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Resenha: Jumpscare - Don't Close Your Eyes (2019)

Por: Diógenes Ferreira

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Italianos com os pés no Death Melódico
4
06/10/2019

Fundada em novembro de 2015 pelo baterista Graziano Ciccarelli com seu irmão Salvatore Ciccarelli no baixo, a Jumpscare veio para assustar de forma impactante o ouvinte com seu som calcado na escola sueca do Death Melódico e no Metalcore americano. Unidos atualmente à Ciro "Kirion" Silvano (Vocals), Andrea Di Martino (Lead Guitars) e Vincenzo "Vic" Mussolino (Rhytm Guitar), essa formação da Jumpscare após as obras iniciais Three Marks of Dreams e Sowing Storms, sua demo e EP respectivamente gravadas com outro vocalista Lorenzo Gallo, agora finalmente chegam ao seu álbum de estreia, que ainda de forma independente, mas apresentando uma excelente qualidade sonora, mostra que a banda tem todo potencial para atingir bons resultados. Embora independente, o álbum Don’t Close Your Eyes foi produzido por Tommaso Monticelli (GENUS ORDINIS DEI) no estúdio Sonitus em Crema, na Itália e será distribuído pela VAULT LAB RECORDINGS.

Mesmo não sendo um álbum conceitual, os temas abordam uma crítica em sua totalidade a toda a modernidade e vida que nos rodeia, sendo um convite ao despertar da consciência para entender que um mundo diferente é possível, portanto, não feche os olhos! Dessa forma, Dead Bodies abre o disco com a potência e synths que passeiam pela veia do grande Dark Tranquillity e entregam já de cara essa ótima influência. Essa canção inclusive foi escolhida como primeiro single do álbum já ganhando um vídeo, muito bem gravado por sinal. Na sequência vem na linha Insomnium/Soilwork a faixa-título do álbum, com uma pungente melodia que norteia toda a faixa com destaque para os vocais versáteis de Kirion que vão do rasgado ao gutural e um solo curto mas bem encaixado. Depois Arch Enemy e Carnal Forge vem à cabeça com a faixa Earth Decay, destilando peso e melodias na medida certa, bateria marcando e mais solos eficientes. Falling Tears traz uma intro que vai se desenvolvendo para o clima central da música que é conduzido pelos vocais de Kirion que traz enorme semelhança aos de Mikael Stanne do Dark Tranquillity, não obstante, com o instrumental também lembrando mais uma vez as características dos suecos, com tons mais viajantes e soturnos, mas também com influências identificáveis de Darkest Hour. E vem Mate Feed Kill Repeat também trazendo essa áurea Dakest Hour/Dark Tranquillity à tona. O interessante é que o Jumpscare apresenta essas influências, mas de uma maneira bem particular, principalmente nos solos de guitarra que são bem característicos, com uma marca própria de Andrea Di Martino sendo mostrada em todo o álbum. Porém, os riffs de Vincenzo Mussolino não ficam atrás e fica bem evidente na faixa seguinte Paralyzed, com os riffs matando a pau na música inteira e o peso do baixo de Salvatore Ciccarelli. Esse trabalho de guitarras é bem definido pela dupla, com Mussolino sendo responsável pelas bases e Martino encarregado pelos solos. A faixa vai encerrando com a bateria de Graziano Ciccarelli caprichando nas viradas e nos bumbos constantes. Seventh Circle vem de uma maneira mais melódica na linha Children of Bodom, mas ainda assim mais cadenciada que a banda de Alexi Laiho. A música Sickness fecha o álbum trazendo alguns arranjos sinfônicos que contrastam com o peso da canção e com os vocais desesperados de Kirion, além de serem envolvidos por melodias de guitarras que grudam na cabeça e se repetem ao longo da faixa, encerrando esse ótimo debut da Jumpscare.

Diante do que a banda já havia apresentado na demo Three Marks of Dreams e no EP Sowing Storms, é notório a evolução sonora que a banda atinge nesse seu primeiro full length, trazendo a qualidade que de forma tímida a banda já apresentava anteriormente, mas agora saindo das características alternativas que se mostravam no início de carreira, agora elevando a potência e entrando com os dois pés no Death Metal Melódico que At The Gates, In Flames e Dark Tranquillity trouxeram à tona mundialmente, sendo batizado de Gothenburg Sound. A formação ganhou bastante com a versatilidade vocal de Ciro Silvano e a cozinha dos irmãos Ciccarelli se estabilizou de forma potente e segura. Então podemos falar que agora, a Itália também ganha um representante de peso no Melodic Death que já estreia com o pé direito na busca por seu lugar ao sol. 

