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Resenha: Pink Floyd - Pulse (1995)

Por: Tiago Meneses

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Album Cover
Um maravilhoso espetáculo áudio visual.
4.5
26/10/2017

Sem dúvida alguma, dentre os álbuns ao vivo lançado por algum grupo que podemos chamar de "dinossauro", Pulse é um dos mais conhecidos deles.

Provavelmente o momento mais complicado na hora de preparar um show igual a esse, seja o setlist. Pulse, ao contrário do que foi feito no disco ao vivo de 1988, Delicate Sound Of Thunder, não foi pensado sobre uma banda que ainda sofria com as cicatrizes da separação, excesso de turbulências e por isso não se esperavam tanto assim, muito pelo contrário, Pulse tinha o intuito de mostrar um espetáculo com a missão de condizer com o excelente clima em que se encontravam. Estava ali pra solidificar que Roger Waters embora fosse peça importante, a maquina Floydiana não para por conta da sua ausência. 

Mas então como fazer isso? Como passear pela história do grupo da melhor maneira pra agradar ao máximo de fãs possíveis? Bom, e que tal se a banda tocasse na íntegra o seu álbum de maior sucesso de um dos discos mais bem sucedidos da história da música? Ideia genial, e foi exatamente isso que eles fizeram. Após a primeira metade do show em que a banda reveza entre faixas clássicas e outras recém compostas na época, Dark Side Of The Moon é tocado do começo ao fim. 

Como já era costume do grupo fazer até o lançamento de The Wall (quando houve um corte nisso), a faixa escolhida pra abertura foi "Shine On You Crazy Diamond" do álbum "Wish You Where Here". Tocada de forma cortada, o que é completamente compreensível por conta do tamanho total da música se olharmos de maneira agregada as suas partes, a banda optou por fazer um mix entre momentos de "Shine... parte 1 - 5" e "Shine...parte 6 - 9". O começo do show parece ser feito pra lembrar de Syd Barrett. Após a execução de "Shine On...", faixa que é uma homenagem ao músico, a banda já praticamente emenda com "Astronomy Domine", do primeiro álbum da banda, "The Piper At The Gates Of Dawn", época em que Barrett liderava o Pink Floyd e, David Gilmour, que apesar de ser um grande amigo dele, nem sequer fazia parte do grupo ainda. 

Faixas como "Learning To Fly" e "Sorrow", crias do provavelmente mais morno trabalho do Pink Floyd, "A Momentary Lapse Of Reason" (lançado em 1987 e o primeiro dos dois discos sem Roger Waters), aqui ganharam roupagens novas que lhes deram vida, fazendo com que as mesmas fossem vistas de uma outra maneira, sendo a segunda indo alem e se tornado um dos momentos mais arrepiantes de todo o show, principalmente por conta do solo de guitarra simplesmente devastador executado por David Gilmour,

Como Pulse trata-se da turnê do Division Bell (último álbum de estúdio lançado pela banda, e obviamente, também sem Roger Wates), uma boa fatia do bolo foi destinada a faixas desse trabalho, onde cada qual assumiu bem o seu papel, seja de figurante como "What Do You Want From Me" e "Keep Talking", coadjuvante como aconteceu com a bela "A Great Day for Freedom", ou até mesmo com lapsos de protagonismo, caso da queridinha dos fãs e considerada a mais bela faixa da "era Gilmour" pela maioria dos seguidores da banda. 

A primeira metade do álbum ainda conta com "Hey You", faixa da qual eu sou suspeito pra falar alguma coisa já que trata-se ao lado de "Comfortably Numb", uma das duas melhores do The Wall, "Another Brick In The Wall part II" que creio que dispensa comentários, "One of These Days"(essa presente somente na versão em vinil), música instrumental (tirando a frase inicial) representando o disco Meddle, conhecida pelo seu baixo extremamente marcante no começo, também é lembrada pela única vez que Nick Mason usa sua voz em uma música da banda quando diz " “One of these days I’m going to cut you into little pieces” antes de todos os instrumentos se encontrarem e cadenciar a música.

O que segue a partir daqui é um verdadeiro desfile de clássicos. Como já dito no início, Dark Side Of the Moon (um dos discos mais vendidos de todos os tempos e recorde absoluto de permanência no Top 200 Bilboard com mais de 800 aparições, sendo quase 600 delas de maneira consecutiva) é tocado na íntegra e de uma forma soberba. Músicas como (sei que é complicado mencionar uma coisa e outra não quando se trata desse disco) "Time", "Breath", "Money", "A Great Gig in the Sky" nos tocam a alma e fazem de Pulse muito mais do que um show, mas uma terapia. 

Ainda nessa segunda metade de show, já no "bis", a banda executa "Wish You Where Here", na que considero a minha versão preferida da música até hoje, Comfortably Numb, que mostra aqui porque possui aquele que é visto por muitos, no qual eu me incluo, a música com o mais belo solo de guitarra já composta, sem dúvida o momento mais arrepiante do show. Por fim, "Run Like Hell", também do The Wall, com sua sonoridade alto astral e cara de fim de festa, fecha as cortinas de um dos maiores espetáculos já feitos até hoje por uma banda de rock.

Pulse não é apenas um show pra ser ouvido, Pulse necessita de ser visto pra que assim possa ser considerado completo o aproveitamento da obra. Pois sem dúvida alguma, trata-se do mais bem sucedidos casamento ente som e imagem que conheço. Um registro histórico. 

