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Resenha: Led Zeppelin - Led Zeppelin IV (1971)

Por: Tiago Meneses

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A trilha sonora de muitas vidas e um clássico essencial.
5
11/10/2017

Um disco simplesmente sensacional. A banda pôs novamente em prática o que foi encontrado em Led Zeppelin III, ou seja, uma mistura entre faixas folk acústicas e peças de um rock mais pesado, mas dessa vez em uma combinação perfeita. Ainda que a banda possua em sua discografia outros excelentes discos, nada conseguiu soar como o seu quarto registro, tanto que se trata do seu maior sucesso comercial e o quarto disco mais vendido de todos os tempos. Foi o responsável por colocar a banda no topo do mundo, a estabelecendo como uma das mais importantes da história do rock and roll. Em outras palavras, um clássico essencial.

"Black Dog", que maneira mais sensacional de começar um álbum, alguns efeitos espaciais onde logo em seguida Robert Plant entra com seu famoso vocal, “hey, hey mama said the way you move, gon' make you sweat, gon' make you groove”. Seguido por um dos mais sensíveis e reconhecíveis riffs da história da música e ao contrário do que muitos possam pensar, foi composto por John Paul Jones. Uma faixa com várias paradas, vocal extremamente rock and roll, ótimas linhas de guitarra e uma cozinha poderosa. Um começo sublime pra um disco sensacional. 

“Rock and Roll” soa exatamente como o seu título sugere. Sua batida surgiu de maneira inesperada, quando John Bonham apenas tocava a introdução de uma música de Little Richard, mas que acabou em seguida sendo acompanhado pela banda, onde com isso criariam um dos seus maiores clássicos. Outro riff genial de guitarra, baixo e bateria dançante, além de um vocal poderoso. A música também tem um famoso solo de bateria no seu momento final. 

“The Battle of Evermore” tem referências místicas ao Senhor dos Anéis, um trabalho mágico de bandolim e guitarra que funciona perfeitamente bem. Destaque também para o enriquecimento sonoro trazido por Sandy Denny da banda Fairport Convention, que estava no auge da fama e que através de assustadores vocais que fazem eco em Robert Plant edificaram a música. Uma canção que dá um sentimento de épico apesar de possuir menos de seis minutos. 

"Stairway To Heaven" é um dos momentos mais conhecidos e soberbos de toda a história da música. Tem aquelas pessoas que dizem que se trata de uma obra superestimada, mas não, ela carrega e com todos os méritos os louros com que lhe são agraciados. Tal como acontece com todas as grandes músicas, teve detratores de grupos religiosos fundamentalistas e ministros alegando que a faixa continha mensagens e segredos de cunho satanista. A obra-prima começa silenciosamente, com guitarras acústicas e uma boa flauta tocada por John Paul Jones, os vocais sublimes vão cada vez crescendo mais em intensidade quando a bateria também aparece pra compor a música. Tudo continua sereno até que uma ponta liga a música à entrada de um dos solos de guitarra mais emblemáticos de todos os tempos. A faixa entra em uma crescente e fica mais emocional até chegar ao fim com Robert Plant cantando os últimos versos da canção. 

“Misty Mountain Hop” começa com mais um grande riff, primeiramente executado pelo piano elétrico de John Paul Jones e logo em seguida pela guitarra e bateria. Essa faixa também tem referências diretas aos trabalhos de Tolkien. Embora seja uma música de sonoridade pesada ela também consegue evocar sentimentos hippies como em momentos mais suaves do disco. Uma faixa de muito swing e pra agitar qualquer show. 

“Four Stick” provavelmente seja a música mais esquecida do álbum. Apesar de passar despercebido, esse padrão de bateria é tão complicado que John Bonham demorou até conseguir aprender a executá-lo, tendo por fim utilizado quatro baquetas pra conseguir o efeito apresentado. Inclusive o nome da faixa se dá por conta desse ocorrido. Tem um riff de guitarra pesado e atmosfera hipnótica. 

“Going To California” é uma homenagem a Joni Mitchell ao melhor estilo folk americano. As camadas de instrumentos acústicos torna a música mais complexa do que aparentemente é. Robert Plant canta de maneira brilhante.

“When the Levee Breaks" é uma versão renovada (e parcialmente reescrita) da original composta por Kansas Joe McCoy e sua esposa, Memphis Minnie. Muito bluesy, a harmônica é brilhante e ouvinte pode sentir a dor na voz de Robert Plant. Possui um estilo rítmico maravilhoso. Vai se construindo até chegar a uma conclusão mais completa, a atmosfera gerada tem a capacidade de fazer o ouvinte ser transportado para outra terra. Somente o Led Zeppelin conseguiu fazer isso na época nesse estilo musical, uma tendência ferozmente original para uma banda de rock. 

Led Zeppelin IV é a trilha sonora de muitas vidas e um clássico essencial. Um disco que merece todos os louvores que lhe são atribuídos. Sua importância permanece intacta com o passar das décadas. Esta aglomeração de oito músicas de rock and roll e folk são efetuadas em uma harmonia incrível e química sublime.

