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Resenha: Wings - Red Rose Speedway (1973)

Por: André Luiz Paiz

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Teria Paul McCartney ainda que provar algo?
4
19/10/2017

Se tratando de negócios, sim! Após o lançamento do criticado "Wild Life", McCartney estava determinado a dar a volta por cima. Converteu os Wings em um grupo de cinco, adicionando o guitarrista Henry McCullough como apoio a Denny Laine e propôs à gravadora, um álbum duplo. Nada feito! A intenção da gravadora era reduzir custos e lançar um álbum mais direto e comercial. Além disso, McCartney foi "convidado" a lançar o novo trabalho em nome de "Paul McCartney And Wings", buscando maior visibilidade. O produtor Glyn Johns foi convidado a produzir as sessões de gravação do álbum, mas acabou desistindo logo em seguida. Primeiro por algumas desavenças com Paul e segundo por não ter se impressionado como esperava com o material entregue.

Na minha opinião, "Red Rose Speedway" mostra um Paul McCartney de volta aos trilhos, buscando uma nova identidade dentro de sua nova banda, em que tentava a todo instante mostrar aos ouvintes que realmente se tratava de um grupo e não um projeto solo. Há ótimos momentos e é possível notar uma grande expansão das influências de Paul como compositor. Além das faixas lançadas no álbum e resenhadas mais abaixo, destas sessões também saíram grandes músicas, como a espetacular 007 "Live And Let Die", a censurada "Hi, Hi, Hi", a divertida "C Moon" e a country "Country Dreamer".

Começando com "Big Barn Bed", é possível notar nesta faixa a intenção de Paul em realmente projetar os Wings como um conjunto. Grandes vocais em uma faixa que não é espetacular, mas é interessante.
Em seguida, o primeiro grande "hit" dos Wings, "My Love". Belíssima balada, que inclusive fez o álbum atingir o topo e poderia estar tranquilamente em qualquer álbum dos Beatles. Particularmente acho a versão ao vivo do álbum "Paul Is Live" a melhor delas. Fantástica. Além disso, a faixa eternizou o guitarrista Henry McCullough, autor de um dos solos de guitarra mais belos da história do Rock.
Curiosamente acho "Get on the Right Thing" uma das melhores faixas. Não sei, tem algo nela que me encanta. Uma faixa diferente, inovadora e com grande execução por parte dos músicos, principalmente de Paul.
"One More Kiss" é engraçadinha. Explora o que disse anteriormente, sobre Paul ter expandido seu leque em termos de composição. Uma bela e animada balada.
Outro grande momento do álbum é "Little Lamb Dragonfly". De melodia belíssima e com performance emocionante de Paul, é uma balada quase que progressiva e de muito bom gosto.
Com pitacos de "Martha My Dear", "Single Pigeon" poderia figurar entre as faixas de Paul para o álbum branco dos Beatles. Uma bela balada conduzida pelo piano característico de Paul.
"When the Night" é mais um destaque. Adoro estas faixas diferentes de Paul, com belas melodias, fugindo um pouco do tradicional e daquelas manjadas sequências de acordes do pop/rock.
A próxima faixa, "Loup (1st Indian on the Moon)", não gosto. Desnecessária, sendo que nada acrescenta. Inclusive, esta faixa consta em um artigo do site da Rolling Stone internacional chamado: As doze canções mais esquisitas de Paul McCartney. Sem mais...
Finalizando o álbum, a última faixa é um medley com as canções "Hold Me Tight", "Lazy Dynamite", "Hands of Love" e "Power Cut". É até interessante e gosto principalmente das duas baladas "Hold Me Tight" e "Lazy Dynamite". É impossível não perguntar a si mesmo se Sir Paul McCartney tentou aqui repetir o sucesso do fantástico medley do álbum Abbey Road do Beatles. O motivo foi o mesmo, muitas faixas inacabadas que acabam virando um apanhado. Segundo Paul e Denny Laine, estas faixas teriam outro formato se o álbum tivesse sido lançado como duplo. Claro que o medley do já citado álbum dos Beatles é imbatível.

Gosto de "Red Rose Speedway" e acho que realmente colocou Paul nos trilhos. Além disso, sem ele não teríamos "Band On The Run", o primeiro clássico de Paul na era pós-Beatles. Antes disso, infelizmente o grupo viria a sofrer uma enorme debandada, desafiando Paul a produzir mais e melhor. Neste caso, há males que vem para o bem.

