Bem-vindo ao 80 Minutos

Nós amamos música e adoramos compartilhar nossas avaliações sobre os álbuns de nossas bandas favoritas.

Resenha: Allen/Lande - The Great Divide (2014)

Por: André Luiz Paiz

Acessos: 138

Compartilhar:

Facebook Twitter
User Photo
Album Cover
O melhor de Tolkki desde o primeiro do Revolution Renaissance
3.5
17/10/2017

Com o afastamento do talentosíssimo e extremamente ocupado guitarrista/compositor Magnus Karlsson, neste quarto trabalho as rédeas do projeto Allen/Lande foram passadas para Timo Tolkki, que agora possui contrato com a Frontiers e é conhecido por liderar enquanto membro as bandas de Power Metal Stratovarius e Revolution Renaissance. Atualmente Tolkki está a frente do projeto Avalon, tendo até este momento lançado dois álbuns. Recentemente, lançou também um álbum do projeto chamado "Chaos Magic" com a vocalista chilena Caterina Nix. Para este trabalho, Tolkki contou com o auxílio de Jorn Lande para a maioria das letras e também algumas melodias vocais.
"The Great Divide", perdoem-me pelo trocadilho, realmente divide opiniões. Fácil é, para Timo Tolkki, contar com dois dos melhores vocalistas da cena, que transformam qualquer canção em algo notável. Russel Allen e Jorn Lande são destaques absolutos também neste novo trabalho. A nível de composições, arrisco-me a dizer que Tolkki fez um grande trabalho. Claro que não é possível compará-lo com os álbuns dos seus dias de glória, mas o classifico como o melhor álbum que Tolki fez desde o primeiro álbum do Revolution Renaissance, que foi composto na época com o intuito de ter sido gravado pelo Stratovarius.

O álbum começa com "Come And Dream With Me". É uma faixa típica de abertura de praticamente todos os álbuns que Tolkki faz. Com bela melodia, mais cadenciada e com duetos de Jorn e Russel.
Em seguida, uma das melhores faixas: "Down From The Mountain". Novamente cantadas por ambos, o destaque aqui é Jorn Lande. Um monstro! Uma faixa pesada e que nos transporta para os tempos de Destiny (Stratovarius).
Tentando trazer a inspiração do álbum "Fourth Dimension" (Stratovarius), "In The Hands Of Time", cantada por Russel, é mais do mesmo. A faixa apresenta a mesma fórmula usada por Tolkki deste os primórdios, já um pouco desgastada.
"Solid Ground" é cantada por Jorn Lande. É até engraçado comentar, mas Jorn canta, a faixa vira destaque. Pesada e com um toque dos "Elements" (Stratovarius), é uma das melhores.
A balada "Lady Of Winter", também cantada por Jorn, é mais uma que traz recordações do grande álbum do Stratovarius: "Fourth Dimension". Escalada em ponto estratégico do álbum, sua audição é prazerosa e empolgante.
"Dream About Tomorrow". Uma boa faixa graças ao dueto de Russel e Jorn. A fórmula é a mesma de "Paradise", do álbum "Visions".
Como curto as faixas mais pesadas, "Hymn For The Fallen" também está entre as minhas favoritas. O destaque? Jorn Lande! Provoca arrepios. Russel também vai bem. A levada de bateria desta música traz boas lembranças e uma certa saudade de Jörg Michael, ex-baterista do Stratovarius no auge da banda.
A faixa-título surge despertando curiosidade, até que acaba decepcionando. Tolkki anda investindo em pelo menos uma destas faixas por álbum que faz. Cadenciada ao extremo, o que sinto é vontade de que termine logo.
"Reaching For The Stars" é cantada por Russel. Nada de novo e, além disso, a letra é de Tolkki e também é um clichê de várias letras felizes que já escreveu. Pra mim, a faixa é totalmente uma "filler".
"Bittersweet" é uma balada que surge como encerramento do álbum. Também com fórmula desgastada, esta ao menos funcionou. Possui bela melodia e o nível subiu muito com a performance de Russel.

"The Great Divide" não é um clássico. Também não é um álbum ruim, inclusive está longe disso. É muito melhor que os discos do Avalon, Chaos Magic e Revolution Renaissance, com exceção do primeiro. Na minha opinião, Tolkki deveria somente compôr e tocar, deixando a gravação e mixagem de seus trabalhos para profissionais mais qualificados. Além disso, um produtor experiente poderia auxiliá-lo a aproveitar melhor algumas de suas ideias, o que acontecia por exemplo com o Stratovarius em seus tempos de glória. Não sei o porque e nem se é coincidência, mas geralmente, os artistas que tomam o controle de 100% da produção de seus trabalhos começam a perder qualidade em termos de composição. A única questão aí é: e em comparação com os outros trabalhos do Allen/Lande? Na minha opinião, os álbuns anteriores são bem melhores.

A Frontiers anunciou recentemente que Magnus Karlsson estará novamente à frente do projeto para o quinto álbum.

