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Resenha: The Neal Morse Band - The Grand Experiment (2015)

Por: André Luiz Paiz

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Album Cover
A nova banda de Neal Morse
3.5
04/12/2017

Curioso fiquei, quando li que Neal Morse estava lançando um reality show parecido com o que fez o Dream Theater com a saída de Mike Portnoy. Chamado "Chance Of A Lifetime", o projeto visava estabelecer um novo grupo, com figuras fixas para acompanhar Neal em turnês e em seus novos projetos. Da seleção foram escolhidos: Bill Hubauer (tecladista excelente, que também toca violino, clarinete, sax, e por aí vai...), Eric Gillette (guitarras), e Jason Giani (bateria). Jason foi o único a ser escolhido como um músico de Backup, que seria acionado diante de uma possível indisponibilidade de Mike Portnoy. Os demais músicos são, é claro, Neal Morse e seu fiel escudeiro Randy George (baixo).
Para a gravação deste trabalho, Neal Morse propôs uma interação maior entre os membros, sendo que a maioria do conteúdo foi desenvolvido e aprimorado durante as sessões de estúdio. Fato notável durante a execução das faixas, já que é possível captar esta atmosfera.
Outro detalhe interessante do grupo, é que os vocais agora são divididos principalmente entre Neal, Eric e Bill. Estes dois últimos dividem os vocais mais agudos, já que a voz de Neal, apesar de ainda bela, perdeu um pouco neste sentido com o passar do tempo.

O álbum abre com a faixa "The Call", uma das mais similares com a estrutura já conhecida dos trabalhos de Neal em carreira solo. A letra também não inova muito, já que traz mensagens com propósitos religiosos e com conteúdo diversas vezes já cobertos por Neal. Basicamente é algo do tipo: busque pela luz e ouça o chamado. No mais, a faixa é muito boa e não decepciona em termos de melodia.
A faixa-título se destaca pelo refrão, que gosto bastante, além de uma levada mais rock.
Das inúmeras virtudes musicais de Neal, uma das melhores é o seu dom para compôr belas melodias. "Waterfall" demonstra claramente. Uma balada lindíssima, contando com vocalizações de todos os membros do grupo.
Agora um ponto baixo. Sinceramente, não sei o quanto Neal Morse está orgulhoso da sua "Agenda", mas esta faixa serve somente para faixa bônus (no máximo). Irritante e cansativa, não acrescenta em nada para o restante do trabalho.
Característica da maioria dos trabalhos de Neal Morse, eis que chegamos à épica "Alive Again". Com mais de vinte e seis minutos, trata-se de uma viagem e um relato sobre o reencontro da luz e motivação para viver. A faixa é excelente, com passagens instrumentais, momentos mais lentos e outros bem pesados, algo bem comum nas canções do Transatlantic. O destaque aqui fica para a alternância entre os vocalistas. Eric e Bill não decepcionam.

O álbum também foi lançado com uma edição especial, contendo mais algumas faixas. "New Jerusalem (Freedom Is Coming)" é interessante por possuir melodia de fácil assimilação. Uma faixa para cantar junto, embora a letra não seja muito inovadora. "Doomsday Destiny" é mais rápida. Na minha opinião poderia ter entrado facilmente no lugar de "Agenda". É estranho eu dizer que o refrão me lembra as canções do Roupa Nova?
"MacArthur Park" é uma adaptação de Bill Hubauer para a canção originalmente escrita por Jimmy Webb. Está OK onde foi colocada, como faixa do CD bônus.

Uma estreia interessante, porém é possível notar uma fórmula um pouco desgastada em alguns momentos e uma certa falta de inspiração em algumas letras. Fato notável é que Neal Morse conseguiu montar um belo grupo, com uma mescla de juventude e experiência. Músicos que certamente irão se destacar em projetos futuros.

A nova banda de Neal Morse
3.5
04/12/2017

Curioso fiquei, quando li que Neal Morse estava lançando um reality show parecido com o que fez o Dream Theater com a saída de Mike Portnoy. Chamado "Chance Of A Lifetime", o projeto visava estabelecer um novo grupo, com figuras fixas para acompanhar Neal em turnês e em seus novos projetos. Da seleção foram escolhidos: Bill Hubauer (tecladista excelente, que também toca violino, clarinete, sax, e por aí vai...), Eric Gillette (guitarras), e Jason Giani (bateria). Jason foi o único a ser escolhido como um músico de Backup, que seria acionado diante de uma possível indisponibilidade de Mike Portnoy. Os demais músicos são, é claro, Neal Morse e seu fiel escudeiro Randy George (baixo).
Para a gravação deste trabalho, Neal Morse propôs uma interação maior entre os membros, sendo que a maioria do conteúdo foi desenvolvido e aprimorado durante as sessões de estúdio. Fato notável durante a execução das faixas, já que é possível captar esta atmosfera.
Outro detalhe interessante do grupo, é que os vocais agora são divididos principalmente entre Neal, Eric e Bill. Estes dois últimos dividem os vocais mais agudos, já que a voz de Neal, apesar de ainda bela, perdeu um pouco neste sentido com o passar do tempo.

O álbum abre com a faixa "The Call", uma das mais similares com a estrutura já conhecida dos trabalhos de Neal em carreira solo. A letra também não inova muito, já que traz mensagens com propósitos religiosos e com conteúdo diversas vezes já cobertos por Neal. Basicamente é algo do tipo: busque pela luz e ouça o chamado. No mais, a faixa é muito boa e não decepciona em termos de melodia.
A faixa-título se destaca pelo refrão, que gosto bastante, além de uma levada mais rock.
Das inúmeras virtudes musicais de Neal, uma das melhores é o seu dom para compôr belas melodias. "Waterfall" demonstra claramente. Uma balada lindíssima, contando com vocalizações de todos os membros do grupo.
Agora um ponto baixo. Sinceramente, não sei o quanto Neal Morse está orgulhoso da sua "Agenda", mas esta faixa serve somente para faixa bônus (no máximo). Irritante e cansativa, não acrescenta em nada para o restante do trabalho.
Característica da maioria dos trabalhos de Neal Morse, eis que chegamos à épica "Alive Again". Com mais de vinte e seis minutos, trata-se de uma viagem e um relato sobre o reencontro da luz e motivação para viver. A faixa é excelente, com passagens instrumentais, momentos mais lentos e outros bem pesados, algo bem comum nas canções do Transatlantic. O destaque aqui fica para a alternância entre os vocalistas. Eric e Bill não decepcionam.

O álbum também foi lançado com uma edição especial, contendo mais algumas faixas. "New Jerusalem (Freedom Is Coming)" é interessante por possuir melodia de fácil assimilação. Uma faixa para cantar junto, embora a letra não seja muito inovadora. "Doomsday Destiny" é mais rápida. Na minha opinião poderia ter entrado facilmente no lugar de "Agenda". É estranho eu dizer que o refrão me lembra as canções do Roupa Nova?
"MacArthur Park" é uma adaptação de Bill Hubauer para a canção originalmente escrita por Jimmy Webb. Está OK onde foi colocada, como faixa do CD bônus.

Uma estreia interessante, porém é possível notar uma fórmula um pouco desgastada em alguns momentos e uma certa falta de inspiração em algumas letras. Fato notável é que Neal Morse conseguiu montar um belo grupo, com uma mescla de juventude e experiência. Músicos que certamente irão se destacar em projetos futuros.

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