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Resenha: Comedy Of Errors - House of the Mind (2017)

Por: Tiago Meneses

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Mais um grande disco da banda.
4
14/10/2017

Apesar da história da banda ter começado por volta de 1985, muitas reviravoltas aconteceram até que somente no ano 2011 eles pudessem começar a lançar seus discos, onde House Of The Mind é o seu quarto registro (se não contar a coleção de Demos que lançaram em 1988). Pegando pelo que a banda vem fazendo durante os anos, uma pena ter somente quatro álbuns até então, pois todos são extremamente belos. Após três lançamentos de alto nível é normal que comecem a sentir uma certa responsabilidade em manter a sua qualidade, mas que no final das contas é uma prova o qual passam de forma tranquila.

“Tachyon” inicia o álbum de maneira lenta e melodiosa, mas que logo ganha mais corpo conforme aumenta a velocidade até que os vocais entram e o ritmo aumenta dando uma sonoridade rock mais forte à música. Ótimo trabalho de guitarra e excelente atmosfera marca o início do álbum de maneira brilhante.

A faixa título, “House of the Mind”, é ambiciosa. Desde o seu início há sons e ideias complexas. A banda se mostra bastante inventiva, às vezes em linhas atmosféricas e em outros momentos mais rítmicos, guitarras brilhantes e um trabalho de teclado vívido que é maravilhoso em belas melodias e grande variedade de som. Não há como ouvi-la apenas uma vez e absorver tudo que é oferecido pela faixa, são necessárias algumas audições até chegar ao ponto necessário pra apreciá-la de maneira mais plena possível.

“A Moment's Peace” é uma faixa instrumental que dá um ótimo e inteligente contraste com o épico anterior. Dedilhado e sutis solos de guitarra acústica, bateria e baixo suaves e teclado sempre dando ótima atmosfera. Belíssima música.

“One Fine Day” é a faixa mais curta do disco. Canção fácil e relaxante. Os vocais brilham como sempre, possui momentos liderados por teclados e outros por guitarra. Simples, direta, mas necessária ao álbum.

“Song of Wandering Jacomus” é a outra faixa longa do disco. O ápice criativo da banda é encontrado aqui. Logo no seu início já sentimos que algo grandioso está por vir através de sons mágicos e cósmicos do teclado. Em seguida a música é coberta com uma seção excepcional de guitarra e bateria antes de uma fantástica entrada vocal que junto da atmosfera orquestral criada pela banda dá uma sensação onírica ao som da canção. “Song of Wandering Jacomus” se desenvolve de maneira tão natural que não percebemos seus quase quatorze minutos de duração. Os teclados e guitarra são novamente o carro chefe, criando inclusive em determinado momento temas clássicos que a engrandecem fazendo desta uma das melhores faixas já compostas pela banda.

“Ever be the Prize” é uma faixa bônus. A introdução bela, cósmica e de dois minutos não dá uma pista sobre o ritmo que ira vir. Então começa um rock simples, sólido e direto. A música se desenvolve com o acompanhamento de sons usuais característico na criação de clima atmosféricos da banda. Tem no meio uma cadencia suave, mas que cresce em harmonia até explodir no final em um ataque pesado de todos os instrumentos sob um solo virtuoso de guitarra.

Novamente a Comedy of Errors presenteia o ouvinte com um álbum brilhante e inspirador, fixando seu nome onde provavelmente já deveria está a bem mais tempo, no rol de grandes bandas de neo progressivo da atualidade.

Mais um grande disco da banda.
4
14/10/2017

Apesar da história da banda ter começado por volta de 1985, muitas reviravoltas aconteceram até que somente no ano 2011 eles pudessem começar a lançar seus discos, onde House Of The Mind é o seu quarto registro (se não contar a coleção de Demos que lançaram em 1988). Pegando pelo que a banda vem fazendo durante os anos, uma pena ter somente quatro álbuns até então, pois todos são extremamente belos. Após três lançamentos de alto nível é normal que comecem a sentir uma certa responsabilidade em manter a sua qualidade, mas que no final das contas é uma prova o qual passam de forma tranquila.

“Tachyon” inicia o álbum de maneira lenta e melodiosa, mas que logo ganha mais corpo conforme aumenta a velocidade até que os vocais entram e o ritmo aumenta dando uma sonoridade rock mais forte à música. Ótimo trabalho de guitarra e excelente atmosfera marca o início do álbum de maneira brilhante.

A faixa título, “House of the Mind”, é ambiciosa. Desde o seu início há sons e ideias complexas. A banda se mostra bastante inventiva, às vezes em linhas atmosféricas e em outros momentos mais rítmicos, guitarras brilhantes e um trabalho de teclado vívido que é maravilhoso em belas melodias e grande variedade de som. Não há como ouvi-la apenas uma vez e absorver tudo que é oferecido pela faixa, são necessárias algumas audições até chegar ao ponto necessário pra apreciá-la de maneira mais plena possível.

“A Moment's Peace” é uma faixa instrumental que dá um ótimo e inteligente contraste com o épico anterior. Dedilhado e sutis solos de guitarra acústica, bateria e baixo suaves e teclado sempre dando ótima atmosfera. Belíssima música.

“One Fine Day” é a faixa mais curta do disco. Canção fácil e relaxante. Os vocais brilham como sempre, possui momentos liderados por teclados e outros por guitarra. Simples, direta, mas necessária ao álbum.

“Song of Wandering Jacomus” é a outra faixa longa do disco. O ápice criativo da banda é encontrado aqui. Logo no seu início já sentimos que algo grandioso está por vir através de sons mágicos e cósmicos do teclado. Em seguida a música é coberta com uma seção excepcional de guitarra e bateria antes de uma fantástica entrada vocal que junto da atmosfera orquestral criada pela banda dá uma sensação onírica ao som da canção. “Song of Wandering Jacomus” se desenvolve de maneira tão natural que não percebemos seus quase quatorze minutos de duração. Os teclados e guitarra são novamente o carro chefe, criando inclusive em determinado momento temas clássicos que a engrandecem fazendo desta uma das melhores faixas já compostas pela banda.

“Ever be the Prize” é uma faixa bônus. A introdução bela, cósmica e de dois minutos não dá uma pista sobre o ritmo que ira vir. Então começa um rock simples, sólido e direto. A música se desenvolve com o acompanhamento de sons usuais característico na criação de clima atmosféricos da banda. Tem no meio uma cadencia suave, mas que cresce em harmonia até explodir no final em um ataque pesado de todos os instrumentos sob um solo virtuoso de guitarra.

Novamente a Comedy of Errors presenteia o ouvinte com um álbum brilhante e inspirador, fixando seu nome onde provavelmente já deveria está a bem mais tempo, no rol de grandes bandas de neo progressivo da atualidade.

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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