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Resenha: King Company - One For The Road (2016)

Por: Vitor Sobreira

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Album Cover
Começando com o pé direito!
4.5
06/09/2019

Existem diversos motivos que nos levam a conhecer uma banda, e com o King Company foi por causa da presença do vocalista Pasi Rantanen, da banda finlandesa Thunderstone e o então lançamento do single “Wheels of no Return”. Apesar de ter saído lá em 2016, apenas recentemente é que fui conferir o debut ‘One For the Road’. E meus caríssimos, que arrependimento não ter feito isso antes!

Se você gosta de um Hard Rock mais encorpado e energético (não festeiro ou alegre) e um Metal mais forte e atual, então sinta-se bem vindo ao som que o King Company ofereceu em seu álbum de estréia. Composições honestas e repletas de feelin’, peso, excelente qualidade de gravação/produção e músicos de primeira… Tudo isso e um pouco mais você ouvirá aqui. Quer mais o quê?

São onze faixas regulares (mais uma bônus), de mais um lançamento certeiro da gravadora italiana Frontiers Music – que sempre teve, tem e terá coisas muito boas a nos oferecer. O vocalista Pasi não é o único relacionado ao já citado Thunderstone aqui (isso explica o motivo da sonoridade não estar tão distante assim, uma da outra), sendo acompanhado do baterista e fundador Mirka Rantanen. Além dos dois, também integraram este line up: Antti Wirman (guitarra), Time Schleifer (baixo) e Jari Pailamo (teclados).

Como é interessante notar, que quando ouvimos um álbum por acaso nos surpreendemos logo na primeira audição e isso realmente aconteceu com ‘One For the Road’. Também não é pra menos, tendo como abertura a acelerada faixa título, que logo de cara anima bastante, ainda que o melhor ainda esteja por vir.

Assumindo uma faceta cadenciada – condição rítmica que quase predomina no disco – “Shining” foi sabiamente incluída nessa posição, apostando em um refrão que você não conseguirá esquecer. Ponto positivo à característica interpretação do vocalista, que certamente ganhará a simpatia do ouvinte alheio ao seu trabalho. Tudo bem que ainda estamos no comecinho da brincadeira, mas é cativante como a naturalidade com que as músicas chegam uma atrás da outra, sendo que posso adiantar que não existem composições ruins aqui. “Wheels of no Return” já pode lembrar mais vagamente o som do Thunderstone, com aqueles climas quase que sombrios e expressivos. Junto com a anterior, essa também ganhou um vídeo clipe.

Os riffs assanhados de “Coming Back to Life” puxam uma levada consideravelmente mais rápida, trazendo a sempre bem vinda diversidade, além da eterna atenção com o refrão e de uma dobradinha de solo entre guitarra e teclado pra lá de empolgante. “No Man’s Land” pisa novamente no freio, mas buscando uma interpretação elegante e contando com o auxílio dos teclados para dar aquela força nas melodias. Apesar disso, vale salientar que o instrumento de teclas foi usado com bastante economia aqui, uma pena, pois mereceu mais destaque. “Farewell” se equilibra bem entre as características que mencionei lá em cima, do Hard e do Metal, porém tendendo um pouco mais ao primeiro, com direito até a um solo bem bacana. O mesmo pode ser sentido em “Wings of Love”, ainda que o Metal também esteja pulsando em sua estrutura, além de outro inesquecível refrão!

Após a quase tranqüila “Cast Away”, o bicho volta a pegar com tudo em “Desire” e “Holding On”, que não apresentam nenhuma novidade, mas mantém intacta a qualidade do álbum. Como tudo o que é bom dura pouco, logo o encerramento nos pega da surpresa com a longa (7:10) e de ares épicos (proporcionados pelo teclado) “One Heart”, exibindo com orgulho uma audição onde se aproveita 100% das músicas.

Dependendo da versão, você ainda poderá ouvir a faixa bônus “Can’t Let You Get Away”. Em alguns casos, esse tipo de recurso serve apenas pra fazer um agrado a algum mercado específico (alguém disse Japão aí?) ou são meras sobras de estúdio. Aqui não, poderia estar facilmente na versão regular (ou mesmo em algum dos primeiros álbuns do Thunderstone), pois é igualmente sensacional!

Algum tempo após este lançamento, o vocalista acabou saindo e a banda lançou seu segundo álbum em 2018 com outro. Se é tão bom quanto este? Isso eu ainda irei descobrir, mas acho essa façanha meio complicada. Quer se surpreender com um trabalho digno e bem feito? Eis aqui a sua opção. Garanto que se divertirá um bocado!