Teria Paul McCartney ainda que provar algo?
4
19/10/2017

Se tratando de negócios, sim! Após o lançamento do criticado "Wild Life", McCartney estava determinado a dar a volta por cima. Converteu os Wings em um grupo de cinco, adicionando o guitarrista Henry McCullough como apoio a Denny Laine e propôs à gravadora, um álbum duplo. Nada feito! A intenção da gravadora era reduzir custos e lançar um álbum mais direto e comercial. Além disso, McCartney foi "convidado" a lançar o novo trabalho em nome de "Paul McCartney And Wings", buscando maior visibilidade. O produtor Glyn Johns foi convidado a produzir as sessões de gravação do álbum, mas acabou desistindo logo em seguida. Primeiro por algumas desavenças com Paul e segundo por não ter se impressionado como esperava com o material entregue.

Na minha opinião, "Red Rose Speedway" mostra um Paul McCartney de volta aos trilhos, buscando uma nova identidade dentro de sua nova banda, em que tentava a todo instante mostrar aos ouvintes que realmente se tratava de um grupo e não um projeto solo. Há ótimos momentos e é possível notar uma grande expansão das influências de Paul como compositor. Além das faixas lançadas no álbum e resenhadas mais abaixo, destas sessões também saíram grandes músicas, como a espetacular 007 "Live And Let Die", a censurada "Hi, Hi, Hi", a divertida "C Moon" e a country "Country Dreamer".

Começando com "Big Barn Bed", é possível notar nesta faixa a intenção de Paul em realmente projetar os Wings como um conjunto. Grandes vocais em uma faixa que não é espetacular, mas é interessante.
Em seguida, o primeiro grande "hit" dos Wings, "My Love". Belíssima balada, que inclusive fez o álbum atingir o topo e poderia estar tranquilamente em qualquer álbum dos Beatles. Particularmente acho a versão ao vivo do álbum "Paul Is Live" a melhor delas. Fantástica. Além disso, a faixa eternizou o guitarrista Henry McCullough, autor de um dos solos de guitarra mais belos da história do Rock.
Curiosamente acho "Get on the Right Thing" uma das melhores faixas. Não sei, tem algo nela que me encanta. Uma faixa diferente, inovadora e com grande execução por parte dos músicos, principalmente de Paul.
"One More Kiss" é engraçadinha. Explora o que disse anteriormente, sobre Paul ter expandido seu leque em termos de composição. Uma bela e animada balada.
Outro grande momento do álbum é "Little Lamb Dragonfly". De melodia belíssima e com performance emocionante de Paul, é uma balada quase que progressiva e de muito bom gosto.
Com pitacos de "Martha My Dear", "Single Pigeon" poderia figurar entre as faixas de Paul para o álbum branco dos Beatles. Uma bela balada conduzida pelo piano característico de Paul.
"When the Night" é mais um destaque. Adoro estas faixas diferentes de Paul, com belas melodias, fugindo um pouco do tradicional e daquelas manjadas sequências de acordes do pop/rock.
A próxima faixa, "Loup (1st Indian on the Moon)", não gosto. Desnecessária, sendo que nada acrescenta. Inclusive, esta faixa consta em um artigo do site da Rolling Stone internacional chamado: As doze canções mais esquisitas de Paul McCartney. Sem mais...
Finalizando o álbum, a última faixa é um medley com as canções "Hold Me Tight", "Lazy Dynamite", "Hands of Love" e "Power Cut". É até interessante e gosto principalmente das duas baladas "Hold Me Tight" e "Lazy Dynamite". É impossível não perguntar a si mesmo se Sir Paul McCartney tentou aqui repetir o sucesso do fantástico medley do álbum Abbey Road do Beatles. O motivo foi o mesmo, muitas faixas inacabadas que acabam virando um apanhado. Segundo Paul e Denny Laine, estas faixas teriam outro formato se o álbum tivesse sido lançado como duplo. Claro que o medley do já citado álbum dos Beatles é imbatível.

Gosto de "Red Rose Speedway" e acho que realmente colocou Paul nos trilhos. Além disso, sem ele não teríamos "Band On The Run", o primeiro clássico de Paul na era pós-Beatles. Antes disso, infelizmente o grupo viria a sofrer uma enorme debandada, desafiando Paul a produzir mais e melhor. Neste caso, há males que vem para o bem.

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