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Resenha: Wings - Band On The Run (1973)

Por: André Luiz Paiz

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O maior sucesso da banda de Paul McCartney
5
03/11/2017

Após o lançamento de "Red Rose Speedway" e do compacto com a trilha de James Bond: "Live And Let Die", o Wings de Paul McCartney estava em uma leve crescente. Empolgados em produzir um novo trabalho, Paul e Linda sugeriram ao grupo que gravassem o novo álbum em um local diferente e mais exótico. Assim, Paul pegou uma lista de estúdios da EMI espalhados pelo globo e escolheu: Lagos, na Nigéria. Ao apresentar a ideia ao restante do grupo, houve uma debandada, em que todos menos Denny Laine e, é claro, Linda, abandonaram o barco.

Determinados a fazer o melhor álbum possível, principalmente para mostrar para aqueles - agora ex-músicos - que não gostaram da proposta de Paul, os três partiram para a Nigéria, em companhia do engenheiro Geoff Emerick. Chegando lá, uma surpresa: o estúdio estava totalmente sem condições estruturais para uma gravação de grande porte, forçando-os a uma grande adaptação. Além disso, Paul e Linda sofreram um assalto enquanto estavam por lá, em que foram levadas todas demos do álbum, desaparecidas até hoje. Embora não tenha sido um problema grave, principalmente pelo fato das canções estarem frescas na mente de Paul, o ocorrido foi bem traumatizante. Vários outros fatos vieram a acontecer, como um protesto do ativista Fela Kuti contra Paul e em defesa da música Africana, problemas com corrupção política e descontrole de pragas, e a participação de Ginger Baker (Cream) na faixa "Picasso's Last Words".

Musicalmente falando, o álbum traz faixas espetaculares, com um Paul McCartney tocando praticamente todos os instrumentos e altamente inspirado. Este e "Tug Of War" são os meus favoritos da carreira de Macca.

O álbum começa com um clássico progressivo fantástico, tocado ao vivo até os dias atuais. A faixa-título emociona e ganha qualquer ouvinte, com seu início denso e refrão espetacular.
Em seguida, mais um clássico, o rock espetacular: "Jet", que se refere ao nome de um antigo pônei de Macca. É uma faixa que mantém o nível do álbum nas alturas, destacando-se por ser fora dos padrões de progressão de acordes e extremamente de fácil acesso. Mais uma que é executada até nos dias de hoje.
"Bluebird" é uma balada belíssima. Não chega a ser uma parente de "Blackbird", mas não decepciona. Com passagens marcantes, que incluem um belo solo de saxofone e grandes vocalizações, esta também é uma das minhas favoritas.
"Mrs Vandebilt" é uma canção diferente, com características de algumas músicas de Paul na era Wings, em que experimentava um pouco mais. Possui um verso que é um bordão do comediante Charlie Chester e seu refrão é bem divertido.
Em direção a mais um clássico, "Let Me Roll It" é um blues-rock fantástico. Curiosamente, se figurasse em um álbum dos Beatles não faria feio, e ainda poderia ser confundida como uma canção de Lennon. Esta música é espetacular!
"Mamunia" foi escrita em Marrakesh, em 1973, quando Paul esteve por lá. O título é em homenagem ao hotel em que ficaram hospedados, chamado Mamounia. É uma canção bem bonita, conduzida aos violões e com tema de libertação, assim como "Bluebird".
Denny Laine assina com Paul a composição de "No Words", uma faixa remanescente das sessões de "Red Rose Speedway". É a mais fraca do disco, mas não compromete a qualidade do trabalho.
A espetacular "Picasso's Last Words (Drink To Me)" possui uma história engraçada: Paul estava na Jamaica e encontrou por acaso com Dustin Hoffman e Steve McQueen. Em um jantar com Hoffman, ele brincando desafiou Paul a compôr uma canção sobre um assunto qualquer. Assim, pegou uma revista que falava sobre a famosa história de Picasso e suas últimas palavras: "Drink to me, drink to my health. You know I can't drink anymore." e entregou a Paul. A brincadeira se tornou em uma belíssima canção.
Para encerrar: "Nineteen Hundred and Eighty-Five" é um clímax perfeito de encerramento do álbum. Uma faixa curiosa, um pouco progressiva e muito desafiadora, por ser extremamente interessante. Confira e verá que Macca não é um músico limitado a compôr somente canções suaves.

Como single foi lançada também a faixa "Helen Wheels". Um belo rock, um pouco parecida com "Hi, Hi, Hi", faixa que também gosto bastante.

"Band On The Run" fez muito sucesso, garantindo a Paul McCartney a volta aos holofotes em definitivo. E o grupo Wings viria a crescer ainda mais, com nova formação.

Confira este maravilhoso trabalho, que é um dos maiores álbuns de rock de todos os tempos.

