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Resenha: Mike Rutherford - Smallcreep's Day (1980)

Por: André Luiz Paiz

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O primogênito e único solo progressivo de Mike Rutherford
3.5
18/10/2017

Em 1979, durante um pequeno período de inatividade do Genesis após o lançamento e divulgação de "...And Then There Were Three...", seus atuais membros Phil Collins, Tony Banks e Mike Rutherford desfrutavam de tempo livre. Assim, Mike Rutherford começou o planejamento de seu primeiro trabalho solo.

Segundo Rutherford, "Smallcreep's Day" foi relativamente difícil de estruturar, diante da dificuldade de trabalhar sem seus companheiros de banda. Fato positivo no futuro, já que permitiria uma expansão de seus conhecimentos relacionados à produção, vocalização, etc.
Na formação da banda que o acompanha, curiosamente há a participação do ex-guitarrista do Genesis Ant Phillips nos teclados (?). Também fizeram parte do conjunto o vocalista Noel McCalla, o fantástico baterista Simon Phillips (Toto, Jeff Beck, The Who, Judas Priest, Tears for Fears, Mike Oldfield, Gary Moore, e por aí vai...) e do já falecido percussionista Morris Pert. 

A primeira faixa, a peça "Smallcreep's Day", é uma adaptação da novela homônima de Peter Currell Brown. A história é um deboche sobre a vida industrial moderna, aqui adaptada para ter um final feliz. Com vinte e quatro minutos e sete atos, há passagens com sonoridade folk, pop e progressiva, curiosamente com pouca ênfase nas guitarras e mais nos teclados. Aqui há momentos em que lembraremos de "...And Then There Were Three..." e "Duke", álbuns do Genesis. Em outros, é possível encontrar similaridade com as melodias do Camel e início de carreira do Toto, este último principalmente pelo timbre de Noel McCalla.
Ao fechar "Smallcreep's Day", começam as faixas com temas aleatórios. "Moonshine" é muito Toto. Dá até saudade dos primeiros discos da banda. Uma das melhores faixas do álbum. 
"Time And Time Again" é uma bela balada, com momentos que nos remetem às baladas feitas por Rutherford no Genesis. 
"Romani" traz sinais do que viria a ser o álbum "Duke" do Genesis, que ainda seria lançado.
A balada pop/folk "Every Road" também fica dentro da média diante do que já foi apresentado. Não surpreende e também não compromete.
Encerrando os trabalhos, "Overnight Job" é mais uma faixa que faz recordar a banda Toto.  Vale lembrar que esta comparação é extremamente positiva. A canção possui melodia bem característica para uma faixa de encerramento do álbum. Também não compromete e possui bons momentos.

É curioso que as pessoas conheçam, em sua maioria, somente o lado "Mike And The Mechanics" de Mike Rutherford, com canções mais voltadas ao pop e ao rádio. "Smallcreep's Day" é um trabalho que deve ser conferido pelos fãs de rock progressivo e, principalmente de Genesis. Uma pena Rutherford não ter seguido este caminho em seus trabalhos futuros, sendo este o seu único de música progressiva.

O primogênito e único solo progressivo de Mike Rutherford
3.5
18/10/2017

Em 1979, durante um pequeno período de inatividade do Genesis após o lançamento e divulgação de "...And Then There Were Three...", seus atuais membros Phil Collins, Tony Banks e Mike Rutherford desfrutavam de tempo livre. Assim, Mike Rutherford começou o planejamento de seu primeiro trabalho solo.

Segundo Rutherford, "Smallcreep's Day" foi relativamente difícil de estruturar, diante da dificuldade de trabalhar sem seus companheiros de banda. Fato positivo no futuro, já que permitiria uma expansão de seus conhecimentos relacionados à produção, vocalização, etc.
Na formação da banda que o acompanha, curiosamente há a participação do ex-guitarrista do Genesis Ant Phillips nos teclados (?). Também fizeram parte do conjunto o vocalista Noel McCalla, o fantástico baterista Simon Phillips (Toto, Jeff Beck, The Who, Judas Priest, Tears for Fears, Mike Oldfield, Gary Moore, e por aí vai...) e do já falecido percussionista Morris Pert. 

A primeira faixa, a peça "Smallcreep's Day", é uma adaptação da novela homônima de Peter Currell Brown. A história é um deboche sobre a vida industrial moderna, aqui adaptada para ter um final feliz. Com vinte e quatro minutos e sete atos, há passagens com sonoridade folk, pop e progressiva, curiosamente com pouca ênfase nas guitarras e mais nos teclados. Aqui há momentos em que lembraremos de "...And Then There Were Three..." e "Duke", álbuns do Genesis. Em outros, é possível encontrar similaridade com as melodias do Camel e início de carreira do Toto, este último principalmente pelo timbre de Noel McCalla.
Ao fechar "Smallcreep's Day", começam as faixas com temas aleatórios. "Moonshine" é muito Toto. Dá até saudade dos primeiros discos da banda. Uma das melhores faixas do álbum. 
"Time And Time Again" é uma bela balada, com momentos que nos remetem às baladas feitas por Rutherford no Genesis. 
"Romani" traz sinais do que viria a ser o álbum "Duke" do Genesis, que ainda seria lançado.
A balada pop/folk "Every Road" também fica dentro da média diante do que já foi apresentado. Não surpreende e também não compromete.
Encerrando os trabalhos, "Overnight Job" é mais uma faixa que faz recordar a banda Toto.  Vale lembrar que esta comparação é extremamente positiva. A canção possui melodia bem característica para uma faixa de encerramento do álbum. Também não compromete e possui bons momentos.

É curioso que as pessoas conheçam, em sua maioria, somente o lado "Mike And The Mechanics" de Mike Rutherford, com canções mais voltadas ao pop e ao rádio. "Smallcreep's Day" é um trabalho que deve ser conferido pelos fãs de rock progressivo e, principalmente de Genesis. Uma pena Rutherford não ter seguido este caminho em seus trabalhos futuros, sendo este o seu único de música progressiva.

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