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Resenha: Dimmu Borgir - In Sorte Diaboli (2007)

Por: Vitor Sobreira

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Rispidez diabólica
4
01/11/2017

Em abril de 2007, foi lançado via Nuclear Blast, o sétimo álbum dos noruegueses do Dimmu Borgir, que trouxe como novidades, o lendário baterista Hellhammer (Mayhem e muitas outras bandas), e uma musicalidade mais uma vez surpreendente, mas com algumas doses de Death Metal e uma discreta enxugada nos teclados e orquestrações.

A capa, a mais “polêmica” de todas na discografia, em alguns países foi censurada, e precisou ser alterada com o logo da banda cobrindo razoavelmente os fartos seios de um Baphomet bem infernal. Além desse pormenor, é fato, que em 2007, mantinham o status de um dos grupos de Metal com maior reconhecimento mundial, e por isso, muitos aguardaram ansiosamente pela liberação deste “In Sorte Diaboli” – até porque, o antecessor oficial e inédito, havia sido o aclamado “Death Cult Armageddon”, de 2003.

O resultado final não decepciona em momento algum, pois se tratando de Dimmu Borgir, a qualidade pode ser sempre aguardada, mas imagino que uma parcela dos ouvintes e fãs estranharam um pouco a já citada pequena redução nos pomposos arranjos sinfônico-orquestrais e pelo fato do trabalho soar consideravelmente mais direto, o que inclusive acabou refletindo na duração total, com cerca de 42 minutos! Curiosamente, algum tempo após este trabalho, em 2009, foi anunciada a saída do tecladista Mustis e do baixista e vocalista ICS Vortes, que estavam na banda há aproximadamente 10 anos…

A temática, que pela primeira vez foi conceitual, é ambientada na Europa medieval e relata sobre um assistente de padre que passa a desanimar e duvidar do cristianismo, passando a perceber novas habilidades e possibilidades em sua existência e então opta pelo lado obscuro da fé – o que contribuiu para o clima sombrio e agressivo da obra toda.

A sonoridade, sempre bem cuidada e deixada nas mãos de quem entende do assunto, aqui ficou a cargo de Fredrik Nordström, bem como de Patrik J. Sten e Russ Russell, que fizeram um ótimo trabalho em todos os quesitos!

Destaques individuais? Claro que não, pois todas as músicas possuem seus próprios atrativos e variedades e são dignas de uma boa apreciação, mas pessoalmente, “The Sacrilegious Scorn” é umas das minhas favoritas em toda a carreira e que chegou a ganhar um vídeo clipe, que ficou bem fiel à proposta em geral.

Se por algum motivo, ainda não conhece ou nunca teve interesse em Dimmu Borgir, pode ouvir este aqui mesmo, sem receios!

Rispidez diabólica
4
01/11/2017

Em abril de 2007, foi lançado via Nuclear Blast, o sétimo álbum dos noruegueses do Dimmu Borgir, que trouxe como novidades, o lendário baterista Hellhammer (Mayhem e muitas outras bandas), e uma musicalidade mais uma vez surpreendente, mas com algumas doses de Death Metal e uma discreta enxugada nos teclados e orquestrações.

A capa, a mais “polêmica” de todas na discografia, em alguns países foi censurada, e precisou ser alterada com o logo da banda cobrindo razoavelmente os fartos seios de um Baphomet bem infernal. Além desse pormenor, é fato, que em 2007, mantinham o status de um dos grupos de Metal com maior reconhecimento mundial, e por isso, muitos aguardaram ansiosamente pela liberação deste “In Sorte Diaboli” – até porque, o antecessor oficial e inédito, havia sido o aclamado “Death Cult Armageddon”, de 2003.

O resultado final não decepciona em momento algum, pois se tratando de Dimmu Borgir, a qualidade pode ser sempre aguardada, mas imagino que uma parcela dos ouvintes e fãs estranharam um pouco a já citada pequena redução nos pomposos arranjos sinfônico-orquestrais e pelo fato do trabalho soar consideravelmente mais direto, o que inclusive acabou refletindo na duração total, com cerca de 42 minutos! Curiosamente, algum tempo após este trabalho, em 2009, foi anunciada a saída do tecladista Mustis e do baixista e vocalista ICS Vortes, que estavam na banda há aproximadamente 10 anos…

A temática, que pela primeira vez foi conceitual, é ambientada na Europa medieval e relata sobre um assistente de padre que passa a desanimar e duvidar do cristianismo, passando a perceber novas habilidades e possibilidades em sua existência e então opta pelo lado obscuro da fé – o que contribuiu para o clima sombrio e agressivo da obra toda.

A sonoridade, sempre bem cuidada e deixada nas mãos de quem entende do assunto, aqui ficou a cargo de Fredrik Nordström, bem como de Patrik J. Sten e Russ Russell, que fizeram um ótimo trabalho em todos os quesitos!

Destaques individuais? Claro que não, pois todas as músicas possuem seus próprios atrativos e variedades e são dignas de uma boa apreciação, mas pessoalmente, “The Sacrilegious Scorn” é umas das minhas favoritas em toda a carreira e que chegou a ganhar um vídeo clipe, que ficou bem fiel à proposta em geral.

Se por algum motivo, ainda não conhece ou nunca teve interesse em Dimmu Borgir, pode ouvir este aqui mesmo, sem receios!

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