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    The Rotters' Club (1975)

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    Hatfield And The North (1973)

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    Album Cover
    Hatfield And The North (1973)

    4.5 Por: Tiago Meneses

Resenha: Hatfield and the North - Hatfield And The North (1973)

Por: Tiago Meneses

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Complexidade desafiadora, humor caloroso e espirituoso.
4.5
09/10/2017

Hatfield and the North é um bom exemplo de como as bandas da cena Canterbury são inter-relacionadas através de suas histórias, uma cena incestuosa, fazendo com que integrantes de várias bandas sempre estejam interagindo. A banda foi formada quando Richard Sinclair e o tecladista Steve Miller deixaram o Caravan após a gravação do clássico Waterloo, para se juntaram a banda Delivery no qual já tocou o guitarrista Phil Miller e o baterista Pip Pyle. Ainda ocorreram outras mudanças, mas não vejo a necessidade de focar tanto esse detalhe, pois o mais importante é que após consolidarem a Hatfield and the North, o grupo encontrou o seu estilo único, cheio de complexidade desafiadora, humor caloroso e espirituoso, com influências da música clássica ocidental e toques jazzísticos. 

Esse é um daqueles discos onde todas as faixas estão interligadas entre si, fazendo com que o álbum seja visto como uma única peça e de bastante consistência. As quinze músicas do álbum variam no tamanho entre vinte segundos e dez minutos. Um disco que requer múltiplas audiências para que a magia se desenrole. A primeira instância pode deixar o ouvinte atônito caso não esteja acostumado com uma música assim, uma união de músicos aventureiros que combinam perfeitamente o jazz e o rock transformando tudo em um testemunho musical de primeira grandeza, ousado e alheio às tendências contemporâneas.

Um disco que não tem como falar faixa por faixa, uma espécie de música dos deuses e para os deuses executada por um supergrupo de rock progressivo do mais alto nível. Este álbum compreende o melhor e absoluto esforço pra uma obra perfeita da cena de Canterbury, e embora seja mais centrado na intrincada habilidade instrumental, existe uma atmosfera bem humorada criada pela parte lírica.

Volto a enfatizar que esse é um tipo de álbum de gosto adquirido, podendo fazer com que você seja impulsionado mais facilmente a amá-lo se acompanhado de uma boa cerveja, whisky, vinho ou a bebida de sua preferência, pra que sua mente através da descoberta dessa obra-prima ainda desconhecida por muitos, sinta-se maravilhada como quem realiza uma viagem dos sonhos explorando os recantos de algumas das músicas mais sofisticadas feitas por qualquer banda em todos os tempos. 

Complexidade desafiadora, humor caloroso e espirituoso.
4.5
09/10/2017

Hatfield and the North é um bom exemplo de como as bandas da cena Canterbury são inter-relacionadas através de suas histórias, uma cena incestuosa, fazendo com que integrantes de várias bandas sempre estejam interagindo. A banda foi formada quando Richard Sinclair e o tecladista Steve Miller deixaram o Caravan após a gravação do clássico Waterloo, para se juntaram a banda Delivery no qual já tocou o guitarrista Phil Miller e o baterista Pip Pyle. Ainda ocorreram outras mudanças, mas não vejo a necessidade de focar tanto esse detalhe, pois o mais importante é que após consolidarem a Hatfield and the North, o grupo encontrou o seu estilo único, cheio de complexidade desafiadora, humor caloroso e espirituoso, com influências da música clássica ocidental e toques jazzísticos. 

Esse é um daqueles discos onde todas as faixas estão interligadas entre si, fazendo com que o álbum seja visto como uma única peça e de bastante consistência. As quinze músicas do álbum variam no tamanho entre vinte segundos e dez minutos. Um disco que requer múltiplas audiências para que a magia se desenrole. A primeira instância pode deixar o ouvinte atônito caso não esteja acostumado com uma música assim, uma união de músicos aventureiros que combinam perfeitamente o jazz e o rock transformando tudo em um testemunho musical de primeira grandeza, ousado e alheio às tendências contemporâneas.

Um disco que não tem como falar faixa por faixa, uma espécie de música dos deuses e para os deuses executada por um supergrupo de rock progressivo do mais alto nível. Este álbum compreende o melhor e absoluto esforço pra uma obra perfeita da cena de Canterbury, e embora seja mais centrado na intrincada habilidade instrumental, existe uma atmosfera bem humorada criada pela parte lírica.

Volto a enfatizar que esse é um tipo de álbum de gosto adquirido, podendo fazer com que você seja impulsionado mais facilmente a amá-lo se acompanhado de uma boa cerveja, whisky, vinho ou a bebida de sua preferência, pra que sua mente através da descoberta dessa obra-prima ainda desconhecida por muitos, sinta-se maravilhada como quem realiza uma viagem dos sonhos explorando os recantos de algumas das músicas mais sofisticadas feitas por qualquer banda em todos os tempos. 

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