Bem-vindo ao 80 Minutos

Nós amamos música e adoramos compartilhar nossas avaliações sobre os álbuns de nossas bandas favoritas.

Resenha: Paul Simon - Graceland (1986)

Por: André Luiz Paiz

Acessos: 188

Compartilhar:

Facebook Twitter
User Photo
Album Cover
Um clássico da mais pura criatividade
5
03/12/2017

"Graceland" é o sétimo álbum deste grande músico chamado Paul Simon. Trata-se de um registro extremamente diferente de seus trabalhos anteriores, tanto em carreira solo como em parceria com seu ex-colega Art Garfunkel. Mudança necessária, pois Simon estava em um período complicado em sua vida pessoal, com problemas matrimoniais diante do divórcio com a saudosa princesa Léia (Carrie Fisher), e problemas profissionais dada a baixa atenção despertada pelo ótimo e subestimado álbum "Hearts And Bones". 
Após um período de depressão, Paul despertou interesse pela musicalidade sul-africana, o que lhe causou a vontade de buscar por novas influências e inspirações. Simon voou com seu produtor Roy Halee para Joanesburgo e lá começaram o novo projeto, registrando gravações com músicos africanos durante duas semanas.

"Graceland", apesar de controverso com questões relacionadas ao Apartheid, foi consolidado como um sucesso, tornando-se o álbum mais vendido da carreira de Simon. Além disso, foi vencedor do Grammy de melhor álbum do ano de 1987, vencendo registros históricos, como o álbum "So" de Peter Gabriel.

Abrindo com "The Boy in the Bubble", o álbum começa em alto nível, embora com uma das poucas canções similares aos seus trabalhos anteriores. A faixa agrada logo de cara, com uma audição prazerosa.
Uma de minhas favoritas é "Graceland", a faixa-título. Curiosa por não possuir um refrão forte, de cantar junto, a canção possui uma levada interessante, que nos conduz em paralelo durante todo o seu brilhantismo. A faixa também possui a participação dos The Everly Brothers.
"I Know What I Know" nos transporta para as influências de música africana. Uma faixa extremamente criativa. Confesso que os vocais do refrão podem ser estranhos e até um pouco irritantes de início, mas note os elementos que fazem parte da canção e surpreenda-se. "Gumboots" também segue o mesmo caminho, dentro das mesmas influências.
Fantástica é a faixa "Diamonds on the Soles of Her Shoes". Confira o trabalho vocal do grupo sul-africano Ladysmith Black Mambazo. É mais uma canção a figurar dentre as melhores da carreira de Simon. Divertida e deliciosa de se apreciar.
Dentre as músicas com os melhores refrãos está: "You Can Call Me Al". Mais direcionada ao pop, também está entre os destaques. Além disso, o vídeo clipe e a letra são bem interessantes.
Voltando ao direcionamento central do disco, "Under African Skies" arrepia. Uma faixa belíssima e o destaque fica por conta da participação de Linda Ronstadt.
Com uma letra que foi considerada como um protesto, "Homeless" é uma faixa cantada à capela de forma magistral pelo grupo Ladysmith Black Mambazo.
Resumindo a trinca que encerra os trabalhos, "Crazy Love, Vol. II" é lindíssima e está entre os grandes refrãos do álbum. "That Was Your Mother" é rápida e divertida, e "All Around the World or the Myth of Fingerprints" finaliza com sonoridade pop e nível altíssimo.

"Graceland" poderia ter sido um desastre. Não por falta de qualidade, pois aqui há criatividade de sobra, mas correu o risco de não ter sido compreendido e de acabar no esquecimento. Felizmente nada disso aconteceu. O disco é belo, criativo, preciso e melódico. Além de todas estas características, possui a assinatura de um dos maiores gênios da música: Paul Simon.

