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Resenha: Mythological Cold Towers - Sphere of Nebaddon (The Dawn Of a Dying Tyffereth) (1996)

Por: Tarcisio Lucas

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Um álbum conciso e interessante!
4.5
01/11/2017

Apesar da banda de Osasco-SP Mythological Cold Towers contar com uma base de fãs fiéis e o respeito da cena metálica como um todo, sempre repetirei: tamanha a qualidade da obra, o conjunto mereceria e merece muito mais. E esse álbum, o primeiro da discografia do grupo, é um testemunho dessa verdade. Poucas bandas começaram com tanta identidade, personalidade e qualidade.
Esse debut, lançado originalmente em 1996 e que recebeu no ano passado um relançamento comemorativo pelo aniversário de 20 anos desde sua estreia é uma obra que poderia, ou melhor, DEVERIA colocar o Mythological Cold Towers no mesmo nível de popularidade mundial que um Paradise Lost, My Dying Bride ou Anathema. Esse petardo não fica a dever em absolutamente nada em relação aos grandes álbuns dessas outras bandas citadas.

Aliás, isso pode ser dito a respeito de todos os lançamentos da banda desde sua origem. A banda presta tributo, sonoramente e liricamente, às grandes civilizações do passado, monumentos megalíticos, civilizações antigas que foram consumidas pelas inexoráveis areias do Tempo. Qualquer pessoa que se propuser a acompanhar a letras que são cantadas irá constatar a profundidade do que é descrito, o que tenho certeza, faz do MCT uma das bandas com o maior cuidado literário que podemos encontrar.

O título desse primeiro álbum, “Sphere of Nebaddon (The Dawn Of a Dying Tyffereth)”, bem como o conteúdo das letras foi inspirado pelo manuscrito conhecido como o “Livro de Urântia”, compilado em 1955 nos Estados Unidos, e cujo conteúdo baseia-se em conceitos filosóficos e religiosos. Segundo a obra, o nome verdadeiro do planeta Terra seria “Urântia”, que por sua vez faria parte de um dos muitos universos existentes. O nome desse universo onde Urântia (a nossa Terra) se localiza é “NEBADDON” (daí o nome do álbum). Esse universo, NEBADDON, seria apenas um de muitos outros, que juntos formariam um grande conjunto chamado ORVONTON, que por sua vez também seria parte de um conjunto maior, o Universo Central, conhecido como HAVONA.

Só por aí podemos ter uma ideia da profundidade e complexidade que a banda atinge. O que temos aqui é um Doom metal ao mesmo tempo gélido, melancólico e épico. Apesar do vocal ser bem gutural e grave, é possível entender as palavras cantadas, o que enriquece imensamente a audição. A despeito do andamento arrastado, as músicas apresentam um grau de complexidade e variações muito interessantes, ainda que curtas (para os padrões do doom metal, que fique claro).

Como falei anteriormente, isso aqui é ouro fino, jóia rara, uma audição capaz de agradar tanto ao fã incondicional do estilo como o fã de metal em geral que esteja procurando material de qualidade, independentemente do rótulo.

Ainda que liricamente a banda tenha caminhado em outra direção, abordando mais temas relacionados às civilizações da antiguidade ou pré-colombianas, sonoramente temos aqui tudo que faz a banda ser o que é até hoje: gostando ou não, deve-se admitir que a banda manteve-se 110% íntegra ao longo de sua trajetória.

Se você pegar esse primeiro registro, e logo em seguida ouvir o mais recente lançamento (o fodástico “Munvmenta Antiqva”), parecerá que se passaram apenas alguns meses, e não décadas, tamanha identidade que a banda soube manter.

Enfim, eis aqui um verdadeiro monólito do metal nacional, uma obra de qualidade assombrosa que resistiu e resistirá à prova do tempo, assim como as histórias que inspiram a banda!

Agora, por todos os aeons passados e civilizações perdidas, vá agora mesmo escutar isso aqui!

Um álbum conciso e interessante!
4.5
01/11/2017

Apesar da banda de Osasco-SP Mythological Cold Towers contar com uma base de fãs fiéis e o respeito da cena metálica como um todo, sempre repetirei: tamanha a qualidade da obra, o conjunto mereceria e merece muito mais. E esse álbum, o primeiro da discografia do grupo, é um testemunho dessa verdade. Poucas bandas começaram com tanta identidade, personalidade e qualidade.
Esse debut, lançado originalmente em 1996 e que recebeu no ano passado um relançamento comemorativo pelo aniversário de 20 anos desde sua estreia é uma obra que poderia, ou melhor, DEVERIA colocar o Mythological Cold Towers no mesmo nível de popularidade mundial que um Paradise Lost, My Dying Bride ou Anathema. Esse petardo não fica a dever em absolutamente nada em relação aos grandes álbuns dessas outras bandas citadas.

Aliás, isso pode ser dito a respeito de todos os lançamentos da banda desde sua origem. A banda presta tributo, sonoramente e liricamente, às grandes civilizações do passado, monumentos megalíticos, civilizações antigas que foram consumidas pelas inexoráveis areias do Tempo. Qualquer pessoa que se propuser a acompanhar a letras que são cantadas irá constatar a profundidade do que é descrito, o que tenho certeza, faz do MCT uma das bandas com o maior cuidado literário que podemos encontrar.

O título desse primeiro álbum, “Sphere of Nebaddon (The Dawn Of a Dying Tyffereth)”, bem como o conteúdo das letras foi inspirado pelo manuscrito conhecido como o “Livro de Urântia”, compilado em 1955 nos Estados Unidos, e cujo conteúdo baseia-se em conceitos filosóficos e religiosos. Segundo a obra, o nome verdadeiro do planeta Terra seria “Urântia”, que por sua vez faria parte de um dos muitos universos existentes. O nome desse universo onde Urântia (a nossa Terra) se localiza é “NEBADDON” (daí o nome do álbum). Esse universo, NEBADDON, seria apenas um de muitos outros, que juntos formariam um grande conjunto chamado ORVONTON, que por sua vez também seria parte de um conjunto maior, o Universo Central, conhecido como HAVONA.

Só por aí podemos ter uma ideia da profundidade e complexidade que a banda atinge. O que temos aqui é um Doom metal ao mesmo tempo gélido, melancólico e épico. Apesar do vocal ser bem gutural e grave, é possível entender as palavras cantadas, o que enriquece imensamente a audição. A despeito do andamento arrastado, as músicas apresentam um grau de complexidade e variações muito interessantes, ainda que curtas (para os padrões do doom metal, que fique claro).

Como falei anteriormente, isso aqui é ouro fino, jóia rara, uma audição capaz de agradar tanto ao fã incondicional do estilo como o fã de metal em geral que esteja procurando material de qualidade, independentemente do rótulo.

Ainda que liricamente a banda tenha caminhado em outra direção, abordando mais temas relacionados às civilizações da antiguidade ou pré-colombianas, sonoramente temos aqui tudo que faz a banda ser o que é até hoje: gostando ou não, deve-se admitir que a banda manteve-se 110% íntegra ao longo de sua trajetória.

Se você pegar esse primeiro registro, e logo em seguida ouvir o mais recente lançamento (o fodástico “Munvmenta Antiqva”), parecerá que se passaram apenas alguns meses, e não décadas, tamanha identidade que a banda soube manter.

Enfim, eis aqui um verdadeiro monólito do metal nacional, uma obra de qualidade assombrosa que resistiu e resistirá à prova do tempo, assim como as histórias que inspiram a banda!

Agora, por todos os aeons passados e civilizações perdidas, vá agora mesmo escutar isso aqui!

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