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Resenha: Emerson, Lake And Palmer - Tarkus (1971)

Por: Tiago Meneses

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O rock progressivo em sua essência.
5
10/10/2017

Super grupo é algo que faz parte da cultura do rock à cerca de mais ou menos 50 anos. Mas qual seria o primeiro super grupo da história do rock progressivo? A resposta com 100% de certeza eu não daria, pode existir algum outro antes do Emerson, Lake & Palmer, mas com toda certeza, nenhum outro antes dele juntou três verdadeiros virtuosos em seus respectivos instrumentos.

Formada por Keith Emerson (ex The Nice), Greg Lake (ex King Crimson) e Carl Palmer (ex Atomic Rooster), trata-se um projeto que dificilmente daria errado. Quatro excelentes álbuns no começo dos anos 70 e o nome pra sempre cravado como uma das grandes da história do rock progressivo. O que veio depois pode dividir opiniões, e pra mim, passam longe dos demais discos. Tarkus é sem dúvida alguma um álbum bastante conhecido principalmente por conta da sua canção homônima , uma das mais impressionantes já compostas por uma banda, ainda mais quando se trata de apenas três músicos envolvido. 

O álbum tem o seu início através justamente da faixa, “Tarkus”. Como definir? Como descrever sem usar de palavras exageradas boa parte do tempo? Uma suíte de mais de vinte minutos e dividida em sete partes, 'Eruption', 'Stones Of Years', 'Iconoclast', 'Mass', 'Manticore', 'Battlefield' e 'Aquatarkus', todas muito bem conectadas, coesas, onde três delas possuem vocais e são intercaladas com outras quatro instrumentais. Todas as vezes que eu escuto esse álbum, tenho o hábito de repetir essa faixa antes de deixar segui-lo. É impressionante como os mais de 40 minutos de duas audições passam rápido. Porque eu faço isso? Pelo simples fato de ser uma música que me impressiona do começo ao fim. Logo com o início de ‘Eruption’ eu me pergunto: Como podem ser apenas três músicos fazendo tudo aquilo? O órgão hammond, moog, sintetizadores executados por Keith Emerson são realmente impressionantes, dinâmicos e inventivos. A linha de baixo feita por Greg Lake também é excelente. E claro, não tem como deixar de mencionar Carl Palmer metralhando a bateria dentro da perfeição em uma performance muito mais segura que no disco de estreia. A música flui de maneira dinâmica com mudanças de tempo frequentes. Greg Lake entrega sua voz sempre de forma poderosa, com diversos estilos e carregada de muito sentimento todas as vezes que é acionada. Com certeza que o que eles produzem aqui é uma obra musical verdadeiramente moderna, sofisticada, e que para mim, vai além dos limites do que podemos chamar apenas de rock. É música de vanguarda, é um desafio contra si mesmo e buscando o limite em seus respectivos instrumentos. Não é por menos que já foi alvo de vários estudos em grandes academias por parte de mestres que gostariam de entender mais a fundo o que aqueles jovens com idades de 27(Emerson), 24(Lake) e 21(Palmer) anos queriam dizer através de uma obra de tamanha grandeza como “Tarkus”. Simplesmente sensacional e que já vale todo o álbum. 

A segunda faixa é "Jeremy Bender", música curta que tem como seção rítmica principal um piano sendo executado de forma elegante com  excelente combinação de vocal e percussão. Não é uma música típica do Emerson, Lake & Palmer, mas eu particularmente aprecio bastante esta faixa.

O álbum segue com, "Bitches Crystal". Tem uma abertura que soa parecida com a de “Tarkus”, mas quando o vocal entra percebemos que é bem diferente. Destaque também para a roupagem de piano que a música traz, bastante inventivo. Greg Lake canta em estilo único, com notas altas. O solo de piano é incrível, combinado com linhas de baixo sólidas e uma bateria extremamente enérgica, poderosa. 

