e o silêncio trabalhado de John Entwistle com seu estilo delicado, porem, cheio de força.  A música flui sem defeito do começo ao fim, ao ponto de que nada pode ser adicionado ou subtraído, tudo se encaixa no seu lugar, como uma máquina bem oleada e para terminar, o solo de violino dá um toque especial a este verdadeiro clássico do rock and roll. 

“Bargain” tem um início suave que logo é interrompido pela mudança vibrante liderada pelas baquetas de Keith Moon, tornando a faixa um hard rock vibrante. A música tem uma mudança de humor que diminui com uma seção cantada por Pete e em seguida uma suave cadencia instrumental antes de retornar com a energia do início. Sem dúvida outra faixa bastante forte.

Já presenciei casos de pessoas que acham “Love Ain't for Keeping" uma faixa meio fraca para o resto do álbum. Discordo, pois consegue ser exatamente aquilo em que se propõe, além de, conseguir mostrar o quanto o disco pode ser versátil. Com pouco mais de dois minutos, tem uma linha bluesy e traz outra atmosfera até então. Belíssima. 

“My Wife” é uma música composta e cantada por John Entwistle, que além do baixo, também é o responsável pelo piano e por ótimos usos de metais. Possui letras engraçadas e uma ótima energia. Suas versões ao vivo costumam ser bem melhores. 

“The Song Is Over” é uma faixa lindíssima. Tem um piano principal tocado por Nick Hopkins e foi cantada principalmente por Pete Townshend de maneira sentimental e nostálgica. Tudo flui maravilhosamente. 

Em "Getting in Tune” novamente a banda tem a companhia de Nick Hopkins. Começa de maneira suave, mas depois ganha força fazendo com que possamos classifica-la como uma das primeiras power ballad do rock. Mais uma excelente música. 

“Going Mobile” é cantada por Peter Townshed. Ótima faixa, ótimas guitarras acústicas e elétricas com alguns efeitos esquisitos, bateria perfeita principalmente no tempo, além de exalar certo aroma de Southern rock. 

"Behind Blue Eyes" é maravilhosa, fantástica. Começa suave e com vocais incríveis, mas de repente uma mudança dá as boas vindas para o ouvinte em forma de puro rock and roll. 

Não acho exagero dizer que, “Won't Get Fooled Again”, faixa que fecha o disco pode ser classificada como um rock and roll perfeito. O sintetizador apalpador e pulsante que estabelece o tempo no início, linhas de baixos inacreditáveis de John Entwistle , Keith Moon com suas linhas ferozes e ofensivas na bateria, a guitarra gloriosa de Pete Townshend e o vocal devastador de  Roger Daltrey capaz de levantar os mortos e fazer com que batam cabeça e pulem, fazem com que seja impossível em ficarmos indiferente ao ouvi-la. Extremamente empolgante. 

Esses quatro exploradores musicais fizeram muitos outros discos que eu adoro, mas não tem como em sã consciência recomendar outro que não seja este a qualquer um que não esteja familiarizado com o som da banda. Um disco obrigatório em qualquer coleção de rock clássico, figurando facilmente entre um dos dez melhores de todos os tempos. 

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