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Resenha: Kiss - Unmasked (1980)

Por: André Luiz Paiz

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Album Cover
Um pouco mais leve, mas com diversão garantida
3.5
27/10/2017

Eis que, em 1980, o Kiss lançava o seu oitavo álbum, "Unmasked". Curiosamente, o último com a sua formação original, ao menos creditada no álbum, já que Peter Criss não participou das gravações de nenhuma música. "Unmasked" é um trabalho com melodias e estruturas acessíveis, e com menor ênfase ao Hard Rock mais pesado.

Após as minhas colocações iniciais, se você é um ouvinte de primeira viagem pode estar se perguntando: "Unmasked" é um álbum ruim? Deixe-me responder: Não! De forma alguma! A diversão é garantida.

Como disse anteriormente, Peter Criss estava praticamente fora da banda. Com problemas com álcool e drogas que começaram inclusive próximos à gravação do álbum anterior, "Dynasty", Anton Fig foi novamente convocado para as gravações e fez um excelente trabalho.

O álbum inicia com "Is That You?" e Paul Stanley nos vocais. Um belo rock de abertura, composto integralmente pelo compositor inglês Gerard McMahon.
Em seguida, Paul Stanley emociona com sua balada "Shandi". Uma faixa bem comercial, com o requinte do Kiss nas baladas que faz.
Ace chega com "Talk To Me". Um bom rock, bem no estilo de suas contribuições para a banda. Chegando mais próximo do final da faixa, o refrão se torna um pouco repetitivo e cansativo.
Saiam da frente, pois Gene chega com "Naked City", uma das melhores do álbum. Bem mais pesada diante das demais, com seu baixo estralando e um excelente refrão.
Com mais uma faixa rock acima da média, Paul Stanley retorna com "What Makes The World Go 'Round", em outro grande momento.
Paul Stanley eleva o nível agora com "Tomorrow". Na minha opinião, está com "Naked City" como as melhores faixas do álbum. Um refrão chiclete, impossível não cantar junto.
A melhor faixa de Ace para o álbum é: "Two Sides of the Coin". Um rock excelente, com belo refrão e uma passagem interna espetacular, com destaque para Anton Fig.
Gene traz "She's So European". Uma faixa que não compromete, mas também não se destaca.
"Easy As It Seems" também está entre as minhas favoritas, apesar de ter um refrão mais pop. Não é espetacular, mas eu gosto, principalmente do vocal de Paul.
"Torpedo Girl" mostra toda a técnica de Ace Frehley nas guitarras. É uma boa música, mas gosto mais de "Two Sides of the Coin".
O encerramento do álbum ficou para Gene Simmons, com "You're All That I Want". Não acrescenta, mas também não compromete.

"Unmasked" dividiu opiniões dos fãs em seu lançamento, principalmente rejeitando seu direcionamento mais pop rock e mais acessível. Embora existam estes fatores, em comparação com as atrocidades que tocam nas rádios nos dias de hoje, seria um alívio se "Unmasked" figurasse nestas playlists.
Com foco ao público externo aos Estados Unidos, o Kiss viria a apresentar, durante a Unmasked Tour, o seu novo baterista: Eric Carr.

Não é um clássico, mas é um álbum que gosto bastante e vale a audição.

Um pouco mais leve, mas com diversão garantida
3.5
27/10/2017

Eis que, em 1980, o Kiss lançava o seu oitavo álbum, "Unmasked". Curiosamente, o último com a sua formação original, ao menos creditada no álbum, já que Peter Criss não participou das gravações de nenhuma música. "Unmasked" é um trabalho com melodias e estruturas acessíveis, e com menor ênfase ao Hard Rock mais pesado.

Após as minhas colocações iniciais, se você é um ouvinte de primeira viagem pode estar se perguntando: "Unmasked" é um álbum ruim? Deixe-me responder: Não! De forma alguma! A diversão é garantida.

Como disse anteriormente, Peter Criss estava praticamente fora da banda. Com problemas com álcool e drogas que começaram inclusive próximos à gravação do álbum anterior, "Dynasty", Anton Fig foi novamente convocado para as gravações e fez um excelente trabalho.

O álbum inicia com "Is That You?" e Paul Stanley nos vocais. Um belo rock de abertura, composto integralmente pelo compositor inglês Gerard McMahon.
Em seguida, Paul Stanley emociona com sua balada "Shandi". Uma faixa bem comercial, com o requinte do Kiss nas baladas que faz.
Ace chega com "Talk To Me". Um bom rock, bem no estilo de suas contribuições para a banda. Chegando mais próximo do final da faixa, o refrão se torna um pouco repetitivo e cansativo.
Saiam da frente, pois Gene chega com "Naked City", uma das melhores do álbum. Bem mais pesada diante das demais, com seu baixo estralando e um excelente refrão.
Com mais uma faixa rock acima da média, Paul Stanley retorna com "What Makes The World Go 'Round", em outro grande momento.
Paul Stanley eleva o nível agora com "Tomorrow". Na minha opinião, está com "Naked City" como as melhores faixas do álbum. Um refrão chiclete, impossível não cantar junto.
A melhor faixa de Ace para o álbum é: "Two Sides of the Coin". Um rock excelente, com belo refrão e uma passagem interna espetacular, com destaque para Anton Fig.
Gene traz "She's So European". Uma faixa que não compromete, mas também não se destaca.
"Easy As It Seems" também está entre as minhas favoritas, apesar de ter um refrão mais pop. Não é espetacular, mas eu gosto, principalmente do vocal de Paul.
"Torpedo Girl" mostra toda a técnica de Ace Frehley nas guitarras. É uma boa música, mas gosto mais de "Two Sides of the Coin".
O encerramento do álbum ficou para Gene Simmons, com "You're All That I Want". Não acrescenta, mas também não compromete.

"Unmasked" dividiu opiniões dos fãs em seu lançamento, principalmente rejeitando seu direcionamento mais pop rock e mais acessível. Embora existam estes fatores, em comparação com as atrocidades que tocam nas rádios nos dias de hoje, seria um alívio se "Unmasked" figurasse nestas playlists.
Com foco ao público externo aos Estados Unidos, o Kiss viria a apresentar, durante a Unmasked Tour, o seu novo baterista: Eric Carr.

Não é um clássico, mas é um álbum que gosto bastante e vale a audição.

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