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Resenha: Steven Wilson - To The Bone (2017)

Por: Tiago Meneses

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Uma música pop moderna com raízes vibrantes
4
10/10/2017

Antes que o seu mais novo disco, To The Bone, fosse lançado de fato, Steven Wilson pré-lançou quase metade das faixas, provavelmente uma ideia pra maximizar a discussão antes do lançamento e até mesmo “vacinar” aqueles que estavam por fora de suas declarações acerca de sua nova empreitada, que é a de celebrar trabalhos dos anos 80 que ele gosta e o influenciou aqui como So de Peter Gabriel e Hounds Of Love de Kate Bush. Não se trata de um disco conceitual como os anteriores e as linguagens são mais amenas, suaves, um “pop progressivo” de seguimento mais comercial e ainda inédito na carreira de Steven Wilson.

O álbum abre com a faixa título, uma voz feminina falando algo sobre o fato de todos terem uma percepção do que é ou não verdade. Um momento atmosférico antes das primeiras frases na voz clara de Steven Wilson. É cheia de ritmo funky e possui um trabalho de harmônica que é maravilhoso. Um começo bastante animador.

“Nowhere Now” é o primeiro momento mais pop do álbum, mas a vejo também como uma faixa que poderia entrar facilmente em alguns discos do Porcupine Tree. Melancólica e de introdução minimalista, tem um coro cativante e memorável, além de um excelente trabalho de guitarra que dá o toque especial à canção.

Em “Pariah”, Steven Wilson tem novamente a companhia de Ninet Tayeb, que já havia trabalhado com o músico em seu disco anterior. Uma música pop belíssima, exuberante e cinematográfica construída de maneira inteligente e emotiva. Incríveis paisagens sonoras e guitarras fuzzy dinâmicas.

“The Same Asylum As Before” é um rock básico, mas de melodia cativante que é uma das marcas de Steven Wilson. Inicialmente o vocal é em falsete, mas depois segue o curso de alcance normal. Também possui excelentes riffs de guitarras misturados a uma grande sensibilidade pop.

“Refuge” logo em seu início faz com que pensemos em Red Rain de Peter Gabriel. Começa de maneira devagar e incrivelmente imaginativa, adentrando o ouvinte em um mundo sombrio. Se eu tivesse que mencionar apenas um único destaque do álbum provavelmente seria essa, lindamente trabalhada, principalmente a guitarra e o solilóquio de harmônica.

“Permanating” foi a única faixa entre os pré-lançamentos que eu não gostei instantaneamente, a sonoridade em homenagem ao Abba e Electric Light Orchestra não me cativou, mas depois isso mudou. Um pop moderno bem trabalhado com o toque sempre especial da mente criativa de Wilson.

“Blank Tapes” é outro momento do álbum que Steven Wilson tem a parceria de Ninet Tayeb nos vocais, mas aqui não parece ser uma música tão adequada a sua voz. Mas ainda assim, vozes sinceras, música melancólica e delicada que somam uma enorme dose de pathos ao ouvinte.

“People Who Eat Darkness” é um rock com guitarras conflitantes, vocais nervosos em determinados momentos e passagens mais silenciosas. Canção direta que não me diz tanto, mas também não compromete o álbum.

Em “Song Of I” a parceria vocal é com a cantora Sophie Hunger, que apesar de não ter a qualidade de Ninet Tayeb, possui mais clareza em sua voz. Sinuosa, qualidade quase cinematográfica e momentos orquestrais belíssimos.

“Detonation” é a faixa mais longa do álbum com pouco mais de nove minutos. Vai sendo construída camada por camada de maneira hipnótica e assombrosa em meio a vocais que parecem desconectados. As guitarras são primordiais e há uma seção de ritmo discordante que aumenta a aura tensa e agitada que permeia. Nota-se uma mistura de King Crimson, Radiohead, do próprio Porcupine Tree, pinceladas de Tears for Fears, além de um ótimo solo de guitarra. Mas apesar das influências, são feitas como é de costume de Steven Wilson, sem necessariamente parecer cópia.

“Song Of Unborn” finaliza o álbum de maneira não menos que encantadora. Bela melodia reforçada por um arranjo de coro emocionante e ambientação sonora onírica, além de um solo de guitarra solene.

As influências musicais de Steven Wilson são bastante claras do início ao fim, uma música pop moderna com raízes vibrantes. O mais novo disco de um músico que está cimentando cada vez mais seu nome na fraternidade musical. Se alguns achavam que Steven Wilson com suas declarações estava adiantando que “venderia sua alma ao diabo”, podem ficar tranquilos, pois é apenas mais uma direção de um artista que consegue ir para infinitos lados, mas nunca se vê perdido, continuando desconcertando e surpreendendo a todos com suas ideias.