"The Only Way" é uma faixa suave e de melodia matadora. Ela começa com a abertura solo de órgão melódico no estilo clássico. Então que entra o vocal da música, fazendo tudo ficar mais melódico ainda com umas notas tristes sob o vocal. No meio da música, o solo de piano se transforma em um estilo jazzy. Simplesmente maravilhosa.

"Infinite Space (Conclusion)" é uma música em que não há muito o que falar, a não ser que trata-se de um trabalho onde o piano/órgão expande-se de maneira absurdamente inventiva. Obviamente, sem nunca deixar de mencionar a cozinha feita pelo baixo de Lake e a bateria de Palmer.

"A Time and a Place", possui grandes sons de órgão, mais um ótimo trabalho de bateria e vocais crescentes. Queria deixar uma dica a quem for ouvir o álbum despretensiosamente. Esta faixa e as duas anteriores devem ser escutadas de forma contínua, pois no fim, formam uma espécie de pequeno épico e nos dão uma sensação diferente e melhor se ao invés disso, ouvi-las separadamente.

A faixa de encerramento é a interpretação da banda em um estilo bem rock 'n' roll. Homenagem a Eddy Offord, uma verdadeira lenda da engenharia de gravação e produção de discos entre várias grandes bandas como Yes, Pallas, Dixie Dregs, Utopia, Taste, Rory Gallagher, Baker Gurvitz Army, além, claro, do Emerson, Lake & Palmer (nos quatro primeiros álbuns) entre outros. Ela não tem absolutamente nada a ver com as demais faixas do disco, é uma espécie de folha solta do trabalho se compararmos com outras faixas, mas nada que tenha capacidade de tirar 1% que seja do brilho do disco.

Não há o que se comentar mais a respeito de Tarkus, a não ser que quem se interessar deve ouvir e tirar a sua própria conclusão. Um disco no mínimo sensacional, principalmente a sua faixa homônima, onde mais do que uma demonstração de pura técnica, encontra-se uma das músicas mais complexas e enigmáticas já compostas na história do rock progressivo, e como dito, capaz de chamar atenção até mesmo de quem não é um acompanhante do gênero. 

O rock progressivo em sua essência.
5
10/10/2017

Super grupo é algo que faz parte da cultura do rock à cerca de mais ou menos 50 anos. Mas qual seria o primeiro super grupo da história do rock progressivo? A resposta com 100% de certeza eu não daria, pode existir algum outro antes do Emerson, Lake & Palmer, mas com toda certeza, nenhum outro antes dele juntou três verdadeiros virtuosos em seus respectivos instrumentos.

Formada por Keith Emerson (ex The Nice), Greg Lake (ex King Crimson) e Carl Palmer (ex Atomic Rooster), trata-se um projeto que dificilmente daria errado. Quatro excelentes álbuns no começo dos anos 70 e o nome pra sempre cravado como uma das grandes da história do rock progressivo. O que veio depois pode dividir opiniões, e pra mim, passam longe dos demais discos. Tarkus é sem dúvida alguma um álbum bastante conhecido principalmente por conta da sua canção homônima , uma das mais impressionantes já compostas por uma banda, ainda mais quando se trata de apenas três músicos envolvido. 

