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Resenha: Queensryche - Operation: Mindcrime (1988)

Por: Paulo Sanches

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Primeiro conceitual da história do metal progressivo: revolucionário!
5
22/10/2017

"Operation: Mindcrime", lançado em 3 de Maio de 1988, é um álbum conceitual de extrema qualidade, produzido pelo renomado Peter Collins e pelo genial Michael Kamen, grande compositor de trilhas sonoras: Highlander (1986), Brazil (1985), Lethal Weapon (1987) e já trabalhou com gigantes do rock como Pink Floyd, David Gilmour, Queen e Metallica.

O resultado do álbum não poderia deixar de ser épico. Letras bem elaboradas com contexto social e político, músicas bem trabalhadas e produzidas com belos arranjos, refrões marcantes e harmonias complexas, uma mistura de Heavy Metal com Hard Rock e Rock Progressivo que elevou o Queenrÿche ao nível de banda global.

O álbum abre com "I Remeber Now" uma breve introdução retrógrada da história em que o personagem se vê acordando em um quarto de hospital e as lembranças do que vem a seguir ficam evidentes. Logo depois vem "Anarchy X" uma das introduções mais perfeitas que já ouvi, ela te dá a exata sensação de estar começando um filme. 
Então vem "Revolution Calling" e começa toda a história. A interpretação impecável, maturidade e o alcance vocal de Geoff Tate ficam evidente já nas primeiras linhas da letra, você praticamente é jogado para dentro da trama. Já na primeira música também fica evidente o entrosamento musical dos integrantes da banda. Você percebe cada nota colocada pensadamente no 
seu devido lugar. 
Na sequência vem "Operation: Mindcrime", "Speak", "Spreading of Desease", três músicas empolgantes e refrãos marcantes, neste momento você já está praticamente envolvido sendo cúmplice de toda a história. Se você já está emocionado até aqui, o que vem a seguir é ainda mais surpreendente, a reviravolta que acontece e o caminho que a trama toma te deixa de queixo caído em "The Mission" e "Suite Sister Mary", além de deixar uma grande questão no ar. A segunda acredito ter sido a melhor música composta pelo Queensrÿche em toda a sua história, os caras estavam realmente inspirados neste momento. Com orquestrações e corais o som toma proporções épicas, e os créditos vão para o incrível guitarrista Chris DeGarmo, um cara de extremo bom gosto e criatividade além da participação especial de Pamela More, com a sua
voz grave e maravilhosa que interpreta Mary com maestria.Depois em "The Needle Lies" temos uma música rápida que lembra muito o Iron Maiden em um metal 80`s puro, seguida de "Breaking the Silence" 
e "I Don´t Believe in Love" que trazem o hard rock "macho" com refrões empolgantes com um pouco de apelo comercial, mas sem deixar de ser maravilhoso.
O álbum fecha com uma das músicas mais importantes da carreira da banda,
"Eyes of Stranger", um som pesado, quebrado com muita influência do rock progressivo, com um dos melhores refrões do heavy metal da história audaz e emocionante.

Resumo da história: A trama é centrada em quatro personagens pertencentes a uma organização criminosa: o líder, Dr. X; o viciado Nikki; Padre William, cuja Igreja é usada como fachada para operações ilegais; e Irmã Mary, uma ex-prostituta tirada das ruas. O enredo inclui lavagem cerebral, tráfico de drogas, aspectos sujos da religião e política, assassinato e etc. No resumo da ópera, a organização começa a ruir quando Nikki se apaixona por Mary e a recíproca se torna verdadeira. A freira era obrigada a manter relações sexuais com Padre William, e o garoto acaba se tornando uma ameaça ao esquema do Dr. X. Assim, este manda matá-la. A questão "Quem matou Mary?" que foi tida como um grande mistério pela banda por 18 anos só foi respondida quando houve o lançamento de "Operation: Mindcrime II" em 2005. Neste mesmo ano a banda saiu en turnê tocando os 2 "Mindcrime`s" na íntegra, com direito a cenário de palco e a caracterização dos personagens, e o público pôde conferir enfim o desfecho chocante e inesperado da opera rock.