Confira também a entrevista com o baterista Graziano Ciccarelli para o 80 Minutos: 80minutos.com.br/interview.php?interview=41

Italianos com os pés no Death Melódico
4
06/10/2019

Fundada em novembro de 2015 pelo baterista Graziano Ciccarelli com seu irmão Salvatore Ciccarelli no baixo, a Jumpscare veio para assustar de forma impactante o ouvinte com seu som calcado na escola sueca do Death Melódico e no Metalcore americano. Unidos atualmente à Ciro "Kirion" Silvano (Vocals), Andrea Di Martino (Lead Guitars) e Vincenzo "Vic" Mussolino (Rhytm Guitar), essa formação da Jumpscare após as obras iniciais Three Marks of Dreams e Sowing Storms, sua demo e EP respectivamente gravadas com outro vocalista Lorenzo Gallo, agora finalmente chegam ao seu álbum de estreia, que ainda de forma independente, mas apresentando uma excelente qualidade sonora, mostra que a banda tem todo potencial para atingir bons resultados. Embora independente, o álbum Don’t Close Your Eyes foi produzido por Tommaso Monticelli (GENUS ORDINIS DEI) no estúdio Sonitus em Crema, na Itália e será distribuído pela VAULT LAB RECORDINGS.

Mesmo não sendo um álbum conceitual, os temas abordam uma crítica em sua totalidade a toda a modernidade e vida que nos rodeia, sendo um convite ao despertar da consciência para entender que um mundo diferente é possível, portanto, não feche os olhos! Dessa forma, Dead Bodies abre o disco com a potência e synths que passeiam pela veia do grande Dark Tranquillity e entregam já de cara essa ótima influência. Essa canção inclusive foi escolhida como primeiro single do álbum já ganhando um vídeo, muito bem gravado por sinal. Na sequência vem na linha Insomnium/Soilwork a faixa-título do álbum, com uma pungente melodia que norteia toda a faixa com destaque para os vocais versáteis de Kirion que vão do rasgado ao gutural e um solo curto mas bem encaixado. Depois Arch Enemy e Carnal Forge vem à cabeça com a faixa Earth Decay, destilando peso e melodias na medida certa, bateria marcando e mais solos eficientes. Falling Tears traz uma intro que vai se desenvolvendo para o clima central da música que é conduzido pelos vocais de Kirion que traz enorme semelhança aos de Mikael Stanne do Dark Tranquillity, não obstante, com o instrumental também lembrando mais uma vez as características dos suecos, com tons mais viajantes e soturnos, mas também com influências identificáveis de Darkest Hour. E vem Mate Feed Kill Repeat também trazendo essa áurea Dakest Hour/Dark Tranquillity à tona. O interessante é que o Jumpscare apresenta essas influências, mas de uma maneira bem particular, principalmente nos solos de guitarra que são bem característicos, com uma marca própria de Andrea Di Martino sendo mostrada em todo o álbum. Porém, os riffs de Vincenzo Mussolino não ficam atrás e fica bem evidente na faixa seguinte Paralyzed, com os riffs matando a pau na música inteira e o peso do baixo de Salvatore Ciccarelli. Esse trabalho de guitarras é bem definido pela dupla, com Mussolino sendo responsável pelas bases e Martino encarregado pelos solos. A faixa vai encerrando com a bateria de Graziano Ciccarelli caprichando nas viradas e nos bumbos constantes. Seventh Circle vem de uma maneira mais melódica na linha Children of Bodom, mas ainda assim mais cadenciada que a banda de Alexi Laiho. A música Sickness fecha o álbum trazendo alguns arranjos sinfônicos que contrastam com o peso da canção e com os vocais desesperados de Kirion, além de serem envolvidos por melodias de guitarras que grudam na cabeça e se repetem ao longo da faixa, encerrando esse ótimo debut da Jumpscare.

Diante do que a banda já havia apresentado na demo Three Marks of Dreams e no EP Sowing Storms, é notório a evolução sonora que a banda atinge nesse seu primeiro full length, trazendo a qualidade que de forma tímida a banda já apresentava anteriormente, mas agora saindo das características alternativas que se mostravam no início de carreira, agora elevando a potência e entrando com os dois pés no Death Metal Melódico que At The Gates, In Flames e Dark Tranquillity trouxeram à tona mundialmente, sendo batizado de Gothenburg Sound. A formação ganhou bastante com a versatilidade vocal de Ciro Silvano e a cozinha dos irmãos Ciccarelli se estabilizou de forma potente e segura. Então podemos falar que agora, a Itália também ganha um representante de peso no Melodic Death que já estreia com o pé direito na busca por seu lugar ao sol. 

Confira também a entrevista com o baterista Graziano Ciccarelli para o 80 Minutos: 80minutos.com.br/interview.php?interview=41

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