O melhor de Tolkki desde o primeiro do Revolution Renaissance
3.5
17/10/2017

Com o afastamento do talentosíssimo e extremamente ocupado guitarrista/compositor Magnus Karlsson, neste quarto trabalho as rédeas do projeto Allen/Lande foram passadas para Timo Tolkki, que agora possui contrato com a Frontiers e é conhecido por liderar enquanto membro as bandas de Power Metal Stratovarius e Revolution Renaissance. Atualmente Tolkki está a frente do projeto Avalon, tendo até este momento lançado dois álbuns. Recentemente, lançou também um álbum do projeto chamado "Chaos Magic" com a vocalista chilena Caterina Nix. Para este trabalho, Tolkki contou com o auxílio de Jorn Lande para a maioria das letras e também algumas melodias vocais.
"The Great Divide", perdoem-me pelo trocadilho, realmente divide opiniões. Fácil é, para Timo Tolkki, contar com dois dos melhores vocalistas da cena, que transformam qualquer canção em algo notável. Russel Allen e Jorn Lande são destaques absolutos também neste novo trabalho. A nível de composições, arrisco-me a dizer que Tolkki fez um grande trabalho. Claro que não é possível compará-lo com os álbuns dos seus dias de glória, mas o classifico como o melhor álbum que Tolki fez desde o primeiro álbum do Revolution Renaissance, que foi composto na época com o intuito de ter sido gravado pelo Stratovarius.

O álbum começa com "Come And Dream With Me". É uma faixa típica de abertura de praticamente todos os álbuns que Tolkki faz. Com bela melodia, mais cadenciada e com duetos de Jorn e Russel.
Em seguida, uma das melhores faixas: "Down From The Mountain". Novamente cantadas por ambos, o destaque aqui é Jorn Lande. Um monstro! Uma faixa pesada e que nos transporta para os tempos de Destiny (Stratovarius).
Tentando trazer a inspiração do álbum "Fourth Dimension" (Stratovarius), "In The Hands Of Time", cantada por Russel, é mais do mesmo. A faixa apresenta a mesma fórmula usada por Tolkki deste os primórdios, já um pouco desgastada.
"Solid Ground" é cantada por Jorn Lande. É até engraçado comentar, mas Jorn canta, a faixa vira destaque. Pesada e com um toque dos "Elements" (Stratovarius), é uma das melhores.
A balada "Lady Of Winter", também cantada por Jorn, é mais uma que traz recordações do grande álbum do Stratovarius: "Fourth Dimension". Escalada em ponto estratégico do álbum, sua audição é prazerosa e empolgante.
"Dream About Tomorrow". Uma boa faixa graças ao dueto de Russel e Jorn. A fórmula é a mesma de "Paradise", do álbum "Visions".
Como curto as faixas mais pesadas, "Hymn For The Fallen" também está entre as minhas favoritas. O destaque? Jorn Lande! Provoca arrepios. Russel também vai bem. A levada de bateria desta música traz boas lembranças e uma certa saudade de Jörg Michael, ex-baterista do Stratovarius no auge da banda.
A faixa-título surge despertando curiosidade, até que acaba decepcionando. Tolkki anda investindo em pelo menos uma destas faixas por álbum que faz. Cadenciada ao extremo, o que sinto é vontade de que termine logo.
"Reaching For The Stars" é cantada por Russel. Nada de novo e, além disso, a letra é de Tolkki e também é um clichê de várias letras felizes que já escreveu. Pra mim, a faixa é totalmente uma "filler".
"Bittersweet" é uma balada que surge como encerramento do álbum. Também com fórmula desgastada, esta ao menos funcionou. Possui bela melodia e o nível subiu muito com a performance de Russel.

"The Great Divide" não é um clássico. Também não é um álbum ruim, inclusive está longe disso. É muito melhor que os discos do Avalon, Chaos Magic e Revolution Renaissance, com exceção do primeiro. Na minha opinião, Tolkki deveria somente compôr e tocar, deixando a gravação e mixagem de seus trabalhos para profissionais mais qualificados. Além disso, um produtor experiente poderia auxiliá-lo a aproveitar melhor algumas de suas ideias, o que acontecia por exemplo com o Stratovarius em seus tempos de glória. Não sei o porque e nem se é coincidência, mas geralmente, os artistas que tomam o controle de 100% da produção de seus trabalhos começam a perder qualidade em termos de composição. A única questão aí é: e em comparação com os outros trabalhos do Allen/Lande? Na minha opinião, os álbuns anteriores são bem melhores.

A Frontiers anunciou recentemente que Magnus Karlsson estará novamente à frente do projeto para o quinto álbum.

Sample photo

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


Quer Mais?

Veja as nossas recomendações:

Album Cover

Avantasia - Moonglow (2019)

Ainda bem que não se tornou um disco solo!
4.5
Por: João Paulo
16/02/2019
Album Cover

Kamelot - Silverthorn (2012)

O primeiro da nova fase
4.5
Por: André Luiz Paiz
20/09/2018
Album Cover

Savatage - Handful Of Rain (1994)

Um clássico lançado após uma tragédia
5
Por: André Luiz Paiz
05/10/2017