Bem-vindo ao 80 Minutos

Nós amamos música e adoramos compartilhar nossas avaliações sobre os álbuns de nossas bandas favoritas.

Resenha: Helloween - Chameleon (1993)

Por: André Luiz Paiz

Acessos: 250

Compartilhar:

Facebook Twitter
User Photo
Album Cover
Um álbum controverso, porém ótimo. Mas é um álbum do Helloween?
3.5
22/10/2017

Avaliar Chameleon, quinto álbum da banda de power metal Helloween, me traz grandes lembranças. Lembro que os lançamentos da banda na época eram aguardados fervorosamente pelos fãs e causavam um impacto enorme. Com este álbum, infelizmente este impacto foi negativo.
Estamos diante de um álbum de produção impecável. A nível musical: idem! O Helloween crescia, seus músicos amadureciam e estavam dispostos a explorar novas influências. Era isso o que os fãs em sua maioria esperavam? Não... O álbum foi um fracasso em vendas, a turnê despertou baixíssimo interesse e a banda sofreu um impacto tremendo. Michael Kiske foi demitido logo em seguida, acusado como principal influenciador do novo direcionamento da banda. O saudoso baterista Ingo Schwichtenberg, grande amigo de Kiske, também saiu.
Com Chameleon, o Helloween deixou de lado a essência do Power Metal, característica principal da banda. Em contrapartida, há momentos fantásticos. Michael Kiske canta como um fenômeno, emotivo e com grande técnica, além de contribuir como compositor em belas faixas. Outro destaque é Rolland Grapow, mais técnico que seu antecessor Kai Hansen, este um guitarrista com mais feeling e dedicado aos riffs, Grapow contribuiu com momentos emotivos, pesados e com grandes solos.

O álbum começa com "Fisrt Time", uma faixa de Michael Weikath, escrita quando tinha apenas 19 anos. Uma bela introdução para o álbum. Pesada e direta, porém já diferente dos trabalhos anteriores da banda.
Em seguida, uma faixa de Michael Kiske que pode ter sido um dos motivos que conduziram à sua saída da banda. "When the Sinner" é bem composta e muito bem cantada, mas está muito longe de ser Helloween. Gosto dela em alguns momentos. Em outros, passo direto para a próxima faixa.
"I Don't Wanna Cry No More" é uma balada lindíssima. Composta por Rolland Grapow e eternizada pela performance vocal de Kiske, é um dos grandes momentos do álbum. Claro que não é uma balada de power metal, mas eu gosto.
Grapow contribui também com "Crazy Cat", uma faixa diferente. Pra mim é uma música descartável. Não que seja ruim, mas não é um dos destaques.
Seguindo em direção a uma trinca de Michael Weikath, a primeira é um épico espetacular. "Giants" é puramente Helloween, da forma mais épica possível. Não é uma canção veloz, porém muito pesada e cadenciada. Fantástica. "Windmill" possui uma melodia belíssima, mas desagrada os fãs que esperam peso e velocidade. Esta faixa desperta o interesse de questionar Weikath se seria Kiske realmente o único a conduzir o Helloween para uma faceta mais leve e diversificada.
Encerrando a trinca de Weikath, "Revolution Now" é pesada e possui bons momentos, mas para uma faixa de oito minutos não cativa e se torna cansativa.
"In the Night", assim como "When the Sinner", traz o lado mais leve de Kiske, sendo mais uma que pode ter agravado a sua situação dentro da banda. Kiske sempre se declarou fã de Elvis Presley e parecia tentar trazer um pouco mais das suas influências para dentro da banda. Esta é uma bela canção e Kiske canta com maestria.
Abram espaço para uma declaração de Rolland Grapow à sua paixão: música. "Music" é um épico fantástico, com Kiske emocionante e Grapow como destaque. Esta faixa me emociona.
O hit do álbum "Step Out of Hell" também é da autoria de Grapow. Uma canção perfeita em termos de estrutura. Utilizando fórmula similar à faixa "The Chance" do álbum anterior, "Step Out of Hell" possui o direcionamento e sonoridade de Chameleon, mas poderia figurar em qualquer trabalho da banda, com alguns ajustes de produção.
"I Believe" é uma composição de Michael Kiske, que mostra finalmente sua faceta mais pesada. Canta nas alturas em uma faixa que está entre as melhores do álbum. Pesada ao extremo e com melodia grandiosa.
O álbum chega ao final com a acústica "Longing", uma faixa introspectiva e reflexiva de Michael Kiske. Esta canção é o oposto de tudo o que o Helloween já fez. Definitivamente não deveria estar aqui. É uma faixa ruim? De forma alguma! A composição é excelente e a performance de Kiske é impecável.

Analisando Chameleon como um álbum do Helloween, claramente podemos dizer que a banda se equivocou. A mudança foi muito drástica e os fãs não esperavam por algo com um direcionamento tão diferente dos trabalhos anteriores. Particularmente é um álbum que me marcou muito, pois o ouvi muito e gosto de várias canções. Se a análise for feita com uma perspectiva diferente, pode sim ser considerado um grande álbum.
Enfim, as mudanças foram feitas e a banda retornou com Andi Deris (ex-Pink Cream 69) no vocal e Uli Kusch na batera, lançando o magnífico Master Of The Rings. Dava-se início à uma nova era para o Helloween.