A trilha sonora de muitas vidas e um clássico essencial.
5
11/10/2017

Um disco simplesmente sensacional. A banda pôs novamente em prática o que foi encontrado em Led Zeppelin III, ou seja, uma mistura entre faixas folk acústicas e peças de um rock mais pesado, mas dessa vez em uma combinação perfeita. Ainda que a banda possua em sua discografia outros excelentes discos, nada conseguiu soar como o seu quarto registro, tanto que se trata do seu maior sucesso comercial e o quarto disco mais vendido de todos os tempos. Foi o responsável por colocar a banda no topo do mundo, a estabelecendo como uma das mais importantes da história do rock and roll. Em outras palavras, um clássico essencial.

"Black Dog", que maneira mais sensacional de começar um álbum, alguns efeitos espaciais onde logo em seguida Robert Plant entra com seu famoso vocal, “hey, hey mama said the way you move, gon' make you sweat, gon' make you groove”. Seguido por um dos mais sensíveis e reconhecíveis riffs da história da música e ao contrário do que muitos possam pensar, foi composto por John Paul Jones. Uma faixa com várias paradas, vocal extremamente rock and roll, ótimas linhas de guitarra e uma cozinha poderosa. Um começo sublime pra um disco sensacional. 

“Rock and Roll” soa exatamente como o seu título sugere. Sua batida surgiu de maneira inesperada, quando John Bonham apenas tocava a introdução de uma música de Little Richard, mas que acabou em seguida sendo acompanhado pela banda, onde com isso criariam um dos seus maiores clássicos. Outro riff genial de guitarra, baixo e bateria dançante, além de um vocal poderoso. A música também tem um famoso solo de bateria no seu momento final. 

“The Battle of Evermore” tem referências místicas ao Senhor dos Anéis, um trabalho mágico de bandolim e guitarra que funciona perfeitamente bem. Destaque também para o enriquecimento sonoro trazido por Sandy Denny da banda Fairport Convention, que estava no auge da fama e que através de assustadores vocais que fazem eco em Robert Plant edificaram a música. Uma canção que dá um sentimento de épico apesar de possuir menos de seis minutos. 

"Stairway To Heaven" é um dos momentos mais conhecidos e soberbos de toda a história da música. Tem aquelas pessoas que dizem que se trata de uma obra superestimada, mas não, ela carrega e com todos os méritos os louros com que lhe são agraciados. Tal como acontece com todas as grandes músicas, teve detratores de grupos religiosos fundamentalistas e ministros alegando que a faixa continha mensagens e segredos de cunho satanista. A obra-prima começa silenciosamente, com guitarras acústicas e uma boa flauta tocada por John Paul Jones, os vocais sublimes vão cada vez crescendo mais em intensidade quando a bateria também aparece pra compor a música. Tudo continua sereno até que uma ponta liga a música à entrada de um dos solos de guitarra mais emblemáticos de todos os tempos. A faixa entra em uma crescente e fica mais emocional até chegar ao fim com Robert Plant cantando os últimos versos da canção. 

“Misty Mountain Hop” começa com mais um grande riff, primeiramente executado pelo piano elétrico de John Paul Jones e logo em seguida pela guitarra e bateria. Essa faixa também tem referências diretas aos trabalhos de Tolkien. Embora seja uma música de sonoridade pesada ela também consegue evocar sentimentos hippies como em momentos mais suaves do disco. Uma faixa de muito swing e pra agitar qualquer show. 

“Four Stick” provavelmente seja a música mais esquecida do álbum. Apesar de passar despercebido, esse padrão de bateria é tão complicado que John Bonham demorou até conseguir aprender a executá-lo, tendo por fim utilizado quatro baquetas pra conseguir o efeito apresentado. Inclusive o nome da faixa se dá por conta desse ocorrido. Tem um riff de guitarra pesado e atmosfera hipnótica. 

“Going To California” é uma homenagem a Joni Mitchell ao melhor estilo folk americano. As camadas de instrumentos acústicos torna a música mais complexa do que aparentemente é. Robert Plant canta de maneira brilhante.

“When the Levee Breaks" é uma versão renovada (e parcialmente reescrita) da original composta por Kansas Joe McCoy e sua esposa, Memphis Minnie. Muito bluesy, a harmônica é brilhante e ouvinte pode sentir a dor na voz de Robert Plant. Possui um estilo rítmico maravilhoso. Vai se construindo até chegar a uma conclusão mais completa, a atmosfera gerada tem a capacidade de fazer o ouvinte ser transportado para outra terra. Somente o Led Zeppelin conseguiu fazer isso na época nesse estilo musical, uma tendência ferozmente original para uma banda de rock. 

Led Zeppelin IV é a trilha sonora de muitas vidas e um clássico essencial. Um disco que merece todos os louvores que lhe são atribuídos. Sua importância permanece intacta com o passar das décadas. Esta aglomeração de oito músicas de rock and roll e folk são efetuadas em uma harmonia incrível e química sublime.

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