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Resenha: Lonely Robot - Please Come Home (2015)

Por: André Luiz Paiz

Acessos: 75

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Album Cover
Rock progressivo com atmosfera interessante
4
28/11/2017

Workaholic assim como Mike Portnoy é: John Mitchell, o fantástico guitarrista/compositor por trás de inúmeras bandas e projetos. Seu trabalho com os grupos Arena, It Bites, Frost* e The Urbane falam por si, onde John explora diversas facetas em cada um deles.
Lonely Robot é classificado por John Mitchell como um projeto solo. Simplesmente atribuiu um nome a ele para não usar o seu. Segundo ele, o trabalho veio para preencher o espaço vazio deixado pelo projeto Kino, abandonado por problemas de agendas dos demais participantes, principalmente de Pete Trewavas (Marillion), ocupado demais com seu grupo principal e ocasionalmente com o Transatlantic. Curiosamente, após afirmar isto em entrevista, John Mitchell retorna em 2018 com um novo álbum do projeto.

"Please Come Home" caminha bem próximo do trabalho de John com a banda Arena, apesar de atuar nela mais como guitarrista do que como principal compositor. A introdução "Airlock" mostra claramente a atmosfera que abrange o trabalho.
"God vs. Man" começa pesada porém com versos melódicos. A letra fala dos perigos da evolução humana diante de sua ambição, o que pode nos levar à destruição da nossa raça. Inclusive, toda a temática do álbum é obscura e direcionada para estes questionamentos.
"The Boy In The Radio" é uma das minhas favoritas. Uma composição melódica e bem estruturada. John vai muito bem no vocal.
"Why Do We Stay?" é uma balada belíssima, que questiona o motivo de estarmos aqui e se a terra realmente é para nós.
"Lonely Robot", a faixa-título, caminha em paralelo com a estrutura de "The Boy In The Radio", falando sobre uma possível sonda espacial perdida no espaço. Uma boa faixa e que cresce de maneira pesada até o final. Conta com a participação de Rebecca Need-Menear nos vocais.
A floydiana "A Godless Sea" não me empolgou muito diante das demais. Achei um pouco cansativa. A letra fala sobre Donald Crowhurst e a sua curiosa participação na "Sunday Times Golden Globe Race".
Elevando o nível, "Oubliette" é melódica e agradável. A participação de Kim Seviour (ex-Touchstone) ficou bem legal e a faixa é uma das melhores. John inclusive contribuiu com o mais recente disco solo de Kim.
Dentre as minhas favoritas também está "Construct/Obstruct". Empolgante, com ótima melodia e uma letra que fala sobre a nossa obrigação/necessidade de evoluir constantemente.
Questionando novamente a raça humana, "Are We Copies?" não inova diante das demais, possuindo estrutura similar com o que já foi demonstrado e sem se destacar muito.
Encerrando os trabalhos com mais uma balada, "Humans Being" vai bem, possui bela melodia e uma mensagem interessante: "Não seja duro consigo mesmo, pois somos apenas humanos". Além disso, possui a participação ilustre de Steve Hogarth (Marillion), contribuindo com pianos e vocais de apoio, aqui e em "Why Do We Stay?".
Ainda temos a faixa "The Red Balloon" para encerrar em definitivo o álbum de maneira floydiana. A faixa é legal, porém lenta e cansativa em algumas audições.

Uma combinação de Pink Floyd, Arena e Ayreon é o que defino como sonoridade do Lonely Robot. Um projeto interessante, com muito mais acertos e pouquíssimos erros, e que proporciona uma audição empolgante e prazerosa. Vida longa ao novo projeto de John Mitchell.

Rock progressivo com atmosfera interessante
4
28/11/2017

Workaholic assim como Mike Portnoy é: John Mitchell, o fantástico guitarrista/compositor por trás de inúmeras bandas e projetos. Seu trabalho com os grupos Arena, It Bites, Frost* e The Urbane falam por si, onde John explora diversas facetas em cada um deles.
Lonely Robot é classificado por John Mitchell como um projeto solo. Simplesmente atribuiu um nome a ele para não usar o seu. Segundo ele, o trabalho veio para preencher o espaço vazio deixado pelo projeto Kino, abandonado por problemas de agendas dos demais participantes, principalmente de Pete Trewavas (Marillion), ocupado demais com seu grupo principal e ocasionalmente com o Transatlantic. Curiosamente, após afirmar isto em entrevista, John Mitchell retorna em 2018 com um novo álbum do projeto.

"Please Come Home" caminha bem próximo do trabalho de John com a banda Arena, apesar de atuar nela mais como guitarrista do que como principal compositor. A introdução "Airlock" mostra claramente a atmosfera que abrange o trabalho.
"God vs. Man" começa pesada porém com versos melódicos. A letra fala dos perigos da evolução humana diante de sua ambição, o que pode nos levar à destruição da nossa raça. Inclusive, toda a temática do álbum é obscura e direcionada para estes questionamentos.
"The Boy In The Radio" é uma das minhas favoritas. Uma composição melódica e bem estruturada. John vai muito bem no vocal.
"Why Do We Stay?" é uma balada belíssima, que questiona o motivo de estarmos aqui e se a terra realmente é para nós.
"Lonely Robot", a faixa-título, caminha em paralelo com a estrutura de "The Boy In The Radio", falando sobre uma possível sonda espacial perdida no espaço. Uma boa faixa e que cresce de maneira pesada até o final. Conta com a participação de Rebecca Need-Menear nos vocais.
A floydiana "A Godless Sea" não me empolgou muito diante das demais. Achei um pouco cansativa. A letra fala sobre Donald Crowhurst e a sua curiosa participação na "Sunday Times Golden Globe Race".
Elevando o nível, "Oubliette" é melódica e agradável. A participação de Kim Seviour (ex-Touchstone) ficou bem legal e a faixa é uma das melhores. John inclusive contribuiu com o mais recente disco solo de Kim.
Dentre as minhas favoritas também está "Construct/Obstruct". Empolgante, com ótima melodia e uma letra que fala sobre a nossa obrigação/necessidade de evoluir constantemente.
Questionando novamente a raça humana, "Are We Copies?" não inova diante das demais, possuindo estrutura similar com o que já foi demonstrado e sem se destacar muito.
Encerrando os trabalhos com mais uma balada, "Humans Being" vai bem, possui bela melodia e uma mensagem interessante: "Não seja duro consigo mesmo, pois somos apenas humanos". Além disso, possui a participação ilustre de Steve Hogarth (Marillion), contribuindo com pianos e vocais de apoio, aqui e em "Why Do We Stay?".
Ainda temos a faixa "The Red Balloon" para encerrar em definitivo o álbum de maneira floydiana. A faixa é legal, porém lenta e cansativa em algumas audições.

Uma combinação de Pink Floyd, Arena e Ayreon é o que defino como sonoridade do Lonely Robot. Um projeto interessante, com muito mais acertos e pouquíssimos erros, e que proporciona uma audição empolgante e prazerosa. Vida longa ao novo projeto de John Mitchell.

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