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Resenha: Almah - Almah (2006)

Por: André Luiz Paiz

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A grande estreia da banda de Edu Falaschi
4
26/10/2017

Particularmente adoro estes projetos paralelos, em que os artistas membros de bandas com opiniões democráticas podem explorar facetas fora do escopo do seu grupo principal. Com certeza algumas ideias e opiniões acabam sendo descartadas quando é necessária a aprovação de todos. Então, o que fazer com o material não utilizado? Geralmente isso acaba se transformando em um projeto solo.

Estou me referindo ao Almah como projeto, pois assim era em seu início. Formado por Edu Falaschi, seu primeiro álbum, assunto desta resenha, não consistia em um álbum de banda. Inclusive, foi gravado por músicos convidados. Diante da aceitação, aí sim começou a se transformar na banda que é hoje.

Lançado em 2007 e gravado em 2006, o álbum homônimo de estreia foi produzido entre os álbuns "Aurora Consurgens" e "Aqua" do Angra. Período conturbado, que quase resultou na dissolução do grupo. O principal motivo: divergências com empresários e acordos de negócios, o que geralmente é um clichê nos dias de hoje. Após o lançamento, o álbum despertou atenção imediata.

Almah, o álbum, demonstra nitidamente a qualidade de Edu Falaschi como músico compositor. Com a divisão de espaço entre as composições para o Angra, trouxe muito material de qualidade, provavelmente remanescente de sessões anteriores ou composições fora de escopo do grupo.
Começando de forma avassaladora com "King", Edu se destaca pela performance vocal, cantando rasgado, diferentemente do usual com o Angra. Faixa pesada e eletrizante.
"Take Back Your Spell" é puramente Angra. Rápida e com refrão grudento, características do Power Metal.
Outra coisa que Edu faz com maestria é compor baladas. "Whishing Well" e "Bleeding Heart" são algumas do Angra que comprovam. "Forgotten Land" é belíssima, porém um pouco curta demais. Acho que estou acostumado com as passagens cheias de arranjos do Angra, que engrandecem qualquer faixa.
Com influências de música brasileira, "Scary Zone" parece que nos transporta ao álbum "Holy Land" do Angra. Diversificação importante quando se trata de power metal, já que é bem fácil cair na mesmice e se fazer repetitivo.
"Children Of Lies" é uma faixa mais pesada e cadenciada. Representa bem a direção que o Almah viria a seguir no futuro. Destaque mais uma vez para a versatilidade vocal de Edu.
Com um toque de Hard Rock, "Break All The Welds" traz novamente diversificação, se colocando entre os destaques. "Golden Empire" também segue a mesma linha, com refrão melódico.
A balada "Primitive Chaos" não é tão boa quanto "Forgotten Land". Com pouco mais de três minutos, poderia ter sido melhor explorada.
"Breathe" é uma canção interessante. Primeiramente porque nos transporta para fora de tudo o que foi feito no álbum até aqui. Possui uma levada bem próxima do Hard Rock, nos remetendo aos sons do U2 e do Bon Jovi nos velhos tempos. Uma faixa muito boa.
Em direção ao final do álbum, "Box Of Illusion" caminha na linha de "Golden Empire". Uma faixa também de qualidade, que poderia figurar em qualquer álbum do Angra da fase Edu.
Para encerrar, a belíssima faixa-título. "Almah" é uma balada acústica com a característica de arranjos e toda a versatilidade das músicas do Angra. Inclusive, Edu com certeza obteve muita bagagem técnica com Rafael Bittencourt e Kiko Loureiro. Está explicito aqui, em uma faixa maravilhosa. É importante lembrar que a comparação com o Angra é inevitável, já que Edu fez parte do grupo e contribuiu bastante com suas influências.

"The Sign Of Glory" e "Supermind" são faixas-bônus disponíveis em algumas versões. Acredito que esteja de bom tamanho classificá-las dessa forma, pois são um pouco abaixo do restante do material. A primeira é a melhor das duas, mas o vocal não me agrada muito, principalmente nas partes mais rasgadas. Ambas parecem também ter uma qualidade sonora inferior, parecendo que faltou aquela polida final da masterização.

Almah começou como um projeto. Deu tão certo que virou banda, fez turnês, consolidou-se e está aí até hoje, sendo agora a prioridade de Edu, após sua saída do Angra.

