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Resenha: Anthony Phillips - Slow Dance (1990)

Por: Tiago Meneses

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Encantador em todos os sentidos.
5
19/10/2017

Álbum extremamente subestimado. Confesso que não há muitos álbuns do Phillips que eu gosto de ouvir do início ao fim. A maioria tem alguns momentos de brilho, mas falham na hora de manter minha atenção durante todo o tempo devido à falta de variedade de instrumentação. Mas em Slow Dance isso é diferente. Você pode ouvir muitos instrumentos clássicos como oboé ou harpa, um quarteto de cordas, flautas e muitas camadas de teclados. Quando escuto esse álbum eu me pergunto se isso poderia de fato ser descrito como rock, afinal, algumas passagens são puramente clássicas, outras partes a tendência é mais eletrônica e em outros momentos percebo elementos de new age, enfim, um disco em que o ritmo e gênero não são definidos de forma linear. Ao ouvi-lo, o nome de Mike Oldfield vem em mente, mas Slow Dance é mais suave. Como o título do álbum sugere, a música é desenvolvida lentamente de um humor para outro em suas trilhas laterais. De vez em quando a música delicada incide uma parede sinfônica impressionante, mas ainda assim, o humor geral é melancólico. Difícil de imaginar que um disco deste é do primeiro guitarrista do Genesis, afinal, o teclado é o que domina aqui. Esse foi um dos primeiros discos do músico que conheci e com isso passei a procurar algum outro trabalho que soasse parecido com ele, mas não existe, é diferente de tudo que ele fez.

Um disco de qualidade sublime em todos os sentidos, Slow Dance é extremamente romântico sem ser coxo, Anthony Phillips criou uma obra de arte de mais de cinquenta minutos que depois de uma sessão de escuta atenta, edifica nossa alma e introspectiva todos os sentidos, mudando a percepção sobre música pelo resto da vida.

Um álbum capaz de ser digerido facilmente sem a necessidade de ter a sua complexidade sacrificada, que carrega uma forma moderna de música clássica disfarçada em um progressivo fino e delicado. Os arranjos, a dinâmica, a melodia e a musicalidade são perfeitas sem a necessidade de se mostrar pretensiosa, deixando claro que no mundo da música, a capacidade mental é muito mais poderosa e pode criar mais impacto sobre a mente do que a capacidade física. Sem dúvida algum um registro musical fora de série. 

Encantador em todos os sentidos.
5
19/10/2017

Álbum extremamente subestimado. Confesso que não há muitos álbuns do Phillips que eu gosto de ouvir do início ao fim. A maioria tem alguns momentos de brilho, mas falham na hora de manter minha atenção durante todo o tempo devido à falta de variedade de instrumentação. Mas em Slow Dance isso é diferente. Você pode ouvir muitos instrumentos clássicos como oboé ou harpa, um quarteto de cordas, flautas e muitas camadas de teclados. Quando escuto esse álbum eu me pergunto se isso poderia de fato ser descrito como rock, afinal, algumas passagens são puramente clássicas, outras partes a tendência é mais eletrônica e em outros momentos percebo elementos de new age, enfim, um disco em que o ritmo e gênero não são definidos de forma linear. Ao ouvi-lo, o nome de Mike Oldfield vem em mente, mas Slow Dance é mais suave. Como o título do álbum sugere, a música é desenvolvida lentamente de um humor para outro em suas trilhas laterais. De vez em quando a música delicada incide uma parede sinfônica impressionante, mas ainda assim, o humor geral é melancólico. Difícil de imaginar que um disco deste é do primeiro guitarrista do Genesis, afinal, o teclado é o que domina aqui. Esse foi um dos primeiros discos do músico que conheci e com isso passei a procurar algum outro trabalho que soasse parecido com ele, mas não existe, é diferente de tudo que ele fez.

Um disco de qualidade sublime em todos os sentidos, Slow Dance é extremamente romântico sem ser coxo, Anthony Phillips criou uma obra de arte de mais de cinquenta minutos que depois de uma sessão de escuta atenta, edifica nossa alma e introspectiva todos os sentidos, mudando a percepção sobre música pelo resto da vida.

Um álbum capaz de ser digerido facilmente sem a necessidade de ter a sua complexidade sacrificada, que carrega uma forma moderna de música clássica disfarçada em um progressivo fino e delicado. Os arranjos, a dinâmica, a melodia e a musicalidade são perfeitas sem a necessidade de se mostrar pretensiosa, deixando claro que no mundo da música, a capacidade mental é muito mais poderosa e pode criar mais impacto sobre a mente do que a capacidade física. Sem dúvida algum um registro musical fora de série. 

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