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Resenha: Dimmu Borgir - Spiritual Black Dimensions (1999)

Por: Vitor Sobreira

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Frio e sombrio!
5
01/11/2017

Com um nome que gera dúvidas sobre como é pronunciado, e cuja a tradução é algo relacionado a "Castelo/Fortaleza Negra", esses noruegueses marcaram para sempre a história do Black Metal, ajudando a aperfeiçoar e disseminar uma face Sinfônica e melodiosa do estilo. É verdade que em cada disco a banda apresentou uma evolução inacreditável e sonoridades diferentes, contudo, sempre continuou a ser o mesmo Dimmu Borgir.

O final da década de 90, e o início dos "misteriosos" anos 2000 estavam bem próximos, e nada melhor para ter comemorar este marco com um álbum tão inesquecível quanto este. Comparado com o antecessor, o magnifico 'Enthrone Darkness Triumphant' (1997), aqui optaram por um Black Metal mais agressivo, frio e sombrio, com um uso mais calculado e diversificado dos teclados e melodias, além de explorar experimentações, como os vocais limpos e profundos do convidado especial Vortex (que mais tarde integraria de vez o grupo), a guitarra (solo) com um apelo mais Heavy Tradicional e os teclados comandados pelo então  novato Mustis (que basicamente continuou o que Stian Aarstad fez, só que empregando seu próprio estilo assombroso) que se encaixaram e deram um toque extra muito bem vindo às músicas, além de momentos mais trabalhados e bem executados. Os vocais de Shagrath sempre foram um enigma, pois tendem a acompanhar as evoluções da banda, e aqui, apostou em um estilo gutural ora um pouco mais rasgado, ora um pouco mais 'fechado' e vomitando letras arcanas. O restante de uma formação que (talvez) nunca devesse ter sido mudada também é digna de elogios, desde as bases nada gentis de Silenoz e Nagash, até a bateria maligna de Tjodalv, todos deram seu melhor.

Será que preciso elogiar a capa? SIM! O anjo torturado e aprisionado em (quem sabe) uma 'Dimensão Espiritual Negra', serviu perfeitamente para estampar o disco... E como combinou!

'Reptile' abre o trabalho já exibindo o que de melhor a horda tinha a oferecer, com velocidade inicial, teclados mórbidos e um refrão de arrepiar. 'Dreamside Dominions' pode ser descrita como a mais 'melódica', desde climas pomposos até um solo muito bem executado no final. 'Grotesquery Conceiled' possui momentos bem profundos e tensos, e como todas as faixas, aposta na diversidade de partes rápidas e mais cadenciadas, enquanto que 'Arcane Lifeforce Mysteria' encerra as atividades de forma grandiosa, com momentos bem viajantes e quase "progressivos". Citei estas apenas para você ter uma breve noção da riqueza contida aqui... Mas o melhor mesmo, é você ouvir este álbum (caso tenha interesse e curiosidade), pois esses caras criaram em um lúgubre laboratório de Alquimia e Magia Negra uma obra oculta, soberba e cheia de detalhes, sendo que a cada faixa uma surpresa nos aguarda como uma emboscada, com climas sombrios e densos quase sufocantes, que faz com que nos percamos em sombras, apreciando este 'play'.

Como curiosidades, o disco foi produzido pelo renomado Peter Tägtgren (Hypocrisy), e, segundo entrevista a uma revista de Metal da Noruega, a banda afirmou que para os vocais limpos, originalmente chamaria o vocalista Carl McCoy (Fields of the Nephilim, ex-Nefilim), mas que por uma limitação de tempo e agenda, infelizmente não foi possível firmar esta parceria.

Não há dúvidas que o melhor do Symphonic Black você encontra aqui, mesmo que os vindouros lançamentos - que apostariam mais em orquestrações - de certa forma o 'soterraram' na discografia junto com os outros primeiros. Mas quem gosta, dá valor, e isso é o que importa. Se tiver coragem, ouça... Preferencialmente no escuro!

