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Resenha: U2 - War (1983)

Por: André Luiz Paiz

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Um álbum com temas fortes e que levou o U2 ao topo
4
27/10/2017

"War", terceiro álbum deste monumento chamado U2, despertou em seu lançamento a atenção da mídia, não só pela qualidade musical do trabalho, mas também pela atmosfera sombria, não tratada somente no título do álbum como na maioria das canções.

Gravado em 1982 e lançado em 1983, Bono disse na época que a guerra parecia ser o tema do momento, e que, chamando o álbum de "War", conseguiriam atrair a atenção como forma de protesto contra as guerras e mostraríam que o U2 possuía mais esta faceta em seu leque. Apesar de classificado como um álbum de rock, War traz diversos elementos interessantes e inovadores que vão além do estilo.

"Sunday Bloody Sunday" abre os trabalhos dispensando muitos comentários, já que é um clássico. O assunto principal aqui é o famoso "Domingo Sangrento" (Irlanda do Norte, 1972). Uma música forte em termos de composição e execução.
Com uma levada de bateria similar à faixa anterior, "Seconds" não cresce e não impressiona tanto. A letra fala sobre um possível Armageddon. O interessante aqui é que Bono divide os vocais com The Edge, algo difícil.
A minha favorita, claro, é "New Year's Day". Um clássico, executado nos shows até os dias de hoje. Considerada uma das melhores músicas de rock da história pela Rolling Stone, sua letra também é de protesto, sobre o movimento polonês "Solidarity", um movimento social antiburocrático de apoio aos trabalhadores. A canção é perfeita, inovadora, e Bono apavora...
"Like A Song..." acelera os ritmos e fala novamente sobre revolução. Bono vai bem, mas a faixa não está entre as melhores do álbum.
Fugindo um pouco da temática do álbum, "Drowning Man" tem sonoridade atmosférica e curiosa. Se não fosse pelo vocal de Bono, questionaríamos com certeza se quem toca aqui é realmente o U2. Parece ter até um pouco de Peter Gabriel como influência.
Com "Refugee", a mudança de ritmos e de sonoridade permanecem. Mais uma faixa curiosa e inovadora. Quem ouve, com certeza não a classifica como Rock. A letra fala sobre uma refugiada, aguardando por seu "homem" para levá-la à terra prometida, fugindo da guerra.
Prepare-se para: "Two Hearts Beat As One". Uma das três melhores faixas de War, juntamente com os dois clássicos "Sunday Bloody Sunday" e "New Year's Day". O refrão é belíssimo, Bono canta demais nesta faixa e o instrumental passeia de forma espetacular.
Não cansado de elogiar Bono, "Red Light" é mais uma em que se destaca. Uma faixa que fala de prostituição e possui apoio dos The Coconuts do Kid Creole and the Coconuts nos vocais, participando também na faixa "Surrender". Aliás, esta segunda também não decepciona.
Para finalizar o álbum, "40" é curiosa por quase ter ficado de fora. Segundo Bono, o grupo buscava por uma faixa diferente como encerramento e a letra é baseada no "Salmo 40". Uma faixa mais leve e bonitinha.

War possui grandes momentos. Se destaca pelos seus clássicos, é claro, mas há mais aqui. A diversificação e temática das faixas pesam muito a favor, além do desempenho de cada músico. Um ótimo álbum, que contribuiu muito para que a banda partisse em direção ao topo, conseguindo o status que mantém até nos dias de hoje.

Um álbum com temas fortes e que levou o U2 ao topo
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27/10/2017

"War", terceiro álbum deste monumento chamado U2, despertou em seu lançamento a atenção da mídia, não só pela qualidade musical do trabalho, mas também pela atmosfera sombria, não tratada somente no título do álbum como na maioria das canções.

Gravado em 1982 e lançado em 1983, Bono disse na época que a guerra parecia ser o tema do momento, e que, chamando o álbum de "War", conseguiriam atrair a atenção como forma de protesto contra as guerras e mostraríam que o U2 possuía mais esta faceta em seu leque. Apesar de classificado como um álbum de rock, War traz diversos elementos interessantes e inovadores que vão além do estilo.

"Sunday Bloody Sunday" abre os trabalhos dispensando muitos comentários, já que é um clássico. O assunto principal aqui é o famoso "Domingo Sangrento" (Irlanda do Norte, 1972). Uma música forte em termos de composição e execução.
Com uma levada de bateria similar à faixa anterior, "Seconds" não cresce e não impressiona tanto. A letra fala sobre um possível Armageddon. O interessante aqui é que Bono divide os vocais com The Edge, algo difícil.
A minha favorita, claro, é "New Year's Day". Um clássico, executado nos shows até os dias de hoje. Considerada uma das melhores músicas de rock da história pela Rolling Stone, sua letra também é de protesto, sobre o movimento polonês "Solidarity", um movimento social antiburocrático de apoio aos trabalhadores. A canção é perfeita, inovadora, e Bono apavora...
"Like A Song..." acelera os ritmos e fala novamente sobre revolução. Bono vai bem, mas a faixa não está entre as melhores do álbum.
Fugindo um pouco da temática do álbum, "Drowning Man" tem sonoridade atmosférica e curiosa. Se não fosse pelo vocal de Bono, questionaríamos com certeza se quem toca aqui é realmente o U2. Parece ter até um pouco de Peter Gabriel como influência.
Com "Refugee", a mudança de ritmos e de sonoridade permanecem. Mais uma faixa curiosa e inovadora. Quem ouve, com certeza não a classifica como Rock. A letra fala sobre uma refugiada, aguardando por seu "homem" para levá-la à terra prometida, fugindo da guerra.
Prepare-se para: "Two Hearts Beat As One". Uma das três melhores faixas de War, juntamente com os dois clássicos "Sunday Bloody Sunday" e "New Year's Day". O refrão é belíssimo, Bono canta demais nesta faixa e o instrumental passeia de forma espetacular.
Não cansado de elogiar Bono, "Red Light" é mais uma em que se destaca. Uma faixa que fala de prostituição e possui apoio dos The Coconuts do Kid Creole and the Coconuts nos vocais, participando também na faixa "Surrender". Aliás, esta segunda também não decepciona.
Para finalizar o álbum, "40" é curiosa por quase ter ficado de fora. Segundo Bono, o grupo buscava por uma faixa diferente como encerramento e a letra é baseada no "Salmo 40". Uma faixa mais leve e bonitinha.

War possui grandes momentos. Se destaca pelos seus clássicos, é claro, mas há mais aqui. A diversificação e temática das faixas pesam muito a favor, além do desempenho de cada músico. Um ótimo álbum, que contribuiu muito para que a banda partisse em direção ao topo, conseguindo o status que mantém até nos dias de hoje.

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