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Resenha: Big Big Train - Folklore (2016)

Por: André Luiz Paiz

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Album Cover
Seguindo em ascensão
4.5
19/10/2017

Após os deslumbrantes "The Underfall Yard" e a dupla dos "English Electric", o Big Big Train retorna com inspiração máxima, dispostos a explorar novas áreas e novos elementos. Inicialmente vale destacar que as influências dos competentes integrantes do grupo, que incluem Jethro Tull, Genesis, King Crimson e por aí vai, permitem esta variedade espetacular que encontramos aqui.

"Folklore" dá início de forma magnífica, com momentos recheados de Mellotron, influências de música celta e de bastante Jethro Tull. Fantástica faixa.
"London Plane" surge emocionando o ouvinte com a flauta e interpretação vocal de Longdon. Que vocalista! Em alguns momentos canta com a voz mais rouca, lembrando Peter Gabriel. O mellotron desfila como apoio para grandes momentos e a letra sobre a cidade é belíssima.
"Along the Ridgeway" começa com uma emocionante introdução orquestrada. Possui uma melodia que é suave e cativante. Destaque para espetacular peça instrumental do meio da canção. O refrão também é belíssimo.
"Salisbury Giant" é uma faixa curta, quase que integralmente instrumental. É a banda fazendo o que sabe de melhor. Todos se destacam.
Com uma introdução recheada de orquestrações, "The Transit of Venus Across the Sun" nos transporta ao vazio do Universo, onde é possível fechar os olhos e flutuar acompanhado de sua bela melodia. Mais uma vez temos quase que um Peter Gabriel nos vocais.
"Wassail" é um dos pontos altos do álbum. Particularmente acho que está posicionada no local correto, para levantar o ouvinte após melodias mais introspectivas e complexas. Seu prog folk fala sobre os pagãos que viajam pelas casas e os pomares bebendo uma espécie de cidra forte. Abra uma cerveja (ou cidra) e curta!
Gostou de Wassail? Aqui vai mais um prog folk: "Winkie". Grande instrumentação e melodia. Os destaques são Nick D'Virgilo e Greg Spawton no baixo.
"Brooklands" é uma faixa que define a banda por completo. Nick D'Virgilo apavora com sua bateria e Longdon faz um trabalho belíssimo com a flauta. Aqui há passagens melódicas, jazzísticas e grandes orquestrações, além de uma letra reflexiva. Na minha opinião, seria um final perfeito para o álbum.
"Telling the Bees" é uma belíssima balada. A gravação e composição são fantásticas, porém me pergunto se o seu lugar ideal não seria em um EP ou como faixa bônus. Gosto muito dela, mas não se relaciona muito com o restante do material.

O EP "Wassail" e também algumas versões especiais do álbum trazem mais duas faixas: a instrumental e quase Spock's Beard "Mudlarks" e a bela faixa "Lost Rivers of London". Ambas são interessantes e valem a audição.

Antes de encerrar, faço reverência a Greg Spawton. Um grande compositor e que definitivamente merece ser classificado como um dos gênios do rock progressivo. Aliás, David Longdon também contribuiu e muito para as composições do álbum, sendo este mais um artista completo na cena.

Posso perguntar novamente? O que teria sido do Genesis se Longdon tivesse entrado para a banda ao invés de Ray Wilson?

Seguindo em ascensão
4.5
19/10/2017

Após os deslumbrantes "The Underfall Yard" e a dupla dos "English Electric", o Big Big Train retorna com inspiração máxima, dispostos a explorar novas áreas e novos elementos. Inicialmente vale destacar que as influências dos competentes integrantes do grupo, que incluem Jethro Tull, Genesis, King Crimson e por aí vai, permitem esta variedade espetacular que encontramos aqui.

"Folklore" dá início de forma magnífica, com momentos recheados de Mellotron, influências de música celta e de bastante Jethro Tull. Fantástica faixa.
"London Plane" surge emocionando o ouvinte com a flauta e interpretação vocal de Longdon. Que vocalista! Em alguns momentos canta com a voz mais rouca, lembrando Peter Gabriel. O mellotron desfila como apoio para grandes momentos e a letra sobre a cidade é belíssima.
"Along the Ridgeway" começa com uma emocionante introdução orquestrada. Possui uma melodia que é suave e cativante. Destaque para espetacular peça instrumental do meio da canção. O refrão também é belíssimo.
"Salisbury Giant" é uma faixa curta, quase que integralmente instrumental. É a banda fazendo o que sabe de melhor. Todos se destacam.
Com uma introdução recheada de orquestrações, "The Transit of Venus Across the Sun" nos transporta ao vazio do Universo, onde é possível fechar os olhos e flutuar acompanhado de sua bela melodia. Mais uma vez temos quase que um Peter Gabriel nos vocais.
"Wassail" é um dos pontos altos do álbum. Particularmente acho que está posicionada no local correto, para levantar o ouvinte após melodias mais introspectivas e complexas. Seu prog folk fala sobre os pagãos que viajam pelas casas e os pomares bebendo uma espécie de cidra forte. Abra uma cerveja (ou cidra) e curta!
Gostou de Wassail? Aqui vai mais um prog folk: "Winkie". Grande instrumentação e melodia. Os destaques são Nick D'Virgilo e Greg Spawton no baixo.
"Brooklands" é uma faixa que define a banda por completo. Nick D'Virgilo apavora com sua bateria e Longdon faz um trabalho belíssimo com a flauta. Aqui há passagens melódicas, jazzísticas e grandes orquestrações, além de uma letra reflexiva. Na minha opinião, seria um final perfeito para o álbum.
"Telling the Bees" é uma belíssima balada. A gravação e composição são fantásticas, porém me pergunto se o seu lugar ideal não seria em um EP ou como faixa bônus. Gosto muito dela, mas não se relaciona muito com o restante do material.

O EP "Wassail" e também algumas versões especiais do álbum trazem mais duas faixas: a instrumental e quase Spock's Beard "Mudlarks" e a bela faixa "Lost Rivers of London". Ambas são interessantes e valem a audição.

Antes de encerrar, faço reverência a Greg Spawton. Um grande compositor e que definitivamente merece ser classificado como um dos gênios do rock progressivo. Aliás, David Longdon também contribuiu e muito para as composições do álbum, sendo este mais um artista completo na cena.

Posso perguntar novamente? O que teria sido do Genesis se Longdon tivesse entrado para a banda ao invés de Ray Wilson?

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