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Resenha: Yezda Urfa - Boris (1975)

Por: Tiago Meneses

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Uma mistura entre sonoridades imitativas e linhas particulares.
3.5
12/11/2017

Embora a música do Yezda Urfa seja frequentemente citada como uma mistura entre Yes e Gentle Giant, pois de fato parece, ela vai além disso também. Ok, podemos ver na banda a complexidade do Yes com riffs clássicos e a diversidade incrivelmente eclética do Gentle Giant, mas através do seu disco Boris, a banda prova também que mais do que misturar as suas influências, também colore o seu quadro musical em pinturas sonoras singulares. Grande interação dos músicos em uma jornada progressiva frenética e vertiginosa bastante atrativa. Confesso que não consigo falar sobre as músicas desse álbum sem está sempre comparando com algo, mas que você não veja isso como cópia ou falta de originalidade, faço isso apenas porque acho melhor pra direcionar a algo mais comum quem está lendo e não conhece o disco.

O álbum começa com “Boris And His 3 Verses, including Flow Guides Aren't My Bag”, uma faixa que tem em seu início uma sonoridade que remete a cena psicodélica de São Francisco da segunda metade dos anos 60, coisas como Jefferson Airplane e The Mamas and the Papas, depois cresce em uma bateria e teclados mais enérgicos lembrando os executados por Carl Palmer e Keith Emerson, respectivamente. Também apresenta momentos belíssimos de violão. Uma música no geral bastante impressionante e muitas vezes emocionante. A segunda faixa, "Texas Armadillo", é uma música bem ao estilo bluegrass, sendo ancorada por uma excelente bateria e baixo.

“3, Almost 4, 6 Yea “ tem uma combinação de vibrações entre Emerson, Lake & Palmer e Yes em uma canção bastante interessante. Certo momento utiliza de flautas muito bem encaixadas e em outro tem uma caída pra sonoridade mais clássica ao estilo Focus. Uma música complexa, de muitas influências, nuances, extremamente bela e construída e executada por músicos que entendem bem o que estão fazendo.

“Tuta In The Moya & Tyreczimmage” apresenta um lindo bandolim, excelente guitarras elétricas, linhas de baixo fenomenais, bateria empolgantes, sintetizadores que criam uma atmosfera sensacional, interlúdio com flauta e belas harmonias vocais, tudo em uma performance e velocidade virtuosa e grande níveis de habilidade de todos os músicos, transmitindo melodias agradáveis e bem controladas. Uma música brilhante, provavelmente a minha preferida do álbum.

“Three Tons Of Fresh Thyroid Glands” é uma música onde nota-se a presença de uma verdadeira representatividade dos sons do rock progressivo, como por exemplo, virtuosismo, tempos incomuns, instrumentos fazendo uníssono e mudanças de andamentos. Paredes vocais maravilhosas e momentos acústicos belíssimos. Uma canção extremamente rica e edificante.

“The Basis of Dubenglazy (While Dirk Does the Dance)” é uma faixa bônus e que só foi liberada no relançamento do álbum em 2004 (o qual é sobre o que estou falando aqui publicação). Tem um som bastante familiar em relação ao Yes no disco The Yes Album. Guitarra, baixo e até mesmo os vocais aqui é impossível de ouvir sem lembrar o grupo inglês. Há também um momento vocal bem ao estilo Gentle Giant. Uma faixa com menos personalidade que as demais, mas mesmo assim, uma boa música.

No fim das contas é um maravilhoso álbum de rock progressivo em um desempenho magistral de todos os envolvidos. Não é uma obra prima, pois como escrevi, existem muitos sons, estilos e estruturas aqui que são bastante imitativos, mas como também deixei claro, muitas outras coisas são bem particulares e isso que faz desse disco algo tão especial. 

Uma mistura entre sonoridades imitativas e linhas particulares.
3.5
12/11/2017

Embora a música do Yezda Urfa seja frequentemente citada como uma mistura entre Yes e Gentle Giant, pois de fato parece, ela vai além disso também. Ok, podemos ver na banda a complexidade do Yes com riffs clássicos e a diversidade incrivelmente eclética do Gentle Giant, mas através do seu disco Boris, a banda prova também que mais do que misturar as suas influências, também colore o seu quadro musical em pinturas sonoras singulares. Grande interação dos músicos em uma jornada progressiva frenética e vertiginosa bastante atrativa. Confesso que não consigo falar sobre as músicas desse álbum sem está sempre comparando com algo, mas que você não veja isso como cópia ou falta de originalidade, faço isso apenas porque acho melhor pra direcionar a algo mais comum quem está lendo e não conhece o disco.

O álbum começa com “Boris And His 3 Verses, including Flow Guides Aren't My Bag”, uma faixa que tem em seu início uma sonoridade que remete a cena psicodélica de São Francisco da segunda metade dos anos 60, coisas como Jefferson Airplane e The Mamas and the Papas, depois cresce em uma bateria e teclados mais enérgicos lembrando os executados por Carl Palmer e Keith Emerson, respectivamente. Também apresenta momentos belíssimos de violão. Uma música no geral bastante impressionante e muitas vezes emocionante. A segunda faixa, "Texas Armadillo", é uma música bem ao estilo bluegrass, sendo ancorada por uma excelente bateria e baixo.

“3, Almost 4, 6 Yea “ tem uma combinação de vibrações entre Emerson, Lake & Palmer e Yes em uma canção bastante interessante. Certo momento utiliza de flautas muito bem encaixadas e em outro tem uma caída pra sonoridade mais clássica ao estilo Focus. Uma música complexa, de muitas influências, nuances, extremamente bela e construída e executada por músicos que entendem bem o que estão fazendo.

“Tuta In The Moya & Tyreczimmage” apresenta um lindo bandolim, excelente guitarras elétricas, linhas de baixo fenomenais, bateria empolgantes, sintetizadores que criam uma atmosfera sensacional, interlúdio com flauta e belas harmonias vocais, tudo em uma performance e velocidade virtuosa e grande níveis de habilidade de todos os músicos, transmitindo melodias agradáveis e bem controladas. Uma música brilhante, provavelmente a minha preferida do álbum.

“Three Tons Of Fresh Thyroid Glands” é uma música onde nota-se a presença de uma verdadeira representatividade dos sons do rock progressivo, como por exemplo, virtuosismo, tempos incomuns, instrumentos fazendo uníssono e mudanças de andamentos. Paredes vocais maravilhosas e momentos acústicos belíssimos. Uma canção extremamente rica e edificante.

“The Basis of Dubenglazy (While Dirk Does the Dance)” é uma faixa bônus e que só foi liberada no relançamento do álbum em 2004 (o qual é sobre o que estou falando aqui publicação). Tem um som bastante familiar em relação ao Yes no disco The Yes Album. Guitarra, baixo e até mesmo os vocais aqui é impossível de ouvir sem lembrar o grupo inglês. Há também um momento vocal bem ao estilo Gentle Giant. Uma faixa com menos personalidade que as demais, mas mesmo assim, uma boa música.

No fim das contas é um maravilhoso álbum de rock progressivo em um desempenho magistral de todos os envolvidos. Não é uma obra prima, pois como escrevi, existem muitos sons, estilos e estruturas aqui que são bastante imitativos, mas como também deixei claro, muitas outras coisas são bem particulares e isso que faz desse disco algo tão especial. 

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