Bem-vindo ao 80 Minutos

Nós amamos música e adoramos compartilhar nossas avaliações sobre os álbuns de nossas bandas favoritas.

Resenha: Semiramis - Dedicato A Frazz (1973)

Por: Tiago Meneses

Acessos: 162

Compartilhar:

Facebook Twitter
User Photo
Album Cover
Adolescentes tocando músicas de gente grande.
3.5
12/11/2017

Semiramis foi uma das infinitas bandas "one-shot" de rock progressivo italiano dos anos 70. Bandas que surgiam, gravavam um excelente disco e depois simplesmente desapareciam. Combinaram vários elementos na sua sonoridade como o folk italiano, passagens pesadas de progressivo, música barroca, jazz, música clássica, tudo bem dosado, não se perdendo na sua alquimia sonora, sabendo sempre de onde vem e pra onde vai. As partes mais sinfônicas de teclado remetem a bandas mais conhecidas da época, sejam italianas como Banco del Mutuo Soccorso e Premiata Forneria Marconi ou inglesas como Genesis e Yes. Uma curiosidade sobre o nome do álbum é que se trata de uma homenagem a eles mesmos. "Dedicato a Frazz" é uma dedicatória ao integrantes, onde cada letra representa a inicial do sobrenome dos músicos: Paolo Faenza, Marcello Reddovide, Gianpiero Artegiani, Michele Zarrillo e Maurizio Zarrillo. Mas apesar disso, também é um disco conceitual, onde o fio condutor é sobre a vida de um palhaço trabalhando em um circo e sobre sua luta para sobreviver na sociedade.

Tenho que confessar que até mesmo em sua versão remasterizada de 2001, a produção do álbum deixa o resultado final comprometido, mas ainda assim, acaba sendo algo a afetar somente os mais perfeccionistas, nunca tive problema de lidar com esse álbum por conta disso.  Os vocais apresentados são excelentes e robustos. O jovem guitarrista Michele Zarrillo de apenas 16 anos na época mostra um trabalho surpreendente, enérgico tanto nas partes acústicas quanto nas partes elétricas, solos com muito sentimento, notas limpas, com certeza o grande destaque do álbum. Um disco com um tipo de musicalidade que requer algumas audições para que seja apreciado de forma plena.

Outro ponto importante no álbum é o uso do vibrafone. Em contrapartida ao fato de não acrescentar muito peso, possui um tom fascinante e belo em meio a muitos dos caos em que a música do álbum se encontra. Uma sonoridade frágil que contribui em um incrível contraste com as partes mais enérgicas de guitarra principalmente. Ele é a bonança em meio a algumas tempestades, suavizando de maneira bela e repentina certas passagens musicais.

Não existe uma dúvida que se trata de um álbum essencial pra qualquer coleção de rock progressivo italiano que se preze. Semiramis através do seu Dedicato a Frazz e com músicos de no máximo 18 anos, escreveu seu nome nas páginas mais nobres da história do rock progressivo produzido na terra da bota.

Adolescentes tocando músicas de gente grande.
3.5
12/11/2017

Semiramis foi uma das infinitas bandas "one-shot" de rock progressivo italiano dos anos 70. Bandas que surgiam, gravavam um excelente disco e depois simplesmente desapareciam. Combinaram vários elementos na sua sonoridade como o folk italiano, passagens pesadas de progressivo, música barroca, jazz, música clássica, tudo bem dosado, não se perdendo na sua alquimia sonora, sabendo sempre de onde vem e pra onde vai. As partes mais sinfônicas de teclado remetem a bandas mais conhecidas da época, sejam italianas como Banco del Mutuo Soccorso e Premiata Forneria Marconi ou inglesas como Genesis e Yes. Uma curiosidade sobre o nome do álbum é que se trata de uma homenagem a eles mesmos. "Dedicato a Frazz" é uma dedicatória ao integrantes, onde cada letra representa a inicial do sobrenome dos músicos: Paolo Faenza, Marcello Reddovide, Gianpiero Artegiani, Michele Zarrillo e Maurizio Zarrillo. Mas apesar disso, também é um disco conceitual, onde o fio condutor é sobre a vida de um palhaço trabalhando em um circo e sobre sua luta para sobreviver na sociedade.

Tenho que confessar que até mesmo em sua versão remasterizada de 2001, a produção do álbum deixa o resultado final comprometido, mas ainda assim, acaba sendo algo a afetar somente os mais perfeccionistas, nunca tive problema de lidar com esse álbum por conta disso.  Os vocais apresentados são excelentes e robustos. O jovem guitarrista Michele Zarrillo de apenas 16 anos na época mostra um trabalho surpreendente, enérgico tanto nas partes acústicas quanto nas partes elétricas, solos com muito sentimento, notas limpas, com certeza o grande destaque do álbum. Um disco com um tipo de musicalidade que requer algumas audições para que seja apreciado de forma plena.

Outro ponto importante no álbum é o uso do vibrafone. Em contrapartida ao fato de não acrescentar muito peso, possui um tom fascinante e belo em meio a muitos dos caos em que a música do álbum se encontra. Uma sonoridade frágil que contribui em um incrível contraste com as partes mais enérgicas de guitarra principalmente. Ele é a bonança em meio a algumas tempestades, suavizando de maneira bela e repentina certas passagens musicais.

Não existe uma dúvida que se trata de um álbum essencial pra qualquer coleção de rock progressivo italiano que se preze. Semiramis através do seu Dedicato a Frazz e com músicos de no máximo 18 anos, escreveu seu nome nas páginas mais nobres da história do rock progressivo produzido na terra da bota.

Sample photo

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


Quer Mais?

Veja as nossas recomendações:

Album Cover

O Terço - Criaturas da Noite (1974)

Um marco definitivo dentro de toda a paisagem do rock progressivo brasileiro
5
Por: Tiago Meneses
13/04/2018
Album Cover

Magenta - Seven (2004)

Ampla gama de ritmos, sentimentos e instrumentação que mantém o álbum unido
5
Por: Tiago Meneses
30/10/2018
Album Cover

Kansas - Song For America (1975)

Rock and Roll com progressivo de primeira qualidade
4.5
Por: André Luiz Paiz
20/11/2017