Um maravilhoso espetáculo áudio visual.
4.5
26/10/2017

Sem dúvida alguma, dentre os álbuns ao vivo lançado por algum grupo que podemos chamar de "dinossauro", Pulse é um dos mais conhecidos deles.

Provavelmente o momento mais complicado na hora de preparar um show igual a esse, seja o setlist. Pulse, ao contrário do que foi feito no disco ao vivo de 1988, Delicate Sound Of Thunder, não foi pensado sobre uma banda que ainda sofria com as cicatrizes da separação, excesso de turbulências e por isso não se esperavam tanto assim, muito pelo contrário, Pulse tinha o intuito de mostrar um espetáculo com a missão de condizer com o excelente clima em que se encontravam. Estava ali pra solidificar que Roger Waters embora fosse peça importante, a maquina Floydiana não para por conta da sua ausência. 

Mas então como fazer isso? Como passear pela história do grupo da melhor maneira pra agradar ao máximo de fãs possíveis? Bom, e que tal se a banda tocasse na íntegra o seu álbum de maior sucesso de um dos discos mais bem sucedidos da história da música? Ideia genial, e foi exatamente isso que eles fizeram. Após a primeira metade do show em que a banda reveza entre faixas clássicas e outras recém compostas na época, Dark Side Of The Moon é tocado do começo ao fim. 

Como já era costume do grupo fazer até o lançamento de The Wall (quando houve um corte nisso), a faixa escolhida pra abertura foi "Shine On You Crazy Diamond" do álbum "Wish You Where Here". Tocada de forma cortada, o que é completamente compreensível por conta do tamanho total da música se olharmos de maneira agregada as suas partes, a banda optou por fazer um mix entre momentos de "Shine... parte 1 - 5" e "Shine...parte 6 - 9". O começo do show parece ser feito pra lembrar de Syd Barrett. Após a execução de "Shine On...", faixa que é uma homenagem ao músico, a banda já praticamente emenda com "Astronomy Domine", do primeiro álbum da banda, "The Piper At The Gates Of Dawn", época em que Barrett liderava o Pink Floyd e, David Gilmour, que apesar de ser um grande amigo dele, nem sequer fazia parte do grupo ainda. 

Faixas como "Learning To Fly" e "Sorrow", crias do provavelmente mais morno trabalho do Pink Floyd, "A Momentary Lapse Of Reason" (lançado em 1987 e o primeiro dos dois discos sem Roger Waters), aqui ganharam roupagens novas que lhes deram vida, fazendo com que as mesmas fossem vistas de uma outra maneira, sendo a segunda indo alem e se tornado um dos momentos mais arrepiantes de todo o show, principalmente por conta do solo de guitarra simplesmente devastador executado por David Gilmour,

Como Pulse trata-se da turnê do Division Bell (último álbum de estúdio lançado pela banda, e obviamente, também sem Roger Wates), uma boa fatia do bolo foi destinada a faixas desse trabalho, onde cada qual assumiu bem o seu papel, seja de figurante como "What Do You Want From Me" e "Keep Talking", coadjuvante como aconteceu com a bela "A Great Day for Freedom", ou até mesmo com lapsos de protagonismo, caso da queridinha dos fãs e considerada a mais bela faixa da "era Gilmour" pela maioria dos seguidores da banda. 

A primeira metade do álbum ainda conta com "Hey You", faixa da qual eu sou suspeito pra falar alguma coisa já que trata-se ao lado de "Comfortably Numb", uma das duas melhores do The Wall, "Another Brick In The Wall part II" que creio que dispensa comentários, "One of These Days"(essa presente somente na versão em vinil), música instrumental (tirando a frase inicial) representando o disco Meddle, conhecida pelo seu baixo extremamente marcante no começo, também é lembrada pela única vez que Nick Mason usa sua voz em uma música da banda quando diz " “One of these days I’m going to cut you into little pieces” antes de todos os instrumentos se encontrarem e cadenciar a música.

O que segue a partir daqui é um verdadeiro desfile de clássicos. Como já dito no início, Dark Side Of the Moon (um dos discos mais vendidos de todos os tempos e recorde absoluto de permanência no Top 200 Bilboard com mais de 800 aparições, sendo quase 600 delas de maneira consecutiva) é tocado na íntegra e de uma forma soberba. Músicas como (sei que é complicado mencionar uma coisa e outra não quando se trata desse disco) "Time", "Breath", "Money", "A Great Gig in the Sky" nos tocam a alma e fazem de Pulse muito mais do que um show, mas uma terapia. 

Ainda nessa segunda metade de show, já no "bis", a banda executa "Wish You Where Here", na que considero a minha versão preferida da música até hoje, Comfortably Numb, que mostra aqui porque possui aquele que é visto por muitos, no qual eu me incluo, a música com o mais belo solo de guitarra já composta, sem dúvida o momento mais arrepiante do show. Por fim, "Run Like Hell", também do The Wall, com sua sonoridade alto astral e cara de fim de festa, fecha as cortinas de um dos maiores espetáculos já feitos até hoje por uma banda de rock.

Pulse não é apenas um show pra ser ouvido, Pulse necessita de ser visto pra que assim possa ser considerado completo o aproveitamento da obra. Pois sem dúvida alguma, trata-se do mais bem sucedidos casamento ente som e imagem que conheço. Um registro histórico. 

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