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    We're All Somebody From Somewhere

    3.5 Por: André Luiz Paiz

Resenha: Steven Tyler - We're All Somebody From Somewhere (2016)

Por: André Luiz Paiz

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A aventura solo de Steven Tyler
3.5
09/11/2017

Lançado em 2016, "We're All Somebody from Somewhere" criou grandes espectativas para os fãs de Steven Tyler e de sua banda, o Aerosmith. O motivo foi o seguinte: Tyler, que já vinha se aventurando fora do mundo rock, principalmente com suas participações no American Idol, havia anunciado que estava de mudança para Nashville, no Tennessee, para trabalhar em novas ideias na intenção de lançar um trabalho solo. O detalhe crucial aí é que Tyler anunciou também que se tratava de um álbum country. Fato que fez com que muitas pessoas começassem a pressupor que Tyler estaria deixando o rock e abandonando o Aerosmith. Curiosamente, até seus parceiros de banda pensaram o mesmo.
A poeira começou a se dissipar com o lançamento do single e vídeo para "Love Is Your Name". Uma música excelente, que possui grandes melodias e sim, uma veia Country, porém as raízes características de Steven ainda estão presentes. Os fãs que rejeitaram de início, estavam agora curiosos, aguardando o que viria a seguir.

"We're All Somebody from Somewhere" possui grandes momentos e um grande trabalho de Steven Tyler como compositor. Belíssimas melodias, refrãos bem trabalhados e produção impecável. Isso sem falar de sua performance como vocalista, que é sempre de cair o queixo. O Álbum possui realmente influências de country, mas também é rock.

Abrindo com "My Own Worst Enemy", o álbum começa mais lento, em uma balada country que destaca Tyler como compositor e vocalista. Parece com algumas das baladas acústicas do Gotthard.
A faixa-título "Were All Somebody From Somewhere" não é das melhores. Possui uma batida estranha e desconexa. Só Tyler se destaca no microfone.
"Hold On (Wont Let Go)" também decepciona. Uma faixa com algo psicodélico e que nada acrescenta. Se você é um ouvinte que desiste fácil, já sentirá vontade de interromper a audição. Sugiro que espere mais um pouco, pois vale a pena.
A balada "It Aint Easy" faz com que o nível do álbum comece a subir. Uma boa faixa, que modificada poderia figurar em um álbum do Aerosmith tranquilamente.
Eis que chega o ponto alto do álbum. "Love Is Your Name" é um country rock de extrema qualidade. Perfeita em termos de composição, melodia e execução. O desafio aqui é não cantar junto. Curiosamente é uma das poucas não compostas por Tyler, sendo provavelmente escalada como candidata a "hit".
"I Make My Own Sunshine" é para os fãs de Jack Johnson e Jason Mraz, mas com um upgrade absurdo, que é o fato de contar com Tyler nos vocais. Composta pela cantora americana Alyssa Bonagura, a faixa é um dos destaques.
"Gypsy Girl" é mais uma das faixas diferenciadas do disco. Ao contrário de "Were All Somebody From Somewhere" e "Hold On (Wont Let Go)", esta deu certo.
A country "Somebody New" também fica entre os destaques, com uma bela melodia. Para os fãs devotos da faceta Rock de Tyler, é melhor passar longe.
"Only Heaven" é "só" a melhor balada do álbum. Mais uma que poderia tranquilamente ser escalada para um álbum do Aerosmith.
"The Good, The Bad, The Ugly And Me" foge do country e traz algo mais rock para complementar as demais canções. Uma faixa que não se destaca, mas também não compromete. Dentro do mesmo estilo temos também "Red, White & You", que parece uma canção que ficou de fora das selecionadas para "Music From Another Dimension!", do Aerosmith.
De volta ao country, agora com uma levada pop, "Sweet Louisiana" é legalzinha, mas não chama muito a atenção.
O álbum segue em direção ao final da forma como começou. "What Am I Doin Right?" é uma balada acústica com toque country, assim como "My Own Worst Enemy". É mais uma boa faixa.
A regravação "Janie's Got A Gun" não acrescenta em nada. É uma versão acústica modificada totalmente descartável. Prefiro continuar com a original, que é espetacular.
"Piece of My Heart" é legal e conta com a participação da banda Loving Mary. Tyler está novamente acima da média, porém o álbum poderia ter sido finalizado já na faixa "What Am I Doin Right?".

"We're All Somebody from Somewhere" foi bem e vendeu consideravelmente. Não é um clássico e dificilmente será lembrado como destaque daqui a alguns anos. Fator positivo é que Tyler segue na ativa, produzindo, cantando muito e de volta ao Aerosmith, que já está mais do que na hora de lançar o sucessor de "Music From Another Dimension!".