Uma música pop moderna com raízes vibrantes
4
10/10/2017

Antes que o seu mais novo disco, To The Bone, fosse lançado de fato, Steven Wilson pré-lançou quase metade das faixas, provavelmente uma ideia pra maximizar a discussão antes do lançamento e até mesmo “vacinar” aqueles que estavam por fora de suas declarações acerca de sua nova empreitada, que é a de celebrar trabalhos dos anos 80 que ele gosta e o influenciou aqui como So de Peter Gabriel e Hounds Of Love de Kate Bush. Não se trata de um disco conceitual como os anteriores e as linguagens são mais amenas, suaves, um “pop progressivo” de seguimento mais comercial e ainda inédito na carreira de Steven Wilson.

O álbum abre com a faixa título, uma voz feminina falando algo sobre o fato de todos terem uma percepção do que é ou não verdade. Um momento atmosférico antes das primeiras frases na voz clara de Steven Wilson. É cheia de ritmo funky e possui um trabalho de harmônica que é maravilhoso. Um começo bastante animador.

“Nowhere Now” é o primeiro momento mais pop do álbum, mas a vejo também como uma faixa que poderia entrar facilmente em alguns discos do Porcupine Tree. Melancólica e de introdução minimalista, tem um coro cativante e memorável, além de um excelente trabalho de guitarra que dá o toque especial à canção.

Em “Pariah”, Steven Wilson tem novamente a companhia de Ninet Tayeb, que já havia trabalhado com o músico em seu disco anterior. Uma música pop belíssima, exuberante e cinematográfica construída de maneira inteligente e emotiva. Incríveis paisagens sonoras e guitarras fuzzy dinâmicas.

“The Same Asylum As Before” é um rock básico, mas de melodia cativante que é uma das marcas de Steven Wilson. Inicialmente o vocal é em falsete, mas depois segue o curso de alcance normal. Também possui excelentes riffs de guitarras misturados a uma grande sensibilidade pop.

“Refuge” logo em seu início faz com que pensemos em Red Rain de Peter Gabriel. Começa de maneira devagar e incrivelmente imaginativa, adentrando o ouvinte em um mundo sombrio. Se eu tivesse que mencionar apenas um único destaque do álbum provavelmente seria essa, lindamente trabalhada, principalmente a guitarra e o solilóquio de harmônica.

“Permanating” foi a única faixa entre os pré-lançamentos que eu não gostei instantaneamente, a sonoridade em homenagem ao Abba e Electric Light Orchestra não me cativou, mas depois isso mudou. Um pop moderno bem trabalhado com o toque sempre especial da mente criativa de Wilson.

“Blank Tapes” é outro momento do álbum que Steven Wilson tem a parceria de Ninet Tayeb nos vocais, mas aqui não parece ser uma música tão adequada a sua voz. Mas ainda assim, vozes sinceras, música melancólica e delicada que somam uma enorme dose de pathos ao ouvinte.

“People Who Eat Darkness” é um rock com guitarras conflitantes, vocais nervosos em determinados momentos e passagens mais silenciosas. Canção direta que não me diz tanto, mas também não compromete o álbum.

Em “Song Of I” a parceria vocal é com a cantora Sophie Hunger, que apesar de não ter a qualidade de Ninet Tayeb, possui mais clareza em sua voz. Sinuosa, qualidade quase cinematográfica e momentos orquestrais belíssimos.

“Detonation” é a faixa mais longa do álbum com pouco mais de nove minutos. Vai sendo construída camada por camada de maneira hipnótica e assombrosa em meio a vocais que parecem desconectados. As guitarras são primordiais e há uma seção de ritmo discordante que aumenta a aura tensa e agitada que permeia. Nota-se uma mistura de King Crimson, Radiohead, do próprio Porcupine Tree, pinceladas de Tears for Fears, além de um ótimo solo de guitarra. Mas apesar das influências, são feitas como é de costume de Steven Wilson, sem necessariamente parecer cópia.

“Song Of Unborn” finaliza o álbum de maneira não menos que encantadora. Bela melodia reforçada por um arranjo de coro emocionante e ambientação sonora onírica, além de um solo de guitarra solene.

As influências musicais de Steven Wilson são bastante claras do início ao fim, uma música pop moderna com raízes vibrantes. O mais novo disco de um músico que está cimentando cada vez mais seu nome na fraternidade musical. Se alguns achavam que Steven Wilson com suas declarações estava adiantando que “venderia sua alma ao diabo”, podem ficar tranquilos, pois é apenas mais uma direção de um artista que consegue ir para infinitos lados, mas nunca se vê perdido, continuando desconcertando e surpreendendo a todos com suas ideias.

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