Participantes do álbum:

Edu Falaschi (Angra) - Vocal, Guitarra e Teclado
Casey Grillo (Kamelot) - Bateria
Lauri Porra (Stratovarius) - Baixo
Emppu Vuorinen (Nightwish) - Guitarra

A grande estreia da banda de Edu Falaschi
4
26/10/2017

Particularmente adoro estes projetos paralelos, em que os artistas membros de bandas com opiniões democráticas podem explorar facetas fora do escopo do seu grupo principal. Com certeza algumas ideias e opiniões acabam sendo descartadas quando é necessária a aprovação de todos. Então, o que fazer com o material não utilizado? Geralmente isso acaba se transformando em um projeto solo.

Estou me referindo ao Almah como projeto, pois assim era em seu início. Formado por Edu Falaschi, seu primeiro álbum, assunto desta resenha, não consistia em um álbum de banda. Inclusive, foi gravado por músicos convidados. Diante da aceitação, aí sim começou a se transformar na banda que é hoje.

Lançado em 2007 e gravado em 2006, o álbum homônimo de estreia foi produzido entre os álbuns "Aurora Consurgens" e "Aqua" do Angra. Período conturbado, que quase resultou na dissolução do grupo. O principal motivo: divergências com empresários e acordos de negócios, o que geralmente é um clichê nos dias de hoje. Após o lançamento, o álbum despertou atenção imediata.

Almah, o álbum, demonstra nitidamente a qualidade de Edu Falaschi como músico compositor. Com a divisão de espaço entre as composições para o Angra, trouxe muito material de qualidade, provavelmente remanescente de sessões anteriores ou composições fora de escopo do grupo.
Começando de forma avassaladora com "King", Edu se destaca pela performance vocal, cantando rasgado, diferentemente do usual com o Angra. Faixa pesada e eletrizante.
"Take Back Your Spell" é puramente Angra. Rápida e com refrão grudento, características do Power Metal.
Outra coisa que Edu faz com maestria é compor baladas. "Whishing Well" e "Bleeding Heart" são algumas do Angra que comprovam. "Forgotten Land" é belíssima, porém um pouco curta demais. Acho que estou acostumado com as passagens cheias de arranjos do Angra, que engrandecem qualquer faixa.
Com influências de música brasileira, "Scary Zone" parece que nos transporta ao álbum "Holy Land" do Angra. Diversificação importante quando se trata de power metal, já que é bem fácil cair na mesmice e se fazer repetitivo.
"Children Of Lies" é uma faixa mais pesada e cadenciada. Representa bem a direção que o Almah viria a seguir no futuro. Destaque mais uma vez para a versatilidade vocal de Edu.
Com um toque de Hard Rock, "Break All The Welds" traz novamente diversificação, se colocando entre os destaques. "Golden Empire" também segue a mesma linha, com refrão melódico.
A balada "Primitive Chaos" não é tão boa quanto "Forgotten Land". Com pouco mais de três minutos, poderia ter sido melhor explorada.
"Breathe" é uma canção interessante. Primeiramente porque nos transporta para fora de tudo o que foi feito no álbum até aqui. Possui uma levada bem próxima do Hard Rock, nos remetendo aos sons do U2 e do Bon Jovi nos velhos tempos. Uma faixa muito boa.
Em direção ao final do álbum, "Box Of Illusion" caminha na linha de "Golden Empire". Uma faixa também de qualidade, que poderia figurar em qualquer álbum do Angra da fase Edu.
Para encerrar, a belíssima faixa-título. "Almah" é uma balada acústica com a característica de arranjos e toda a versatilidade das músicas do Angra. Inclusive, Edu com certeza obteve muita bagagem técnica com Rafael Bittencourt e Kiko Loureiro. Está explicito aqui, em uma faixa maravilhosa. É importante lembrar que a comparação com o Angra é inevitável, já que Edu fez parte do grupo e contribuiu bastante com suas influências.

"The Sign Of Glory" e "Supermind" são faixas-bônus disponíveis em algumas versões. Acredito que esteja de bom tamanho classificá-las dessa forma, pois são um pouco abaixo do restante do material. A primeira é a melhor das duas, mas o vocal não me agrada muito, principalmente nas partes mais rasgadas. Ambas parecem também ter uma qualidade sonora inferior, parecendo que faltou aquela polida final da masterização.

Almah começou como um projeto. Deu tão certo que virou banda, fez turnês, consolidou-se e está aí até hoje, sendo agora a prioridade de Edu, após sua saída do Angra.

Participantes do álbum:

Edu Falaschi (Angra) - Vocal, Guitarra e Teclado
Casey Grillo (Kamelot) - Bateria
Lauri Porra (Stratovarius) - Baixo
Emppu Vuorinen (Nightwish) - Guitarra

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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