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Resenha: Premiata Forneria Marconi - Per Un Amico (1972)

Por: Tiago Meneses

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Um marco do progressivo italiano.
5
20/10/2017

O progressivo italiano talvez seja o único que ao menos em número de bandas pode ser comparado ao inglês. Mas muito mais do que apenas demarcar a localidade feita pelas músicas de tantas bandas, o rock progressivo italiano é de uma peculiaridade sonora tão grande que também passou a ser o nome de uma vertente progressiva. Mais ou menos como o que ocorreu com o progressivo conhecido como da cena de Canterbury. Não precisa ser necessariamente uma banda italiana pra tocá-lo, assim como não adianta ser apenas italiana pra dizer que o toca. Ainda que em 95% das vezes isso ocorra somente com bandas da terra da bota mesmo. 

São muitos os grandes álbuns produzidos naquele país desde a década de 70, mas não apenas nessa época, ainda hoje é um dos solos musicais mais férteis que existe. Difícil escolher um pra falar sobre, mas não há dúvida alguma de que Per Un Amico da Premiata Forneria Marconi é um dos mais espetaculares já feitos. Assim como a própria banda é sem dúvida alguma um dos nomes mais importantes do rock progressivo italiano ou mesmo mundial. 

O álbum começa com a faixa, “Appena un Po'”. Uma grande peça, o começo calmo e tranquilo, muito sinfônico e pastoral, com agradáveis melodias medievais e folclóricas logo dão espaço para um momento complexo, onde ocorre uma fusão jazz-rock antes do início dos vocais. Traz vozes calmas e suaves, com um belo coral apenas para ser suplantada por uma parte agradável, muito progressiva, onde todos os instrumentos atuam de maneira homogeneamente agradáveis. Em seu final, a música torna-se grandiosa, com um excelente teclado. Vale lembrar que podemos notar influências em Gentle Giant, Jethro Tull e principalmente King Crimson. Excelente maneira de abrir o álbum.

"Generale" é muito cativante. Aqui são as guitarras que dominam em meio a todos os outros instrumentos, possui uma atmosfera extremamente rock 'n roll principalmente na sua primeira metade, quando há uma quebra no ritmo dando lugar a um clima folk por parte da flauta, violino e órgão que desenham um grande final para a faixa.

"Per un amico" a faixa-título, tem o seu início através de uma encantadora flauta, logo tendo início os vocais, acompanhado por um maravilhoso e significativo uso e mellotron. Seção de solo é intensamente compartilhada entre violino e violão, com uma presença marcante de um baixo pesado. Sintetizadores e piano fazem um magnífico encerramento.

"Il Banchetto" é para mim o protótipo do tamanho médio de uma canção prog-rock (quase nove minutos). É realmente uma Banchetto (festa) para os ouvidos. Possui mudanças contínuas em seu andamento. A serenata inicial com vozes suaves e guitarras começa a de repente entrar em uma crescente, uma espécie de sonoridade etérea, agradável, clara, suave, enfim, uma música majestosa. A seção do meio nos transporta a uma irrealidade, devaneio onde o ouvinte literalmente voa para longe em mundos distantes e impressionantes. Tem uma parte final calma e sofisticada após um solo de piano. Sem sombra de dúvidas, minha música preferida do álbum.

"Geranio", a faixa que encerra o disco, tem grandes momentos, mas com menos energia do que músicas anteriores. No entanto, é uma música com a marca registrada da Premiata Forneria Marconi, um início suave e agradável, um núcleo sempre incrível com grandes variações e um final muito surpreendente. "Per Un Amico" tem um final mais do que digno.

Um marco do progressivo italiano, idealizado pela banda que mais influenciou e influencia grupos dentro do seu país. Um disco sem nenhum defeito, extremamente coeso e agradável aos ouvidos dos amantes de prog rock e que não se importam com músicas cantadas fora do idioma inglês. Maravilhoso.

Um marco do progressivo italiano.
5
20/10/2017

O progressivo italiano talvez seja o único que ao menos em número de bandas pode ser comparado ao inglês. Mas muito mais do que apenas demarcar a localidade feita pelas músicas de tantas bandas, o rock progressivo italiano é de uma peculiaridade sonora tão grande que também passou a ser o nome de uma vertente progressiva. Mais ou menos como o que ocorreu com o progressivo conhecido como da cena de Canterbury. Não precisa ser necessariamente uma banda italiana pra tocá-lo, assim como não adianta ser apenas italiana pra dizer que o toca. Ainda que em 95% das vezes isso ocorra somente com bandas da terra da bota mesmo. 

São muitos os grandes álbuns produzidos naquele país desde a década de 70, mas não apenas nessa época, ainda hoje é um dos solos musicais mais férteis que existe. Difícil escolher um pra falar sobre, mas não há dúvida alguma de que Per Un Amico da Premiata Forneria Marconi é um dos mais espetaculares já feitos. Assim como a própria banda é sem dúvida alguma um dos nomes mais importantes do rock progressivo italiano ou mesmo mundial. 

O álbum começa com a faixa, “Appena un Po'”. Uma grande peça, o começo calmo e tranquilo, muito sinfônico e pastoral, com agradáveis melodias medievais e folclóricas logo dão espaço para um momento complexo, onde ocorre uma fusão jazz-rock antes do início dos vocais. Traz vozes calmas e suaves, com um belo coral apenas para ser suplantada por uma parte agradável, muito progressiva, onde todos os instrumentos atuam de maneira homogeneamente agradáveis. Em seu final, a música torna-se grandiosa, com um excelente teclado. Vale lembrar que podemos notar influências em Gentle Giant, Jethro Tull e principalmente King Crimson. Excelente maneira de abrir o álbum.

"Generale" é muito cativante. Aqui são as guitarras que dominam em meio a todos os outros instrumentos, possui uma atmosfera extremamente rock 'n roll principalmente na sua primeira metade, quando há uma quebra no ritmo dando lugar a um clima folk por parte da flauta, violino e órgão que desenham um grande final para a faixa.

"Per un amico" a faixa-título, tem o seu início através de uma encantadora flauta, logo tendo início os vocais, acompanhado por um maravilhoso e significativo uso e mellotron. Seção de solo é intensamente compartilhada entre violino e violão, com uma presença marcante de um baixo pesado. Sintetizadores e piano fazem um magnífico encerramento.

"Il Banchetto" é para mim o protótipo do tamanho médio de uma canção prog-rock (quase nove minutos). É realmente uma Banchetto (festa) para os ouvidos. Possui mudanças contínuas em seu andamento. A serenata inicial com vozes suaves e guitarras começa a de repente entrar em uma crescente, uma espécie de sonoridade etérea, agradável, clara, suave, enfim, uma música majestosa. A seção do meio nos transporta a uma irrealidade, devaneio onde o ouvinte literalmente voa para longe em mundos distantes e impressionantes. Tem uma parte final calma e sofisticada após um solo de piano. Sem sombra de dúvidas, minha música preferida do álbum.

"Geranio", a faixa que encerra o disco, tem grandes momentos, mas com menos energia do que músicas anteriores. No entanto, é uma música com a marca registrada da Premiata Forneria Marconi, um início suave e agradável, um núcleo sempre incrível com grandes variações e um final muito surpreendente. "Per Un Amico" tem um final mais do que digno.

Um marco do progressivo italiano, idealizado pela banda que mais influenciou e influencia grupos dentro do seu país. Um disco sem nenhum defeito, extremamente coeso e agradável aos ouvidos dos amantes de prog rock e que não se importam com músicas cantadas fora do idioma inglês. Maravilhoso.

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