Começando com o pé direito!
4.5
06/09/2019

Existem diversos motivos que nos levam a conhecer uma banda, e com o King Company foi por causa da presença do vocalista Pasi Rantanen, da banda finlandesa Thunderstone e o então lançamento do single “Wheels of no Return”. Apesar de ter saído lá em 2016, apenas recentemente é que fui conferir o debut ‘One For the Road’. E meus caríssimos, que arrependimento não ter feito isso antes!

Se você gosta de um Hard Rock mais encorpado e energético (não festeiro ou alegre) e um Metal mais forte e atual, então sinta-se bem vindo ao som que o King Company ofereceu em seu álbum de estréia. Composições honestas e repletas de feelin’, peso, excelente qualidade de gravação/produção e músicos de primeira… Tudo isso e um pouco mais você ouvirá aqui. Quer mais o quê?

São onze faixas regulares (mais uma bônus), de mais um lançamento certeiro da gravadora italiana Frontiers Music – que sempre teve, tem e terá coisas muito boas a nos oferecer. O vocalista Pasi não é o único relacionado ao já citado Thunderstone aqui (isso explica o motivo da sonoridade não estar tão distante assim, uma da outra), sendo acompanhado do baterista e fundador Mirka Rantanen. Além dos dois, também integraram este line up: Antti Wirman (guitarra), Time Schleifer (baixo) e Jari Pailamo (teclados).

Como é interessante notar, que quando ouvimos um álbum por acaso nos surpreendemos logo na primeira audição e isso realmente aconteceu com ‘One For the Road’. Também não é pra menos, tendo como abertura a acelerada faixa título, que logo de cara anima bastante, ainda que o melhor ainda esteja por vir.

Assumindo uma faceta cadenciada – condição rítmica que quase predomina no disco – “Shining” foi sabiamente incluída nessa posição, apostando em um refrão que você não conseguirá esquecer. Ponto positivo à característica interpretação do vocalista, que certamente ganhará a simpatia do ouvinte alheio ao seu trabalho. Tudo bem que ainda estamos no comecinho da brincadeira, mas é cativante como a naturalidade com que as músicas chegam uma atrás da outra, sendo que posso adiantar que não existem composições ruins aqui. “Wheels of no Return” já pode lembrar mais vagamente o som do Thunderstone, com aqueles climas quase que sombrios e expressivos. Junto com a anterior, essa também ganhou um vídeo clipe.

Os riffs assanhados de “Coming Back to Life” puxam uma levada consideravelmente mais rápida, trazendo a sempre bem vinda diversidade, além da eterna atenção com o refrão e de uma dobradinha de solo entre guitarra e teclado pra lá de empolgante. “No Man’s Land” pisa novamente no freio, mas buscando uma interpretação elegante e contando com o auxílio dos teclados para dar aquela força nas melodias. Apesar disso, vale salientar que o instrumento de teclas foi usado com bastante economia aqui, uma pena, pois mereceu mais destaque. “Farewell” se equilibra bem entre as características que mencionei lá em cima, do Hard e do Metal, porém tendendo um pouco mais ao primeiro, com direito até a um solo bem bacana. O mesmo pode ser sentido em “Wings of Love”, ainda que o Metal também esteja pulsando em sua estrutura, além de outro inesquecível refrão!

Após a quase tranqüila “Cast Away”, o bicho volta a pegar com tudo em “Desire” e “Holding On”, que não apresentam nenhuma novidade, mas mantém intacta a qualidade do álbum. Como tudo o que é bom dura pouco, logo o encerramento nos pega da surpresa com a longa (7:10) e de ares épicos (proporcionados pelo teclado) “One Heart”, exibindo com orgulho uma audição onde se aproveita 100% das músicas.

Dependendo da versão, você ainda poderá ouvir a faixa bônus “Can’t Let You Get Away”. Em alguns casos, esse tipo de recurso serve apenas pra fazer um agrado a algum mercado específico (alguém disse Japão aí?) ou são meras sobras de estúdio. Aqui não, poderia estar facilmente na versão regular (ou mesmo em algum dos primeiros álbuns do Thunderstone), pois é igualmente sensacional!

Algum tempo após este lançamento, o vocalista acabou saindo e a banda lançou seu segundo álbum em 2018 com outro. Se é tão bom quanto este? Isso eu ainda irei descobrir, mas acho essa façanha meio complicada. Quer se surpreender com um trabalho digno e bem feito? Eis aqui a sua opção. Garanto que se divertirá um bocado!

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