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Resenha: Wobbler - Afterglow (2009)

Por: Tiago Meneses

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Album Cover
Parece um esforço cortar e colar, sem uma verdadeira sensação de consistência.
2.5
04/11/2017

Lembro quando ouvi o álbum de estreia da banda e achei ótimo. Com isso obviamente esperei com ansiedade pelo lançamento do segundo e que demorou quatro anos. Não que quatro anos sejam algo anormal hoje em dia, muito pelo contrário, é um ótimo padrão de tempo. Porém um disco de apenas 35 minutos? Acho que pecaram um pouco exatamente nisso. O que fizeram neste tempo?

Tem qualidade? Não vou negar que o disco tem seus momentos, mas optar por lançarem misturas de demos com matéria de dez anos não é algo digno quando se quer preencher a discografia. 

Musicalmente o álbum é concentrado em uma boa atmosfera, mas sinceramente, nenhum tipo de progresso, muito pelo contrário, os passos que enxergo neste disco em momento algum são feitos pra frente. O que não deixa de ser bem óbvio, já que nenhum material é verdadeiramente novo. 

“The Haywain" abre o álbum com apenas cinquenta segundos de música sendo tocada em cravo e flauta. “Imperial Winter White" é a primeira entre as duas longas canções do disco. Apresenta uma abertura bastante pesada e obscura com influência, por exemplo, em “Machine Messiah” do Yes. O heavy rock sinfônico aparece sempre na música. Em determinado momento e até de forma inesperada, uma suave seção de violão aparece, mas dura pouco, já que logo a guitarra elétrica, mellotron, sintetizador, baixo, bateria e órgão retornam novamente. O vocal só aparece mesmo depois dos sete minutos. São excessivamente dramáticos e confesso que poucas vezes vozes assim me agradam. Um bom destaque na música em vários pontos são as linhas de baixo e o órgão que foi pouco utilizado na primeira metade da faixa, compensa com um solo bastante interessante. Bom, a música poderia ter sido beneficiada por algumas escalas mais pensativas, ou até mesmo se dividida em várias peças mais curtas ficando mais facilmente absorvidas. Do jeito que é tem momentos essenciais, mas também tem muita gordura. 

Será que existe algo mais autoexplicativo que uma faixa chamada “Interlude”? É somente uma diversão musical de menos de três minutos proporcionada por um violão e baixo acústico. Em “In Taberna” a banda está de volta ao frenético rock sinfônico, cheio de múltiplos instrumentos de teclas. Bom, estou dentro de um amor ao rock progressivo por mais de duas décadas e sempre o tento compreende-lo e defini-lo da melhor maneira possível, sendo assim, neste caso eu diria que se trata de um exemplo de armadilha em “tentar ser prog”, mesmo que pra muitos essa frase possa não fazer sentido algum. Claro que existe uma progressão constante na música, mas nitidamente sem temas, âncoras ou clímax digno de nota, essa é uma típica chamada de música de fundo para amantes de rock progressivo. São treze minutos de algumas boas ideias soltas e desligadas entre si na sua maioria. 

"Armoury" é mais uma curta música do álbum, dos três minutos, mais da metade é uma melodia medieval, depois finalizada com um órgão em clima de igreja e um sintetizador.

Afterglow é um disco que digo que é passável. A musicalidade é sólida, a produção eu confesso ser excelente, porém as composições realmente sofrem. Dá aquela sensação de cortar e colar sem apresentar de fato algo consistente. Como eu disse, passável, ou seja, mediano no máximo. 

Parece um esforço cortar e colar, sem uma verdadeira sensação de consistência.
2.5
04/11/2017

Lembro quando ouvi o álbum de estreia da banda e achei ótimo. Com isso obviamente esperei com ansiedade pelo lançamento do segundo e que demorou quatro anos. Não que quatro anos sejam algo anormal hoje em dia, muito pelo contrário, é um ótimo padrão de tempo. Porém um disco de apenas 35 minutos? Acho que pecaram um pouco exatamente nisso. O que fizeram neste tempo?

Tem qualidade? Não vou negar que o disco tem seus momentos, mas optar por lançarem misturas de demos com matéria de dez anos não é algo digno quando se quer preencher a discografia. 

Musicalmente o álbum é concentrado em uma boa atmosfera, mas sinceramente, nenhum tipo de progresso, muito pelo contrário, os passos que enxergo neste disco em momento algum são feitos pra frente. O que não deixa de ser bem óbvio, já que nenhum material é verdadeiramente novo. 

“The Haywain" abre o álbum com apenas cinquenta segundos de música sendo tocada em cravo e flauta. “Imperial Winter White" é a primeira entre as duas longas canções do disco. Apresenta uma abertura bastante pesada e obscura com influência, por exemplo, em “Machine Messiah” do Yes. O heavy rock sinfônico aparece sempre na música. Em determinado momento e até de forma inesperada, uma suave seção de violão aparece, mas dura pouco, já que logo a guitarra elétrica, mellotron, sintetizador, baixo, bateria e órgão retornam novamente. O vocal só aparece mesmo depois dos sete minutos. São excessivamente dramáticos e confesso que poucas vezes vozes assim me agradam. Um bom destaque na música em vários pontos são as linhas de baixo e o órgão que foi pouco utilizado na primeira metade da faixa, compensa com um solo bastante interessante. Bom, a música poderia ter sido beneficiada por algumas escalas mais pensativas, ou até mesmo se dividida em várias peças mais curtas ficando mais facilmente absorvidas. Do jeito que é tem momentos essenciais, mas também tem muita gordura. 

Será que existe algo mais autoexplicativo que uma faixa chamada “Interlude”? É somente uma diversão musical de menos de três minutos proporcionada por um violão e baixo acústico. Em “In Taberna” a banda está de volta ao frenético rock sinfônico, cheio de múltiplos instrumentos de teclas. Bom, estou dentro de um amor ao rock progressivo por mais de duas décadas e sempre o tento compreende-lo e defini-lo da melhor maneira possível, sendo assim, neste caso eu diria que se trata de um exemplo de armadilha em “tentar ser prog”, mesmo que pra muitos essa frase possa não fazer sentido algum. Claro que existe uma progressão constante na música, mas nitidamente sem temas, âncoras ou clímax digno de nota, essa é uma típica chamada de música de fundo para amantes de rock progressivo. São treze minutos de algumas boas ideias soltas e desligadas entre si na sua maioria. 

"Armoury" é mais uma curta música do álbum, dos três minutos, mais da metade é uma melodia medieval, depois finalizada com um órgão em clima de igreja e um sintetizador.

Afterglow é um disco que digo que é passável. A musicalidade é sólida, a produção eu confesso ser excelente, porém as composições realmente sofrem. Dá aquela sensação de cortar e colar sem apresentar de fato algo consistente. Como eu disse, passável, ou seja, mediano no máximo. 

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