A aventura solo de Steven Tyler
3.5
09/11/2017

Lançado em 2016, "We're All Somebody from Somewhere" criou grandes espectativas para os fãs de Steven Tyler e de sua banda, o Aerosmith. O motivo foi o seguinte: Tyler, que já vinha se aventurando fora do mundo rock, principalmente com suas participações no American Idol, havia anunciado que estava de mudança para Nashville, no Tennessee, para trabalhar em novas ideias na intenção de lançar um trabalho solo. O detalhe crucial aí é que Tyler anunciou também que se tratava de um álbum country. Fato que fez com que muitas pessoas começassem a pressupor que Tyler estaria deixando o rock e abandonando o Aerosmith. Curiosamente, até seus parceiros de banda pensaram o mesmo.
A poeira começou a se dissipar com o lançamento do single e vídeo para "Love Is Your Name". Uma música excelente, que possui grandes melodias e sim, uma veia Country, porém as raízes características de Steven ainda estão presentes. Os fãs que rejeitaram de início, estavam agora curiosos, aguardando o que viria a seguir.

"We're All Somebody from Somewhere" possui grandes momentos e um grande trabalho de Steven Tyler como compositor. Belíssimas melodias, refrãos bem trabalhados e produção impecável. Isso sem falar de sua performance como vocalista, que é sempre de cair o queixo. O Álbum possui realmente influências de country, mas também é rock.

Abrindo com "My Own Worst Enemy", o álbum começa mais lento, em uma balada country que destaca Tyler como compositor e vocalista. Parece com algumas das baladas acústicas do Gotthard.
A faixa-título "Were All Somebody From Somewhere" não é das melhores. Possui uma batida estranha e desconexa. Só Tyler se destaca no microfone.
"Hold On (Wont Let Go)" também decepciona. Uma faixa com algo psicodélico e que nada acrescenta. Se você é um ouvinte que desiste fácil, já sentirá vontade de interromper a audição. Sugiro que espere mais um pouco, pois vale a pena.
A balada "It Aint Easy" faz com que o nível do álbum comece a subir. Uma boa faixa, que modificada poderia figurar em um álbum do Aerosmith tranquilamente.
Eis que chega o ponto alto do álbum. "Love Is Your Name" é um country rock de extrema qualidade. Perfeita em termos de composição, melodia e execução. O desafio aqui é não cantar junto. Curiosamente é uma das poucas não compostas por Tyler, sendo provavelmente escalada como candidata a "hit".
"I Make My Own Sunshine" é para os fãs de Jack Johnson e Jason Mraz, mas com um upgrade absurdo, que é o fato de contar com Tyler nos vocais. Composta pela cantora americana Alyssa Bonagura, a faixa é um dos destaques.
"Gypsy Girl" é mais uma das faixas diferenciadas do disco. Ao contrário de "Were All Somebody From Somewhere" e "Hold On (Wont Let Go)", esta deu certo.
A country "Somebody New" também fica entre os destaques, com uma bela melodia. Para os fãs devotos da faceta Rock de Tyler, é melhor passar longe.
"Only Heaven" é "só" a melhor balada do álbum. Mais uma que poderia tranquilamente ser escalada para um álbum do Aerosmith.
"The Good, The Bad, The Ugly And Me" foge do country e traz algo mais rock para complementar as demais canções. Uma faixa que não se destaca, mas também não compromete. Dentro do mesmo estilo temos também "Red, White & You", que parece uma canção que ficou de fora das selecionadas para "Music From Another Dimension!", do Aerosmith.
De volta ao country, agora com uma levada pop, "Sweet Louisiana" é legalzinha, mas não chama muito a atenção.
O álbum segue em direção ao final da forma como começou. "What Am I Doin Right?" é uma balada acústica com toque country, assim como "My Own Worst Enemy". É mais uma boa faixa.
A regravação "Janie's Got A Gun" não acrescenta em nada. É uma versão acústica modificada totalmente descartável. Prefiro continuar com a original, que é espetacular.
"Piece of My Heart" é legal e conta com a participação da banda Loving Mary. Tyler está novamente acima da média, porém o álbum poderia ter sido finalizado já na faixa "What Am I Doin Right?".

"We're All Somebody from Somewhere" foi bem e vendeu consideravelmente. Não é um clássico e dificilmente será lembrado como destaque daqui a alguns anos. Fator positivo é que Tyler segue na ativa, produzindo, cantando muito e de volta ao Aerosmith, que já está mais do que na hora de lançar o sucessor de "Music From Another Dimension!".

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