Um álbum controverso, porém ótimo. Mas é um álbum do Helloween?
3.5
22/10/2017

Avaliar Chameleon, quinto álbum da banda de power metal Helloween, me traz grandes lembranças. Lembro que os lançamentos da banda na época eram aguardados fervorosamente pelos fãs e causavam um impacto enorme. Com este álbum, infelizmente este impacto foi negativo.
Estamos diante de um álbum de produção impecável. A nível musical: idem! O Helloween crescia, seus músicos amadureciam e estavam dispostos a explorar novas influências. Era isso o que os fãs em sua maioria esperavam? Não... O álbum foi um fracasso em vendas, a turnê despertou baixíssimo interesse e a banda sofreu um impacto tremendo. Michael Kiske foi demitido logo em seguida, acusado como principal influenciador do novo direcionamento da banda. O saudoso baterista Ingo Schwichtenberg, grande amigo de Kiske, também saiu.
Com Chameleon, o Helloween deixou de lado a essência do Power Metal, característica principal da banda. Em contrapartida, há momentos fantásticos. Michael Kiske canta como um fenômeno, emotivo e com grande técnica, além de contribuir como compositor em belas faixas. Outro destaque é Rolland Grapow, mais técnico que seu antecessor Kai Hansen, este um guitarrista com mais feeling e dedicado aos riffs, Grapow contribuiu com momentos emotivos, pesados e com grandes solos.

O álbum começa com "Fisrt Time", uma faixa de Michael Weikath, escrita quando tinha apenas 19 anos. Uma bela introdução para o álbum. Pesada e direta, porém já diferente dos trabalhos anteriores da banda.
Em seguida, uma faixa de Michael Kiske que pode ter sido um dos motivos que conduziram à sua saída da banda. "When the Sinner" é bem composta e muito bem cantada, mas está muito longe de ser Helloween. Gosto dela em alguns momentos. Em outros, passo direto para a próxima faixa.
"I Don't Wanna Cry No More" é uma balada lindíssima. Composta por Rolland Grapow e eternizada pela performance vocal de Kiske, é um dos grandes momentos do álbum. Claro que não é uma balada de power metal, mas eu gosto.
Grapow contribui também com "Crazy Cat", uma faixa diferente. Pra mim é uma música descartável. Não que seja ruim, mas não é um dos destaques.
Seguindo em direção a uma trinca de Michael Weikath, a primeira é um épico espetacular. "Giants" é puramente Helloween, da forma mais épica possível. Não é uma canção veloz, porém muito pesada e cadenciada. Fantástica. "Windmill" possui uma melodia belíssima, mas desagrada os fãs que esperam peso e velocidade. Esta faixa desperta o interesse de questionar Weikath se seria Kiske realmente o único a conduzir o Helloween para uma faceta mais leve e diversificada.
Encerrando a trinca de Weikath, "Revolution Now" é pesada e possui bons momentos, mas para uma faixa de oito minutos não cativa e se torna cansativa.
"In the Night", assim como "When the Sinner", traz o lado mais leve de Kiske, sendo mais uma que pode ter agravado a sua situação dentro da banda. Kiske sempre se declarou fã de Elvis Presley e parecia tentar trazer um pouco mais das suas influências para dentro da banda. Esta é uma bela canção e Kiske canta com maestria.
Abram espaço para uma declaração de Rolland Grapow à sua paixão: música. "Music" é um épico fantástico, com Kiske emocionante e Grapow como destaque. Esta faixa me emociona.
O hit do álbum "Step Out of Hell" também é da autoria de Grapow. Uma canção perfeita em termos de estrutura. Utilizando fórmula similar à faixa "The Chance" do álbum anterior, "Step Out of Hell" possui o direcionamento e sonoridade de Chameleon, mas poderia figurar em qualquer trabalho da banda, com alguns ajustes de produção.
"I Believe" é uma composição de Michael Kiske, que mostra finalmente sua faceta mais pesada. Canta nas alturas em uma faixa que está entre as melhores do álbum. Pesada ao extremo e com melodia grandiosa.
O álbum chega ao final com a acústica "Longing", uma faixa introspectiva e reflexiva de Michael Kiske. Esta canção é o oposto de tudo o que o Helloween já fez. Definitivamente não deveria estar aqui. É uma faixa ruim? De forma alguma! A composição é excelente e a performance de Kiske é impecável.

Analisando Chameleon como um álbum do Helloween, claramente podemos dizer que a banda se equivocou. A mudança foi muito drástica e os fãs não esperavam por algo com um direcionamento tão diferente dos trabalhos anteriores. Particularmente é um álbum que me marcou muito, pois o ouvi muito e gosto de várias canções. Se a análise for feita com uma perspectiva diferente, pode sim ser considerado um grande álbum.
Enfim, as mudanças foram feitas e a banda retornou com Andi Deris (ex-Pink Cream 69) no vocal e Uli Kusch na batera, lançando o magnífico Master Of The Rings. Dava-se início à uma nova era para o Helloween.

Sample photo

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


Mais Resenhas de Helloween

Album Cover

Helloween - Master Of The Rings (1994)

O retorno do Heavy Metal
5
Por: Jeferson Barbosa
18/01/2019
Album Cover

Helloween - Chameleon (1993)

Diferente, mas nunca ruim
5
Por: Rafael Lemos
30/04/2018
Album Cover

Helloween - Keeper Of The Seven Keys - Part II (1988)

Uma obra de arte, com metal e melodias
5
Por: Fábio Arthur
29/01/2019

Quer Mais?

Veja as nossas recomendações:

Album Cover

Steel Prophet - The God Machine (2019)

Renovado e mais consistente
4.5
Por: Diógenes Ferreira
21/05/2019
Album Cover

Within Temptation - Resist (2019)

Um novo divisor de águas
4.5
Por: João Paulo
04/02/2019
Album Cover

Newsonic - Vorax (2019)

Peso e melodia com brasileiros de dar orgulho
5
Por: Caio Silva Juarez
04/07/2019