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Resenha: Judas Priest - Killing Machine (1978)

Por: Fábio Arthur

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Clamando por metal
4.5
08/10/2019

O Judas Priest trouxe para os fãs de boa música nos anos setenta, uma coleção de ótimos trabalhos, entre eles, esse de 1978 - lançamento britânico e 1979 americano -, "Killing Machine" ou "Hell Bent for Leather", ambos títulos são válidos, porém cada qual por um motivo. O primeiro trata-se da escolha inglesa, o que acabou chocando a major americana, então, mediante ao fato, mudou-se o nome para o segundo título, menos agressivo segundo os norte americanos. 

Esse marca o último disco a contar com Les Binks, que já estava meio descontente com algumas coisas e imposições do grupo, e ao vivo, segundo K.K. Downing, Binks tocava muito bem, mas não tinha o peso que a banda necessitava, então ele resolveu deixar o Priest após o lançamento do ao vivo de 79. 

Foi nesse momento que a banda também adotou para a carreira a vestimenta em couro e tachinhas, fazendo assim um novo estilo e determinando o que no futuro bandas como: Venom, Slayer, Celtic Frost e tantos outros iriam a se valer para usar ao vivo. A primeira aparição do Priest com esses trajes foi na arte do single "Better By You, Better Than Me", de 78 do disco anterior, mas somente se consolidou nesse disco póstumo. 

O álbum permanece um dos melhores da banda e seu som ainda carregava uma boa parcela do estilo setentista, mas mesmo assim, dava para notar a direção que estavam seguindo. Com apenas 35 minutos, o disco chega movido em harmonias, riffs poderosos e muitas vocalizações furiosas de Halford. 

Na produção, o Judas Priest, juntamente à James Guthrie, trouxeram um som mais apurado, deixando tudo bem à vista, tanto nas áreas de cordas, como vocais e percussivas. 

Eles então gravaram o petardo após a tour anterior, vindo do Japão e assim em dois meses conseguiram ir em frente com as novas canções, essas que realmente são um deleite para adeptos do grupo e do metal em si. "Delivering the Goods" traz um rock/metal marcante e com riffs muito bons, além de um final de bateria bem inspirado em Jonh Bonham (Led Zeppelin). "Rock Forever" tem um refrão grudento simplificado, que se ajusta perfeitamente com a elaboração da mesma. A canção "Hell Bent for Leather", single japonês e nome do álbum na América, é uma paulada muito fluente e que acaba sendo um dos pontos altos. "Burnin' Up" tem swing e refrão bem centrado, indo de encontro à veia estrutural da faixa. Uma cover já havia se tornado hábito dentro do Priest, então desta feita uma faixa do Fleetwood Mac intitulada de "The Green Manalish". "Running Wild" é rápida e furiosa, com melodias firmes. Em "Before the Down", Halford lamenta e conta sobre um momento com um amor perdido - fato real esse - talvez seja por esse fator a canção ser emotiva demais e passar uma emoção ao ouvinte fora de comum, além da belíssima voz do Metal God. 

Para a arte, nada mais original e Priest do que o couro envolvido com motociclismo. Um manequim foi arranjado e aí Roslav Szaybo teve a ideia de colocar capacete e couro sob a cabeça do mesmo, com resultado fenomenal.  O logo da banda também obteve algumas mudanças nessa fase e assim o Priest dava indícios de novos rumos como um todo.

Outras canções fazem parte deste clássico, e que culminam na medida certa para o álbum se tornar essa fonte musical extraordinária e importante na discografia do grupo.

Clamando por metal
4.5
08/10/2019

O Judas Priest trouxe para os fãs de boa música nos anos setenta, uma coleção de ótimos trabalhos, entre eles, esse de 1978 - lançamento britânico e 1979 americano -, "Killing Machine" ou "Hell Bent for Leather", ambos títulos são válidos, porém cada qual por um motivo. O primeiro trata-se da escolha inglesa, o que acabou chocando a major americana, então, mediante ao fato, mudou-se o nome para o segundo título, menos agressivo segundo os norte americanos. 

Esse marca o último disco a contar com Les Binks, que já estava meio descontente com algumas coisas e imposições do grupo, e ao vivo, segundo K.K. Downing, Binks tocava muito bem, mas não tinha o peso que a banda necessitava, então ele resolveu deixar o Priest após o lançamento do ao vivo de 79. 

Foi nesse momento que a banda também adotou para a carreira a vestimenta em couro e tachinhas, fazendo assim um novo estilo e determinando o que no futuro bandas como: Venom, Slayer, Celtic Frost e tantos outros iriam a se valer para usar ao vivo. A primeira aparição do Priest com esses trajes foi na arte do single "Better By You, Better Than Me", de 78 do disco anterior, mas somente se consolidou nesse disco póstumo. 

O álbum permanece um dos melhores da banda e seu som ainda carregava uma boa parcela do estilo setentista, mas mesmo assim, dava para notar a direção que estavam seguindo. Com apenas 35 minutos, o disco chega movido em harmonias, riffs poderosos e muitas vocalizações furiosas de Halford. 

Na produção, o Judas Priest, juntamente à James Guthrie, trouxeram um som mais apurado, deixando tudo bem à vista, tanto nas áreas de cordas, como vocais e percussivas. 

Eles então gravaram o petardo após a tour anterior, vindo do Japão e assim em dois meses conseguiram ir em frente com as novas canções, essas que realmente são um deleite para adeptos do grupo e do metal em si. "Delivering the Goods" traz um rock/metal marcante e com riffs muito bons, além de um final de bateria bem inspirado em Jonh Bonham (Led Zeppelin). "Rock Forever" tem um refrão grudento simplificado, que se ajusta perfeitamente com a elaboração da mesma. A canção "Hell Bent for Leather", single japonês e nome do álbum na América, é uma paulada muito fluente e que acaba sendo um dos pontos altos. "Burnin' Up" tem swing e refrão bem centrado, indo de encontro à veia estrutural da faixa. Uma cover já havia se tornado hábito dentro do Priest, então desta feita uma faixa do Fleetwood Mac intitulada de "The Green Manalish". "Running Wild" é rápida e furiosa, com melodias firmes. Em "Before the Down", Halford lamenta e conta sobre um momento com um amor perdido - fato real esse - talvez seja por esse fator a canção ser emotiva demais e passar uma emoção ao ouvinte fora de comum, além da belíssima voz do Metal God. 

Para a arte, nada mais original e Priest do que o couro envolvido com motociclismo. Um manequim foi arranjado e aí Roslav Szaybo teve a ideia de colocar capacete e couro sob a cabeça do mesmo, com resultado fenomenal.  O logo da banda também obteve algumas mudanças nessa fase e assim o Priest dava indícios de novos rumos como um todo.

Outras canções fazem parte deste clássico, e que culminam na medida certa para o álbum se tornar essa fonte musical extraordinária e importante na discografia do grupo.

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