Um clássico da mais pura criatividade
5
03/12/2017

"Graceland" é o sétimo álbum deste grande músico chamado Paul Simon. Trata-se de um registro extremamente diferente de seus trabalhos anteriores, tanto em carreira solo como em parceria com seu ex-colega Art Garfunkel. Mudança necessária, pois Simon estava em um período complicado em sua vida pessoal, com problemas matrimoniais diante do divórcio com a saudosa princesa Léia (Carrie Fisher), e problemas profissionais dada a baixa atenção despertada pelo ótimo e subestimado álbum "Hearts And Bones". 
Após um período de depressão, Paul despertou interesse pela musicalidade sul-africana, o que lhe causou a vontade de buscar por novas influências e inspirações. Simon voou com seu produtor Roy Halee para Joanesburgo e lá começaram o novo projeto, registrando gravações com músicos africanos durante duas semanas.

"Graceland", apesar de controverso com questões relacionadas ao Apartheid, foi consolidado como um sucesso, tornando-se o álbum mais vendido da carreira de Simon. Além disso, foi vencedor do Grammy de melhor álbum do ano de 1987, vencendo registros históricos, como o álbum "So" de Peter Gabriel.

Abrindo com "The Boy in the Bubble", o álbum começa em alto nível, embora com uma das poucas canções similares aos seus trabalhos anteriores. A faixa agrada logo de cara, com uma audição prazerosa.
Uma de minhas favoritas é "Graceland", a faixa-título. Curiosa por não possuir um refrão forte, de cantar junto, a canção possui uma levada interessante, que nos conduz em paralelo durante todo o seu brilhantismo. A faixa também possui a participação dos The Everly Brothers.
"I Know What I Know" nos transporta para as influências de música africana. Uma faixa extremamente criativa. Confesso que os vocais do refrão podem ser estranhos e até um pouco irritantes de início, mas note os elementos que fazem parte da canção e surpreenda-se. "Gumboots" também segue o mesmo caminho, dentro das mesmas influências.
Fantástica é a faixa "Diamonds on the Soles of Her Shoes". Confira o trabalho vocal do grupo sul-africano Ladysmith Black Mambazo. É mais uma canção a figurar dentre as melhores da carreira de Simon. Divertida e deliciosa de se apreciar.
Dentre as músicas com os melhores refrãos está: "You Can Call Me Al". Mais direcionada ao pop, também está entre os destaques. Além disso, o vídeo clipe e a letra são bem interessantes.
Voltando ao direcionamento central do disco, "Under African Skies" arrepia. Uma faixa belíssima e o destaque fica por conta da participação de Linda Ronstadt.
Com uma letra que foi considerada como um protesto, "Homeless" é uma faixa cantada à capela de forma magistral pelo grupo Ladysmith Black Mambazo.
Resumindo a trinca que encerra os trabalhos, "Crazy Love, Vol. II" é lindíssima e está entre os grandes refrãos do álbum. "That Was Your Mother" é rápida e divertida, e "All Around the World or the Myth of Fingerprints" finaliza com sonoridade pop e nível altíssimo.

"Graceland" poderia ter sido um desastre. Não por falta de qualidade, pois aqui há criatividade de sobra, mas correu o risco de não ter sido compreendido e de acabar no esquecimento. Felizmente nada disso aconteceu. O disco é belo, criativo, preciso e melódico. Além de todas estas características, possui a assinatura de um dos maiores gênios da música: Paul Simon.

Sample photo

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


Mais Resenhas de Paul Simon

Album Cover

Paul Simon - Still Crazy After All These Years (1975)

O brilhantismo de Paul Simon em evidência
4.5
Por: André Luiz Paiz
31/10/2017
Album Cover

Paul Simon - Hearts And Bones (1983)

Um álbum subestimado, mas recheado de grandes momentos
4
Por: André Luiz Paiz
19/11/2017

Quer Mais?

Veja as nossas recomendações:

Album Cover

Alice Cooper - DaDa (1983)

Audição interessante, até...
3
Por: Vitor Sobreira
14/02/2019
Album Cover

Jeff Beck - Wired (1976)

Um clássico do fusion gravado por Mister Beck
5
Por: Márcio Chagas
20/12/2018
Album Cover

Aerosmith - Rocks (1976)

O disco que definiu a carreira do Aerosmith
5
Por: Marcel Z. Dio
14/07/2018