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Resenha: Caravan - In The Land Of Grey And Pink (1971)

Por: Tiago Meneses

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O melhor disco da cena de Canterbury.
5
11/10/2017

Considero In the Land of Grey and Pink da Caravan o melhor disco da cena Canterbury. Uma verdadeira estranheza musical inglesa temperada com um pouco de capricho, exatamente o que a vertente pede, com muito rock progressivo, jazz e música psicodélica. 

O disco abre com “Golf Girl”, uma música tipicamente britânica, letras divertidas e de uma batida comercial bem com a cara das canções feitas na era pós-psicodélica. Daquele tipo que coloca o ouvinte pra cima e o faz querer cantar junto. O destaque fica por conta de um órgão bastante criativo dando o tom através de uma bela cama melódica para a música.

“Winter Wine" tem uma linha vocal que me faz remeter ao Moody Blues. Também carrega uma encantadora melodia folk enraizada nas praticadas por Roy Harper. Mas apesar dessas duas referências, o som é bastante singular. Richard Sinclair fez nessa faixa uma espécie de premonição da musicalidade que levaria em sua ida ao Camel no final dos anos 70. Carrega uma instrumental com seção rítmica de guitarra simples, porém extremamente agradável. Confesso que se eu fosse criticar algo, criticaria os trabalhos de teclados que ficaram basicamente relegados, mas mesmo assim, uma grande canção.

A terceira faixa do álbum, “Love to Love You (And Tonight Pigs Will Fly)”, é uma música que eu defino como extremamente enganadora em vários aspectos, e que pode ser vista como somente uma canção pop, fato que não é. Algo que passa despercebido, por exemplo, é que ela é completamente feita em 7/8, uma característica progressiva inclusive, mas quase camuflada aqui. Outro ponto é a letra cantada sobre um arranjo aparentemente doce e inocente, passa longe de ter esse resultado quando analisada mais a fundo, podendo-se notar inclusive toques bastante obscuros. Uma canção que soa simples, mas possui as suas peculiaridades.

“In The Land Of Grey And Pink” é uma canção simples e muito bem cadenciada pelo baixo, bateria e guitarra acústica, além, claro, sem deixar de mencionar o belíssimo solo de piano que encaixa perfeitamente no meio da canção. Não existe muito a que se destacar aqui, mas ao mesmo tempo não a nada pra ser criticado também. Tudo soa como tem que soar.

Mas o melhor do álbum está no final através de, “Nine Feet Underground". Um épico de quase vinte e três minutos dividido em oito capítulos. A faixa é uma grande mistura de música sinfônica, progressiva e psicodélica, com inúmeras peças de solos se espalhando por toda parte. O que torna esta canção uma obra tão significativa pra mim é o fato de que ela permaneça interessante em toda sua totalidade. Todos os instrumentos interagem o tempo todo para fornecer este resultado aventureiro que é abundante em criatividade e melodia. Umas das grandes suítes produzidas na frutífera primeira metade da década de 70 para o rock progressivo.

Não há o que dizer em relação a cena Canterbury e o álbum “In The Land Of Grey And Pink” senão que trata-se do maior exemplo de um dos grandes movimentos musicais do rock progressivo. Uma verdadeira joia e que serviu de espelho pra tantos outros tesouros que vieram em seguida. Altamente recomendado.

O melhor disco da cena de Canterbury.
5
11/10/2017

Considero In the Land of Grey and Pink da Caravan o melhor disco da cena Canterbury. Uma verdadeira estranheza musical inglesa temperada com um pouco de capricho, exatamente o que a vertente pede, com muito rock progressivo, jazz e música psicodélica. 

O disco abre com “Golf Girl”, uma música tipicamente britânica, letras divertidas e de uma batida comercial bem com a cara das canções feitas na era pós-psicodélica. Daquele tipo que coloca o ouvinte pra cima e o faz querer cantar junto. O destaque fica por conta de um órgão bastante criativo dando o tom através de uma bela cama melódica para a música.

“Winter Wine" tem uma linha vocal que me faz remeter ao Moody Blues. Também carrega uma encantadora melodia folk enraizada nas praticadas por Roy Harper. Mas apesar dessas duas referências, o som é bastante singular. Richard Sinclair fez nessa faixa uma espécie de premonição da musicalidade que levaria em sua ida ao Camel no final dos anos 70. Carrega uma instrumental com seção rítmica de guitarra simples, porém extremamente agradável. Confesso que se eu fosse criticar algo, criticaria os trabalhos de teclados que ficaram basicamente relegados, mas mesmo assim, uma grande canção.

A terceira faixa do álbum, “Love to Love You (And Tonight Pigs Will Fly)”, é uma música que eu defino como extremamente enganadora em vários aspectos, e que pode ser vista como somente uma canção pop, fato que não é. Algo que passa despercebido, por exemplo, é que ela é completamente feita em 7/8, uma característica progressiva inclusive, mas quase camuflada aqui. Outro ponto é a letra cantada sobre um arranjo aparentemente doce e inocente, passa longe de ter esse resultado quando analisada mais a fundo, podendo-se notar inclusive toques bastante obscuros. Uma canção que soa simples, mas possui as suas peculiaridades.

“In The Land Of Grey And Pink” é uma canção simples e muito bem cadenciada pelo baixo, bateria e guitarra acústica, além, claro, sem deixar de mencionar o belíssimo solo de piano que encaixa perfeitamente no meio da canção. Não existe muito a que se destacar aqui, mas ao mesmo tempo não a nada pra ser criticado também. Tudo soa como tem que soar.

Mas o melhor do álbum está no final através de, “Nine Feet Underground". Um épico de quase vinte e três minutos dividido em oito capítulos. A faixa é uma grande mistura de música sinfônica, progressiva e psicodélica, com inúmeras peças de solos se espalhando por toda parte. O que torna esta canção uma obra tão significativa pra mim é o fato de que ela permaneça interessante em toda sua totalidade. Todos os instrumentos interagem o tempo todo para fornecer este resultado aventureiro que é abundante em criatividade e melodia. Umas das grandes suítes produzidas na frutífera primeira metade da década de 70 para o rock progressivo.

Não há o que dizer em relação a cena Canterbury e o álbum “In The Land Of Grey And Pink” senão que trata-se do maior exemplo de um dos grandes movimentos musicais do rock progressivo. Uma verdadeira joia e que serviu de espelho pra tantos outros tesouros que vieram em seguida. Altamente recomendado.

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