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Resenha: Alice In Chains - Dirt (1992)

Por: Vitor Sobreira

Acessos: 80

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Album Cover
Carregado e reflexivo
3.5
26/09/2019

Considerado por milhares como uma praga, e por outros como uma revolução, um dos filhos do Rock, o Grunge, dividiu opiniões em seu auge, no início dos anos 90. Influenciando inclusive no vestuário, a sonoridade mais pessoal e por vezes despojada, marcou pra sempre o mercado musical e cultural.

Vinda de Seattle, no estado de Washington/EUA, a banda Alice in Chains cada vez conquistava mais território, e no dia 29 de setembro de 1992 o mundo veria o lançamento de seu segundo álbum, ‘Dirt’ – comumente referido como clássico e citado entre os melhores dp Rock em todos os tempos – pela Columbia Records (uma das mais antigas e significativas gravadoras dos Estados Unidos, abrigando artistas e bandas do Pop ao Metal).

Se por um lado, o Nirvana trazia uma aura um pouco mais Alternativa, transitando entre peso e melancolia em suas composições, por outro lado, o Alice in Chains – até então integrado por Layne Staley (vocal e guitarras), Jerry Cantrell     (guitarra e vocal), Mike Starr (baixo) e Sean Kinney (bateria) não abria mão de influências diretas do Heavy Rock/Metal, mas sem deixar de ter o seu teor de alternativo, aos ouvidos dos apreciadores da época.

Músicas pesadas, com andamentos predominantemente cadenciados, refrões fortes e uma densa carga emocional, serão basicamente o que o ouvinte se deparará nesse trabalho. A audição é extensa e quase chega em 60 minutos mas, a cada conferida os bons momentos poderão ser muito bem apreciados nas brechas musicais. Como observação, dependendo da versão do álbum, a listagem das faixas pode variar.

Se os vocais de Layne soaram límpidos, profundos e dando “aquela” tônica aos refrões,  é por que ele foi além da mera interpretação, em letras de cunho bastante pessoal – já que na época enfrentava sérios problemas com as drogas. O instrumental não poderia deixar de seguir esse fio condutor, constantemente pesado, melancólico e ao mesmo tempo forte e encorpado – de riffs sujos à seção rítmica hipnótica, passando por melodias nem reflexivas. Obviamente, os satisfatórios processos de estúdio, também contribuíram para esse resultado final que muitos apreciam. Como detalhe curioso, é de se espantar, que em determinados momentos de algumas composições, fiquemos com a impressão de que aquilo chega a esbarrar no Doom… Mas, é apenas uma lembrança mesmo. Ainda que não seja uma observação tão sem fundamento assim...

Como destaques principais, fico com a famosa abertura “Them Bones”, “Junkhead”, a título “Dirt” (excelentes melodias e andamentos) e o encerramento “Would?”, que conta com um início mais tranqüilo com aqueles marcantes dedilhados, para aderir ao peso logo em seguida. Mas, é claro que as menções não ficam apenas nessas, e vai de acordo com o ouvido de cada apreciador, além de quanto mais se escuta, mais se identificará com outras canções.

No mais, é sempre bom ouvir com calma, um som que nunca havia nos interessado antes!

Carregado e reflexivo
3.5
26/09/2019

Considerado por milhares como uma praga, e por outros como uma revolução, um dos filhos do Rock, o Grunge, dividiu opiniões em seu auge, no início dos anos 90. Influenciando inclusive no vestuário, a sonoridade mais pessoal e por vezes despojada, marcou pra sempre o mercado musical e cultural.

Vinda de Seattle, no estado de Washington/EUA, a banda Alice in Chains cada vez conquistava mais território, e no dia 29 de setembro de 1992 o mundo veria o lançamento de seu segundo álbum, ‘Dirt’ – comumente referido como clássico e citado entre os melhores dp Rock em todos os tempos – pela Columbia Records (uma das mais antigas e significativas gravadoras dos Estados Unidos, abrigando artistas e bandas do Pop ao Metal).

Se por um lado, o Nirvana trazia uma aura um pouco mais Alternativa, transitando entre peso e melancolia em suas composições, por outro lado, o Alice in Chains – até então integrado por Layne Staley (vocal e guitarras), Jerry Cantrell     (guitarra e vocal), Mike Starr (baixo) e Sean Kinney (bateria) não abria mão de influências diretas do Heavy Rock/Metal, mas sem deixar de ter o seu teor de alternativo, aos ouvidos dos apreciadores da época.

Músicas pesadas, com andamentos predominantemente cadenciados, refrões fortes e uma densa carga emocional, serão basicamente o que o ouvinte se deparará nesse trabalho. A audição é extensa e quase chega em 60 minutos mas, a cada conferida os bons momentos poderão ser muito bem apreciados nas brechas musicais. Como observação, dependendo da versão do álbum, a listagem das faixas pode variar.

Se os vocais de Layne soaram límpidos, profundos e dando “aquela” tônica aos refrões,  é por que ele foi além da mera interpretação, em letras de cunho bastante pessoal – já que na época enfrentava sérios problemas com as drogas. O instrumental não poderia deixar de seguir esse fio condutor, constantemente pesado, melancólico e ao mesmo tempo forte e encorpado – de riffs sujos à seção rítmica hipnótica, passando por melodias nem reflexivas. Obviamente, os satisfatórios processos de estúdio, também contribuíram para esse resultado final que muitos apreciam. Como detalhe curioso, é de se espantar, que em determinados momentos de algumas composições, fiquemos com a impressão de que aquilo chega a esbarrar no Doom… Mas, é apenas uma lembrança mesmo. Ainda que não seja uma observação tão sem fundamento assim...

Como destaques principais, fico com a famosa abertura “Them Bones”, “Junkhead”, a título “Dirt” (excelentes melodias e andamentos) e o encerramento “Would?”, que conta com um início mais tranqüilo com aqueles marcantes dedilhados, para aderir ao peso logo em seguida. Mas, é claro que as menções não ficam apenas nessas, e vai de acordo com o ouvido de cada apreciador, além de quanto mais se escuta, mais se identificará com outras canções.

No mais, é sempre bom ouvir com calma, um som que nunca havia nos interessado antes!

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