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Resenha: Robert Plant - Carry Fire (2017)

Por: André Luiz Paiz

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Robert Plant ainda surpreende
4
23/10/2017

Gostaria de iniciar meu texto dizendo que, para se apreciar a grandiosidade e genialidade de um álbum como este, é vital se desprender do passado, não esperar um Robert Plant dos tempos de Led Zeppelin, cantando aos berros, nas alturas, como os grandes álbuns que gravou. Aqui temos um senhor de 69 anos, com uma bagagem enorme de experiência e novas influências, que se misturam com tudo o que já vivenciou.

A folk "The May Queen" abre os trabalhos despertando curiosidade. Ao entrar o vocal de Robert, nos sentimos em casa, prontos para desfrutar por completo esse seu novo trabalho. A faixa é um dos destaques.
"New World..." nos faz lembrar o Led Zeppelin. Uma faixa de rock cadenciada, com notável acompanhamento de guitarra. Uma das minhas favoritas.
"Seasons Song" é uma balada belíssima, onde Plant canta sobre a mortalidade de forma quase que sussurrada e magnífica. Um destaque absoluto!
"Dance With You Tonight" segue a mesma linha vocal da anterior, sem grandes variações. É mais uma boa faixa e aqui Plant lhe convida para dançar. Topa?
"Carving Up the World Again...a wall and not a fence" é mais uma faixa com influências do passado. Aqui vale destacar os timbres de guitarra, quase que psicodélicos. São os Sensational Space Shifters (banda que acompanha Plant) mais uma vez bem acima da média.
"A Way With Words" é reflexiva e sentimental. Um pouco cansativa em alguns momentos por ser uma faixa extremamente tranquila.
A faixa-título "Carry Fire" também é um dos destaques, pois mostra claramente a evolução e tentativa de exploração de novos temas e novas influências por parte de Plant. Pode não ser Rock, Blues ou Hard Rock, mas os mais ecléticos com certeza curtirão.
Sentiu falta de algo mais rock? "Bones of Saints" suprirá. Esta faixa com certeza vai funcionar bem nos palcos, pois tem um grande refrão.
"Keep It Hid" faz um nível cair um pouco. Talvez teria outra impressão se Plant abusasse um pouco mais das linhas vocais. Acho que a canção pede, como incentivo à audição.
De volta ao rock, "Bluebirds Over the Mountain" é meio "Tomorrow Never Knows" do álbum Revolver dos Beatles. Pelo menos foi o que me fez lembrar a princípio. É rock com um pouco de psicodélico.
"Heaven Sent" chega para encerrar o álbum também de maneira mais psicodélica, com várias experimentações e vocais sussurrados de Plant. A faixa não compromete, mas também não se destaca.

Classifico "Carry Fire" como um ótimo álbum. Não é um álbum que pode ser encaixado somente dentro de um estilo, e é exatamente isso que o torna interessante.
Vida longa aos nossos ídolos!

Robert Plant ainda surpreende
4
23/10/2017

Gostaria de iniciar meu texto dizendo que, para se apreciar a grandiosidade e genialidade de um álbum como este, é vital se desprender do passado, não esperar um Robert Plant dos tempos de Led Zeppelin, cantando aos berros, nas alturas, como os grandes álbuns que gravou. Aqui temos um senhor de 69 anos, com uma bagagem enorme de experiência e novas influências, que se misturam com tudo o que já vivenciou.

A folk "The May Queen" abre os trabalhos despertando curiosidade. Ao entrar o vocal de Robert, nos sentimos em casa, prontos para desfrutar por completo esse seu novo trabalho. A faixa é um dos destaques.
"New World..." nos faz lembrar o Led Zeppelin. Uma faixa de rock cadenciada, com notável acompanhamento de guitarra. Uma das minhas favoritas.
"Seasons Song" é uma balada belíssima, onde Plant canta sobre a mortalidade de forma quase que sussurrada e magnífica. Um destaque absoluto!
"Dance With You Tonight" segue a mesma linha vocal da anterior, sem grandes variações. É mais uma boa faixa e aqui Plant lhe convida para dançar. Topa?
"Carving Up the World Again...a wall and not a fence" é mais uma faixa com influências do passado. Aqui vale destacar os timbres de guitarra, quase que psicodélicos. São os Sensational Space Shifters (banda que acompanha Plant) mais uma vez bem acima da média.
"A Way With Words" é reflexiva e sentimental. Um pouco cansativa em alguns momentos por ser uma faixa extremamente tranquila.
A faixa-título "Carry Fire" também é um dos destaques, pois mostra claramente a evolução e tentativa de exploração de novos temas e novas influências por parte de Plant. Pode não ser Rock, Blues ou Hard Rock, mas os mais ecléticos com certeza curtirão.
Sentiu falta de algo mais rock? "Bones of Saints" suprirá. Esta faixa com certeza vai funcionar bem nos palcos, pois tem um grande refrão.
"Keep It Hid" faz um nível cair um pouco. Talvez teria outra impressão se Plant abusasse um pouco mais das linhas vocais. Acho que a canção pede, como incentivo à audição.
De volta ao rock, "Bluebirds Over the Mountain" é meio "Tomorrow Never Knows" do álbum Revolver dos Beatles. Pelo menos foi o que me fez lembrar a princípio. É rock com um pouco de psicodélico.
"Heaven Sent" chega para encerrar o álbum também de maneira mais psicodélica, com várias experimentações e vocais sussurrados de Plant. A faixa não compromete, mas também não se destaca.

Classifico "Carry Fire" como um ótimo álbum. Não é um álbum que pode ser encaixado somente dentro de um estilo, e é exatamente isso que o torna interessante.
Vida longa aos nossos ídolos!

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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