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Resenha: Saxon - Innocence Is No Excuse (1985)

Por: Marcel Z. Dio

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Album Cover
Entrando de vez na fase comercial
4
04/10/2019

Em meados de 1985, o Saxon colhia os frutos de uma discografia impecável, com uma fileira de pelo menos 5 clássicos indiscutíveis. A transição com Crusader, foi o primeiro degrau para alcançar o mercado americano e expandir sua marca. O próximo passo equalizou o som para algo próximo as bandas de hard rock oriundas de Los Angeles. Na época esse passo não foi bem visto, tirando da boca de muitos, o velho e conhecido jargão : - "Eles se venderam". Mas o que é um grupo do porte do Saxon, se não uma empresa também ?.
Mesmo com esse cabo de guerra entre os fãs, Innocence is no Excuse tem bons momentos. Dando um forward nessa fita, fica mais interessante ouvir o disco nos dias atuais e entender que essa etapa foi crucial para o desenvolvimento deles.
Canções como "Rock Again" flertavam com o AOR. Teclado sutil, riffs menos speed e refrões de arena, ganhavam força com o som mais lapidado, num processo iniciado a partir de Power And Glory (1983).
A mesma impressão fica em hits como "Back on the Streets" e a semi balada "Broken Heroes", - faixa com harmonia simples e batida perfeita para tocar em FM, copiando a receita de Survivor e Europe.

O que mantem o equilíbrio em Innocence is no Excuse é um pé no futuro e outro no "recente" passado, pois não abandonaram de forma tão abrupta a maneira de compor. O exemplo pode ser encontrado nas agitadas "Devil Rides Out", "Gonna Shout", "Everybody Up" e "Raise Some Hell".

Fechando o bolachão, temos a curiosa "Give It Everything You've Got", com uma introdução de bateria e riffs chupinhados de Hot For Teacher do Van Halen.

A fase "comercial" estendeu-se até o controverso Destiny. Ali o Saxon pode ter provado do próprio veneno, pois se em Innocence Is No Excuse o direcionamento sonoro partiu da banda, mantendo o pique em Rock the Nations, em Destiny ficaram refém da gravadora por mais hits. Isso desagradou os membros e o preço pago foi o trabalho mais fraco do Saxon, onde o melhor resultado saiu do cover para Ride Like The Wind (Christopher Cross).
A fotografia provocante tirada pelo inglês Gered Mankowitz, foi de uma modelo de apenas 17 anos, chamada Marylin.

Entrando de vez na fase comercial
4
04/10/2019

Em meados de 1985, o Saxon colhia os frutos de uma discografia impecável, com uma fileira de pelo menos 5 clássicos indiscutíveis. A transição com Crusader, foi o primeiro degrau para alcançar o mercado americano e expandir sua marca. O próximo passo equalizou o som para algo próximo as bandas de hard rock oriundas de Los Angeles. Na época esse passo não foi bem visto, tirando da boca de muitos, o velho e conhecido jargão : - "Eles se venderam". Mas o que é um grupo do porte do Saxon, se não uma empresa também ?.
Mesmo com esse cabo de guerra entre os fãs, Innocence is no Excuse tem bons momentos. Dando um forward nessa fita, fica mais interessante ouvir o disco nos dias atuais e entender que essa etapa foi crucial para o desenvolvimento deles.
Canções como "Rock Again" flertavam com o AOR. Teclado sutil, riffs menos speed e refrões de arena, ganhavam força com o som mais lapidado, num processo iniciado a partir de Power And Glory (1983).
A mesma impressão fica em hits como "Back on the Streets" e a semi balada "Broken Heroes", - faixa com harmonia simples e batida perfeita para tocar em FM, copiando a receita de Survivor e Europe.

O que mantem o equilíbrio em Innocence is no Excuse é um pé no futuro e outro no "recente" passado, pois não abandonaram de forma tão abrupta a maneira de compor. O exemplo pode ser encontrado nas agitadas "Devil Rides Out", "Gonna Shout", "Everybody Up" e "Raise Some Hell".

Fechando o bolachão, temos a curiosa "Give It Everything You've Got", com uma introdução de bateria e riffs chupinhados de Hot For Teacher do Van Halen.

A fase "comercial" estendeu-se até o controverso Destiny. Ali o Saxon pode ter provado do próprio veneno, pois se em Innocence Is No Excuse o direcionamento sonoro partiu da banda, mantendo o pique em Rock the Nations, em Destiny ficaram refém da gravadora por mais hits. Isso desagradou os membros e o preço pago foi o trabalho mais fraco do Saxon, onde o melhor resultado saiu do cover para Ride Like The Wind (Christopher Cross).
A fotografia provocante tirada pelo inglês Gered Mankowitz, foi de uma modelo de apenas 17 anos, chamada Marylin.

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