O álbum tem o seu início através justamente da faixa, “Tarkus”. Como definir? Como descrever sem usar de palavras exageradas boa parte do tempo? Uma suíte de mais de vinte minutos e dividida em sete partes, 'Eruption', 'Stones Of Years', 'Iconoclast', 'Mass', 'Manticore', 'Battlefield' e 'Aquatarkus', todas muito bem conectadas, coesas, onde três delas possuem vocais e são intercaladas com outras quatro instrumentais. Todas as vezes que eu escuto esse álbum, tenho o hábito de repetir essa faixa antes de deixar segui-lo. É impressionante como os mais de 40 minutos de duas audições passam rápido. Porque eu faço isso? Pelo simples fato de ser uma música que me impressiona do começo ao fim. Logo com o início de ‘Eruption’ eu me pergunto: Como podem ser apenas três músicos fazendo tudo aquilo? O órgão hammond, moog, sintetizadores executados por Keith Emerson são realmente impressionantes, dinâmicos e inventivos. A linha de baixo feita por Greg Lake também é excelente. E claro, não tem como deixar de mencionar Carl Palmer metralhando a bateria dentro da perfeição em uma performance muito mais segura que no disco de estreia. A música flui de maneira dinâmica com mudanças de tempo frequentes. Greg Lake entrega sua voz sempre de forma poderosa, com diversos estilos e carregada de muito sentimento todas as vezes que é acionada. Com certeza que o que eles produzem aqui é uma obra musical verdadeiramente moderna, sofisticada, e que para mim, vai além dos limites do que podemos chamar apenas de rock. É música de vanguarda, é um desafio contra si mesmo e buscando o limite em seus respectivos instrumentos. Não é por menos que já foi alvo de vários estudos em grandes academias por parte de mestres que gostariam de entender mais a fundo o que aqueles jovens com idades de 27(Emerson), 24(Lake) e 21(Palmer) anos queriam dizer através de uma obra de tamanha grandeza como “Tarkus”. Simplesmente sensacional e que já vale todo o álbum. 

A segunda faixa é "Jeremy Bender", música curta que tem como seção rítmica principal um piano sendo executado de forma elegante com  excelente combinação de vocal e percussão. Não é uma música típica do Emerson, Lake & Palmer, mas eu particularmente aprecio bastante esta faixa.

O álbum segue com, "Bitches Crystal". Tem uma abertura que soa parecida com a de “Tarkus”, mas quando o vocal entra percebemos que é bem diferente. Destaque também para a roupagem de piano que a música traz, bastante inventivo. Greg Lake canta em estilo único, com notas altas. O solo de piano é incrível, combinado com linhas de baixo sólidas e uma bateria extremamente enérgica, poderosa. 

"The Only Way" é uma faixa suave e de melodia matadora. Ela começa com a abertura solo de órgão melódico no estilo clássico. Então que entra o vocal da música, fazendo tudo ficar mais melódico ainda com umas notas tristes sob o vocal. No meio da música, o solo de piano se transforma em um estilo jazzy. Simplesmente maravilhosa.

"Infinite Space (Conclusion)" é uma música em que não há muito o que falar, a não ser que trata-se de um trabalho onde o piano/órgão expande-se de maneira absurdamente inventiva. Obviamente, sem nunca deixar de mencionar a cozinha feita pelo baixo de Lake e a bateria de Palmer.

"A Time and a Place", possui grandes sons de órgão, mais um ótimo trabalho de bateria e vocais crescentes. Queria deixar uma dica a quem for ouvir o álbum despretensiosamente. Esta faixa e as duas anteriores devem ser escutadas de forma contínua, pois no fim, formam uma espécie de pequeno épico e nos dão uma sensação diferente e melhor se ao invés disso, ouvi-las separadamente.

A faixa de encerramento é a interpretação da banda em um estilo bem rock 'n' roll. Homenagem a Eddy Offord, uma verdadeira lenda da engenharia de gravação e produção de discos entre várias grandes bandas como Yes, Pallas, Dixie Dregs, Utopia, Taste, Rory Gallagher, Baker Gurvitz Army, além, claro, do Emerson, Lake & Palmer (nos quatro primeiros álbuns) entre outros. Ela não tem absolutamente nada a ver com as demais faixas do disco, é uma espécie de folha solta do trabalho se compararmos com outras faixas, mas nada que tenha capacidade de tirar 1% que seja do brilho do disco.

Não há o que se comentar mais a respeito de Tarkus, a não ser que quem se interessar deve ouvir e tirar a sua própria conclusão. Um disco no mínimo sensacional, principalmente a sua faixa homônima, onde mais do que uma demonstração de pura técnica, encontra-se uma das músicas mais complexas e enigmáticas já compostas na história do rock progressivo, e como dito, capaz de chamar atenção até mesmo de quem não é um acompanhante do gênero. 

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