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Resenha: Raul Seixas - Mata Virgem (1978)

Por: Fábio Arthur

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Bucólico em seu complemento
5
04/09/2019

Raul Seixas, após o lançamento de seu disco de 73, trouxe à tona a veia do cantor de rock popular e elevou os padrões naquele período fatídico, em que a própria posição política e a música exigia algo mais comedido e no entanto também inovador.

Com o passar do tempo, o compositor, cantor e interprete conseguiu sucesso, e com suas letras - muitas delas com parceiros musicais -, e suas vertentes entre ritmos variados e nuances notoriamente exercidas entre canções muito bem edificadas.

Logicamente os problemas com a fase das censuras e alguns álbuns não muito bem aceitos pela mídia trouxeram alguns deslizes para o artista em questão, e assim, o mesmo seguiu levando em frente seus ideais e sua música.

Em 1977, Raul estava voltando a ter um certo apelo público. Algumas canções foram tidas com anseios pelos ouvintes das rádios e até mesmo os vídeos clipes foram lançados para ajudar nas divulgações. Porém, em 1978, estando em volta com o parceiro de outrora, Paulo Coelho, Raulzito se viu à volta com novos percursos musicais. Mas, nem tudo soava de acordo como deveria. Sendo "Mata Virgem" seu oitavo álbum, Raul elaborou e caminhou por uma profunda poesia musical e livre de se render ao comercial excessivo e exigido de época. 

Raul, estava na Warner, com Gastão Lamounier na produção e com arranjos do maestro Miguel Cidras, o cantor concebeu um feito totalmente empolgante e sem mesmo necessitar um verdadeiro hit nas paradas. Como sempre, as letras todas traziam os temas arrojados e muito além da compreensão da censura em um estilo muito peculiar e de ordem extremamente bela e poética. 

De tudo, entre violões, rock, forró, MPB, entre tantos outros gêneros e passeios musicais, Raul elevou o nível de sua obra, mesmo que tantos não tenham entendido a mensagem naquele tempo.

A arte de Ruth Freihof moldou a cara do conteúdo e deixou a vontade de degustar cada momento expresso no álbum.

Naquele momento, antes da gravação, Raul elaborou elementos diferenciados porque estava em um sítio na Bahia em um retiro para se recuperar de problemas com álcool, e assim, o LP saiu com a face do campo, do sertão explícito. 

O disco traz momentos belos como um todo e remonta ao prazer de se ouvir algo profundo e muito límpido. Miguel Cidras insistiria em dizer que "o puro Raul, está em Mata Virgem". A audição se faz por completo nesse disco e cada momento se torna importante e voraz. A  sensibilidade é deliciosa no complemento de cada faixa.

Bucólico em seu complemento
5
04/09/2019

Raul Seixas, após o lançamento de seu disco de 73, trouxe à tona a veia do cantor de rock popular e elevou os padrões naquele período fatídico, em que a própria posição política e a música exigia algo mais comedido e no entanto também inovador.

Com o passar do tempo, o compositor, cantor e interprete conseguiu sucesso, e com suas letras - muitas delas com parceiros musicais -, e suas vertentes entre ritmos variados e nuances notoriamente exercidas entre canções muito bem edificadas.

Logicamente os problemas com a fase das censuras e alguns álbuns não muito bem aceitos pela mídia trouxeram alguns deslizes para o artista em questão, e assim, o mesmo seguiu levando em frente seus ideais e sua música.

Em 1977, Raul estava voltando a ter um certo apelo público. Algumas canções foram tidas com anseios pelos ouvintes das rádios e até mesmo os vídeos clipes foram lançados para ajudar nas divulgações. Porém, em 1978, estando em volta com o parceiro de outrora, Paulo Coelho, Raulzito se viu à volta com novos percursos musicais. Mas, nem tudo soava de acordo como deveria. Sendo "Mata Virgem" seu oitavo álbum, Raul elaborou e caminhou por uma profunda poesia musical e livre de se render ao comercial excessivo e exigido de época. 

Raul, estava na Warner, com Gastão Lamounier na produção e com arranjos do maestro Miguel Cidras, o cantor concebeu um feito totalmente empolgante e sem mesmo necessitar um verdadeiro hit nas paradas. Como sempre, as letras todas traziam os temas arrojados e muito além da compreensão da censura em um estilo muito peculiar e de ordem extremamente bela e poética. 

De tudo, entre violões, rock, forró, MPB, entre tantos outros gêneros e passeios musicais, Raul elevou o nível de sua obra, mesmo que tantos não tenham entendido a mensagem naquele tempo.

A arte de Ruth Freihof moldou a cara do conteúdo e deixou a vontade de degustar cada momento expresso no álbum.

Naquele momento, antes da gravação, Raul elaborou elementos diferenciados porque estava em um sítio na Bahia em um retiro para se recuperar de problemas com álcool, e assim, o LP saiu com a face do campo, do sertão explícito. 

O disco traz momentos belos como um todo e remonta ao prazer de se ouvir algo profundo e muito límpido. Miguel Cidras insistiria em dizer que "o puro Raul, está em Mata Virgem". A audição se faz por completo nesse disco e cada momento se torna importante e voraz. A  sensibilidade é deliciosa no complemento de cada faixa.

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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