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  • Últimas Notas de Beto Guedes / Novelli / Danilo Caymmi / Toninho Horta

Resenha: Beto Guedes - Beto Guedes / Novelli / Danilo Caymmi / Toninho Horta (1973)

Por: Tarcisio Lucas

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Album Cover
MPB progressiva e ousada
4
04/12/2017

O clube da Esquina mostrou para o mundo um grupo de músicos capaz de abarcar uma infinidade de estilos dentro de uma mesma canção. E todos os músicos envolvidos mostraram, em maior ou menor grau, um grande apreço pelo rock progressivo que se fazia na época. Nomes de peso como YES, Gentle Giant, ELP...as influências eram as melhores possíveis.
De todos os trabalhos lançados na época aqui no Brasil, poucos entraram tão visceralmente na proposta progressiva quanto esse primeiro trabalho de Beto Guedes.
Acompanhado por músicos de peso, como Toninho Horta, Danilo Caymmi e Novelli, o cantor nos brinda com músicas complexas, letras viajantes, timbres inusitados e viagens sonoras, tudo com influências regionais, especificamente a música mineira feita nas décadas de 60 e 70. 
Apesar da produção irregular - mesmo para os padrões da época, o disco certamente sobreviveu ao teste do tempo, sendo hoje ainda uma experiência desafiadora a sua escuta e apreciação.
Interessante notar que estavam aqui todos os elementos que fariam de Beto Guedes um dos grandes nomes da música popular brasileira que atravessaria as décadas seguintes contribuindo para a criação de um repertório verdadeiramente popular e de qualidade - coisa cada vez mais rara de se encontrar atualmente, infelizmente.
As vocalizações possuem aquele timbre agudo característico do cantor. As linhas melódicas são diferenciadas, pouco óbvias, e que desafiam o ouvinte a cada novo verso.

Em suma, é sim um disco de Rock progressivo, e deve ser ouvido e reconhecido como tal. 
O cantor ainda manteria por muito tempo essa sonoridade, mesclada a músicas mais simples. 
Aliás, o Brasil tem uma história dentro do rock progressivo que merece muito ser estudada e resgatada. E ouvir esse disco, essa obra honestíssima e cheia de qualidades, certamente é uma forma de começar a trilhar essa estrada.

Não é, certamente, o tipo de disco que se assimila em uma única escuta descompromissada. São necessárias várias apreciações para que as estruturas das canções se apresentem. E é justamente essa complexidade que engrandece o trabalho.

MPB progressiva e ousada
4
04/12/2017

O clube da Esquina mostrou para o mundo um grupo de músicos capaz de abarcar uma infinidade de estilos dentro de uma mesma canção. E todos os músicos envolvidos mostraram, em maior ou menor grau, um grande apreço pelo rock progressivo que se fazia na época. Nomes de peso como YES, Gentle Giant, ELP...as influências eram as melhores possíveis.
De todos os trabalhos lançados na época aqui no Brasil, poucos entraram tão visceralmente na proposta progressiva quanto esse primeiro trabalho de Beto Guedes.
Acompanhado por músicos de peso, como Toninho Horta, Danilo Caymmi e Novelli, o cantor nos brinda com músicas complexas, letras viajantes, timbres inusitados e viagens sonoras, tudo com influências regionais, especificamente a música mineira feita nas décadas de 60 e 70. 
Apesar da produção irregular - mesmo para os padrões da época, o disco certamente sobreviveu ao teste do tempo, sendo hoje ainda uma experiência desafiadora a sua escuta e apreciação.
Interessante notar que estavam aqui todos os elementos que fariam de Beto Guedes um dos grandes nomes da música popular brasileira que atravessaria as décadas seguintes contribuindo para a criação de um repertório verdadeiramente popular e de qualidade - coisa cada vez mais rara de se encontrar atualmente, infelizmente.
As vocalizações possuem aquele timbre agudo característico do cantor. As linhas melódicas são diferenciadas, pouco óbvias, e que desafiam o ouvinte a cada novo verso.

Em suma, é sim um disco de Rock progressivo, e deve ser ouvido e reconhecido como tal. 
O cantor ainda manteria por muito tempo essa sonoridade, mesclada a músicas mais simples. 
Aliás, o Brasil tem uma história dentro do rock progressivo que merece muito ser estudada e resgatada. E ouvir esse disco, essa obra honestíssima e cheia de qualidades, certamente é uma forma de começar a trilhar essa estrada.

Não é, certamente, o tipo de disco que se assimila em uma única escuta descompromissada. São necessárias várias apreciações para que as estruturas das canções se apresentem. E é justamente essa complexidade que engrandece o trabalho.

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