Enfim, um domínio musical absoluto, uma banda que revolucionou a história do rock e da música.

Primeiro conceitual da história do metal progressivo: revolucionário!
5
22/10/2017

"Operation: Mindcrime", lançado em 3 de Maio de 1988, é um álbum conceitual de extrema qualidade, produzido pelo renomado Peter Collins e pelo genial Michael Kamen, grande compositor de trilhas sonoras: Highlander (1986), Brazil (1985), Lethal Weapon (1987) e já trabalhou com gigantes do rock como Pink Floyd, David Gilmour, Queen e Metallica.

O resultado do álbum não poderia deixar de ser épico. Letras bem elaboradas com contexto social e político, músicas bem trabalhadas e produzidas com belos arranjos, refrões marcantes e harmonias complexas, uma mistura de Heavy Metal com Hard Rock e Rock Progressivo que elevou o Queenrÿche ao nível de banda global.

O álbum abre com "I Remeber Now" uma breve introdução retrógrada da história em que o personagem se vê acordando em um quarto de hospital e as lembranças do que vem a seguir ficam evidentes. Logo depois vem "Anarchy X" uma das introduções mais perfeitas que já ouvi, ela te dá a exata sensação de estar começando um filme. 
Então vem "Revolution Calling" e começa toda a história. A interpretação impecável, maturidade e o alcance vocal de Geoff Tate ficam evidente já nas primeiras linhas da letra, você praticamente é jogado para dentro da trama. Já na primeira música também fica evidente o entrosamento musical dos integrantes da banda. Você percebe cada nota colocada pensadamente no 
seu devido lugar. 
Na sequência vem "Operation: Mindcrime", "Speak", "Spreading of Desease", três músicas empolgantes e refrãos marcantes, neste momento você já está praticamente envolvido sendo cúmplice de toda a história. Se você já está emocionado até aqui, o que vem a seguir é ainda mais surpreendente, a reviravolta que acontece e o caminho que a trama toma te deixa de queixo caído em "The Mission" e "Suite Sister Mary", além de deixar uma grande questão no ar. A segunda acredito ter sido a melhor música composta pelo Queensrÿche em toda a sua história, os caras estavam realmente inspirados neste momento. Com orquestrações e corais o som toma proporções épicas, e os créditos vão para o incrível guitarrista Chris DeGarmo, um cara de extremo bom gosto e criatividade além da participação especial de Pamela More, com a sua
voz grave e maravilhosa que interpreta Mary com maestria.Depois em "The Needle Lies" temos uma música rápida que lembra muito o Iron Maiden em um metal 80`s puro, seguida de "Breaking the Silence" 
e "I Don´t Believe in Love" que trazem o hard rock "macho" com refrões empolgantes com um pouco de apelo comercial, mas sem deixar de ser maravilhoso.
O álbum fecha com uma das músicas mais importantes da carreira da banda,
"Eyes of Stranger", um som pesado, quebrado com muita influência do rock progressivo, com um dos melhores refrões do heavy metal da história audaz e emocionante.

Resumo da história: A trama é centrada em quatro personagens pertencentes a uma organização criminosa: o líder, Dr. X; o viciado Nikki; Padre William, cuja Igreja é usada como fachada para operações ilegais; e Irmã Mary, uma ex-prostituta tirada das ruas. O enredo inclui lavagem cerebral, tráfico de drogas, aspectos sujos da religião e política, assassinato e etc. No resumo da ópera, a organização começa a ruir quando Nikki se apaixona por Mary e a recíproca se torna verdadeira. A freira era obrigada a manter relações sexuais com Padre William, e o garoto acaba se tornando uma ameaça ao esquema do Dr. X. Assim, este manda matá-la. A questão "Quem matou Mary?" que foi tida como um grande mistério pela banda por 18 anos só foi respondida quando houve o lançamento de "Operation: Mindcrime II" em 2005. Neste mesmo ano a banda saiu en turnê tocando os 2 "Mindcrime`s" na íntegra, com direito a cenário de palco e a caracterização dos personagens, e o público pôde conferir enfim o desfecho chocante e inesperado da opera rock.

Enfim, um domínio musical absoluto, uma banda que revolucionou a história do rock e da música.

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