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Resenha: Tony Iommi - Iommi (2000)

Por: Marcel Z. Dio

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Album Cover
Ninguém segura o Sr Antônio
4.5
21/09/2019

As vésperas da virada do milênio, Tony Iommi estava dividido entre a reunião com Ozzy, e consequentemente o futuro do Black Sabbath. Ao invés de chamar outra vez o "estepe" e xará Tony Martin, o guitarrista decide acertadamente criar um álbum solo com diversos candidatos para assumir os vocais.
Entre os premiados a trabalhar com o riff master estavam Serj Tankian, Henry Rollins, Dave Grohl e o velho parceiro Ozzy. Afora outra penca de músicos convidados.
O material demorou cinco anos para ser lançado. Se analisado nos dias atuais, fica palmo a palmo com os ótimos Devil You Know (Heaven and Hell) e 13 (Black Sabbath), em um dos melhores discos do ano 2000.
Pena que a divulgação não tenha sido forte o bastante, conheço muitos roqueiros que desconhecem a existência do álbum.
As canções são tão homogêneas que a tarefa de expor destaques não é fácil, então deixarei breves textos sobre minhas preferidas, a exemplo da maravilhosa "Goodbye Lament" com Dave Grohl e Brian May (guitarras adicionais). Uma cacetada no pé da orelha e refrão pra lá de cativante.

A "Time Is Mine" com Phil Anselmo é mais afeita ao doom moderno, com grande interpretação do ex Pantera, intercalando partes lentas e cavernosas com riffs agitados.
Na verdade Iommi e Phil Anselmo gravaram juntos três faixas, mas apenas essa acabou sendo aproveitada, assim como ocorreu com Billy Idol.

Em "Patterns" temos um Serj Tankian mais contido, e esse lado menos porra louca do cantor, deu outro valor a faixa. Seria interessante que fizesse pelo menos um disco completo com Tony, pois a parceria funcionou bem.

O milagre acontece em "Black Oblivion", ouvir Billy Corgan cantar sem judiar da audição. Agora entendo porque todo mundo quer tocar com Iommi, extrair uma obra desse quilate com Billy Corgan segurando o mic, é digno de aplausos. O solo de guitarra é redentor, uma aula de blues pesado. Aposto uma caixa de cerveja que você ouvirá Black Oblivion por no mínimo duas vezes.

Com direito a introdução macabra de sinos, como nos bons tempos de Centre of Eternity, "Who's Fooling Who" acerta em cheio, ainda mais com o Madman nos vocais.
A voz de Ozzy faz o casamento perfeito com as progressões de Iommi, a química entre os dois é logica matemática, 2+2 = 4. De quebra outro velho conhecido segura as baquetas : Sr Bill Ward.
Para quem gostou de "Psycho Man" e "Selling My Soul" extraídas do Live Reunion, será um banquete.

Iommi é tão competente e influente no meio, que até o rapper Eminem quis uma "boquinha" no disco. E graças ao bom Deus, o guitarrista descartou esse mala sem alça do projeto.
"Eles disseram: ‘Este cara, o Eminem quer fazer uma faixa’. ‘Eminem? Quem é esse?".

Para desgosto e aprendizado, fiz a besteira de emprestar o CD a um colega, e o saldo foi o famoso : "ficar a ver navios". Por isso mesmo enquanto ouço o Iommi 2000, bate nostalgia e raiva.
É isso, ouça e reouça essa maravilha do rock pesado e se tiver o CD, não empreste nem para o irmão.

Ninguém segura o Sr Antônio
4.5
21/09/2019

As vésperas da virada do milênio, Tony Iommi estava dividido entre a reunião com Ozzy, e consequentemente o futuro do Black Sabbath. Ao invés de chamar outra vez o "estepe" e xará Tony Martin, o guitarrista decide acertadamente criar um álbum solo com diversos candidatos para assumir os vocais.
Entre os premiados a trabalhar com o riff master estavam Serj Tankian, Henry Rollins, Dave Grohl e o velho parceiro Ozzy. Afora outra penca de músicos convidados.
O material demorou cinco anos para ser lançado. Se analisado nos dias atuais, fica palmo a palmo com os ótimos Devil You Know (Heaven and Hell) e 13 (Black Sabbath), em um dos melhores discos do ano 2000.
Pena que a divulgação não tenha sido forte o bastante, conheço muitos roqueiros que desconhecem a existência do álbum.
As canções são tão homogêneas que a tarefa de expor destaques não é fácil, então deixarei breves textos sobre minhas preferidas, a exemplo da maravilhosa "Goodbye Lament" com Dave Grohl e Brian May (guitarras adicionais). Uma cacetada no pé da orelha e refrão pra lá de cativante.

A "Time Is Mine" com Phil Anselmo é mais afeita ao doom moderno, com grande interpretação do ex Pantera, intercalando partes lentas e cavernosas com riffs agitados.
Na verdade Iommi e Phil Anselmo gravaram juntos três faixas, mas apenas essa acabou sendo aproveitada, assim como ocorreu com Billy Idol.

Em "Patterns" temos um Serj Tankian mais contido, e esse lado menos porra louca do cantor, deu outro valor a faixa. Seria interessante que fizesse pelo menos um disco completo com Tony, pois a parceria funcionou bem.

O milagre acontece em "Black Oblivion", ouvir Billy Corgan cantar sem judiar da audição. Agora entendo porque todo mundo quer tocar com Iommi, extrair uma obra desse quilate com Billy Corgan segurando o mic, é digno de aplausos. O solo de guitarra é redentor, uma aula de blues pesado. Aposto uma caixa de cerveja que você ouvirá Black Oblivion por no mínimo duas vezes.

Com direito a introdução macabra de sinos, como nos bons tempos de Centre of Eternity, "Who's Fooling Who" acerta em cheio, ainda mais com o Madman nos vocais.
A voz de Ozzy faz o casamento perfeito com as progressões de Iommi, a química entre os dois é logica matemática, 2+2 = 4. De quebra outro velho conhecido segura as baquetas : Sr Bill Ward.
Para quem gostou de "Psycho Man" e "Selling My Soul" extraídas do Live Reunion, será um banquete.

Iommi é tão competente e influente no meio, que até o rapper Eminem quis uma "boquinha" no disco. E graças ao bom Deus, o guitarrista descartou esse mala sem alça do projeto.
"Eles disseram: ‘Este cara, o Eminem quer fazer uma faixa’. ‘Eminem? Quem é esse?".

Para desgosto e aprendizado, fiz a besteira de emprestar o CD a um colega, e o saldo foi o famoso : "ficar a ver navios". Por isso mesmo enquanto ouço o Iommi 2000, bate nostalgia e raiva.
É isso, ouça e reouça essa maravilha do rock pesado e se tiver o CD, não empreste nem para o irmão.

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