O maior sucesso da banda de Paul McCartney
5
03/11/2017

Após o lançamento de "Red Rose Speedway" e do compacto com a trilha de James Bond: "Live And Let Die", o Wings de Paul McCartney estava em uma leve crescente. Empolgados em produzir um novo trabalho, Paul e Linda sugeriram ao grupo que gravassem o novo álbum em um local diferente e mais exótico. Assim, Paul pegou uma lista de estúdios da EMI espalhados pelo globo e escolheu: Lagos, na Nigéria. Ao apresentar a ideia ao restante do grupo, houve uma debandada, em que todos menos Denny Laine e, é claro, Linda, abandonaram o barco.

Determinados a fazer o melhor álbum possível, principalmente para mostrar para aqueles - agora ex-músicos - que não gostaram da proposta de Paul, os três partiram para a Nigéria, em companhia do engenheiro Geoff Emerick. Chegando lá, uma surpresa: o estúdio estava totalmente sem condições estruturais para uma gravação de grande porte, forçando-os a uma grande adaptação. Além disso, Paul e Linda sofreram um assalto enquanto estavam por lá, em que foram levadas todas demos do álbum, desaparecidas até hoje. Embora não tenha sido um problema grave, principalmente pelo fato das canções estarem frescas na mente de Paul, o ocorrido foi bem traumatizante. Vários outros fatos vieram a acontecer, como um protesto do ativista Fela Kuti contra Paul e em defesa da música Africana, problemas com corrupção política e descontrole de pragas, e a participação de Ginger Baker (Cream) na faixa "Picasso's Last Words".

Musicalmente falando, o álbum traz faixas espetaculares, com um Paul McCartney tocando praticamente todos os instrumentos e altamente inspirado. Este e "Tug Of War" são os meus favoritos da carreira de Macca.

O álbum começa com um clássico progressivo fantástico, tocado ao vivo até os dias atuais. A faixa-título emociona e ganha qualquer ouvinte, com seu início denso e refrão espetacular.
Em seguida, mais um clássico, o rock espetacular: "Jet", que se refere ao nome de um antigo pônei de Macca. É uma faixa que mantém o nível do álbum nas alturas, destacando-se por ser fora dos padrões de progressão de acordes e extremamente de fácil acesso. Mais uma que é executada até nos dias de hoje.
"Bluebird" é uma balada belíssima. Não chega a ser uma parente de "Blackbird", mas não decepciona. Com passagens marcantes, que incluem um belo solo de saxofone e grandes vocalizações, esta também é uma das minhas favoritas.
"Mrs Vandebilt" é uma canção diferente, com características de algumas músicas de Paul na era Wings, em que experimentava um pouco mais. Possui um verso que é um bordão do comediante Charlie Chester e seu refrão é bem divertido.
Em direção a mais um clássico, "Let Me Roll It" é um blues-rock fantástico. Curiosamente, se figurasse em um álbum dos Beatles não faria feio, e ainda poderia ser confundida como uma canção de Lennon. Esta música é espetacular!
"Mamunia" foi escrita em Marrakesh, em 1973, quando Paul esteve por lá. O título é em homenagem ao hotel em que ficaram hospedados, chamado Mamounia. É uma canção bem bonita, conduzida aos violões e com tema de libertação, assim como "Bluebird".
Denny Laine assina com Paul a composição de "No Words", uma faixa remanescente das sessões de "Red Rose Speedway". É a mais fraca do disco, mas não compromete a qualidade do trabalho.
A espetacular "Picasso's Last Words (Drink To Me)" possui uma história engraçada: Paul estava na Jamaica e encontrou por acaso com Dustin Hoffman e Steve McQueen. Em um jantar com Hoffman, ele brincando desafiou Paul a compôr uma canção sobre um assunto qualquer. Assim, pegou uma revista que falava sobre a famosa história de Picasso e suas últimas palavras: "Drink to me, drink to my health. You know I can't drink anymore." e entregou a Paul. A brincadeira se tornou em uma belíssima canção.
Para encerrar: "Nineteen Hundred and Eighty-Five" é um clímax perfeito de encerramento do álbum. Uma faixa curiosa, um pouco progressiva e muito desafiadora, por ser extremamente interessante. Confira e verá que Macca não é um músico limitado a compôr somente canções suaves.

Como single foi lançada também a faixa "Helen Wheels". Um belo rock, um pouco parecida com "Hi, Hi, Hi", faixa que também gosto bastante.

"Band On The Run" fez muito sucesso, garantindo a Paul McCartney a volta aos holofotes em definitivo. E o grupo Wings viria a crescer ainda mais, com nova formação.

Confira este maravilhoso trabalho, que é um dos maiores álbuns de rock de todos os tempos.

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