Frio e sombrio!
5
01/11/2017

Com um nome que gera dúvidas sobre como é pronunciado, e cuja a tradução é algo relacionado a "Castelo/Fortaleza Negra", esses noruegueses marcaram para sempre a história do Black Metal, ajudando a aperfeiçoar e disseminar uma face Sinfônica e melodiosa do estilo. É verdade que em cada disco a banda apresentou uma evolução inacreditável e sonoridades diferentes, contudo, sempre continuou a ser o mesmo Dimmu Borgir.

O final da década de 90, e o início dos "misteriosos" anos 2000 estavam bem próximos, e nada melhor para ter comemorar este marco com um álbum tão inesquecível quanto este. Comparado com o antecessor, o magnifico 'Enthrone Darkness Triumphant' (1997), aqui optaram por um Black Metal mais agressivo, frio e sombrio, com um uso mais calculado e diversificado dos teclados e melodias, além de explorar experimentações, como os vocais limpos e profundos do convidado especial Vortex (que mais tarde integraria de vez o grupo), a guitarra (solo) com um apelo mais Heavy Tradicional e os teclados comandados pelo então  novato Mustis (que basicamente continuou o que Stian Aarstad fez, só que empregando seu próprio estilo assombroso) que se encaixaram e deram um toque extra muito bem vindo às músicas, além de momentos mais trabalhados e bem executados. Os vocais de Shagrath sempre foram um enigma, pois tendem a acompanhar as evoluções da banda, e aqui, apostou em um estilo gutural ora um pouco mais rasgado, ora um pouco mais 'fechado' e vomitando letras arcanas. O restante de uma formação que (talvez) nunca devesse ter sido mudada também é digna de elogios, desde as bases nada gentis de Silenoz e Nagash, até a bateria maligna de Tjodalv, todos deram seu melhor.

Será que preciso elogiar a capa? SIM! O anjo torturado e aprisionado em (quem sabe) uma 'Dimensão Espiritual Negra', serviu perfeitamente para estampar o disco... E como combinou!

'Reptile' abre o trabalho já exibindo o que de melhor a horda tinha a oferecer, com velocidade inicial, teclados mórbidos e um refrão de arrepiar. 'Dreamside Dominions' pode ser descrita como a mais 'melódica', desde climas pomposos até um solo muito bem executado no final. 'Grotesquery Conceiled' possui momentos bem profundos e tensos, e como todas as faixas, aposta na diversidade de partes rápidas e mais cadenciadas, enquanto que 'Arcane Lifeforce Mysteria' encerra as atividades de forma grandiosa, com momentos bem viajantes e quase "progressivos". Citei estas apenas para você ter uma breve noção da riqueza contida aqui... Mas o melhor mesmo, é você ouvir este álbum (caso tenha interesse e curiosidade), pois esses caras criaram em um lúgubre laboratório de Alquimia e Magia Negra uma obra oculta, soberba e cheia de detalhes, sendo que a cada faixa uma surpresa nos aguarda como uma emboscada, com climas sombrios e densos quase sufocantes, que faz com que nos percamos em sombras, apreciando este 'play'.

Como curiosidades, o disco foi produzido pelo renomado Peter Tägtgren (Hypocrisy), e, segundo entrevista a uma revista de Metal da Noruega, a banda afirmou que para os vocais limpos, originalmente chamaria o vocalista Carl McCoy (Fields of the Nephilim, ex-Nefilim), mas que por uma limitação de tempo e agenda, infelizmente não foi possível firmar esta parceria.

Não há dúvidas que o melhor do Symphonic Black você encontra aqui, mesmo que os vindouros lançamentos - que apostariam mais em orquestrações - de certa forma o 'soterraram' na discografia junto com os outros primeiros. Mas quem gosta, dá valor, e isso é o que importa. Se tiver coragem, ouça... Preferencialmente no escuro!

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