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Resenha: Tool - Fear Inoculum (2019)

Por: Marcio Alexandre

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13 anos de espera e finalmente "Fear Inoculum"
4
04/09/2019

Longos 13 anos. Esse foi o tempo de espera para os fãs do Tool terem um novo trabalho em mãos. A banda lançou “10,000 Days” em 2006 e depois disso acabou entrando em um hiato, com seus membros se dedicando à outros projetos, inclusive tendo o vocalista Maynard James Keenan lançado um disco com sua outra banda, o A Perfect Circle, o trabalho “Eat The Elephant” de 2018.

Mas, finalmente em 2019 é chegado o momento do Tool ressurgir e trazer seu novo trabalho, o disco Fear Inoculum, que chega em duas versões, física e digital, mas será que esse tempo todo valeu a pena, os fãs foram de fato recompensados por todo esse período?

Quem dá as boas vindas ao ouvinte é a faixa título, que já chega com dez minutos cravados de muita progressão, cheia de atmosfera e complexidade exalada por todos os lados. Assim que surge o trabalho da percussão com Danny Carey, já vemos que a qualidade de sempre estará estampada por aqui, pois as experimentações de ritmos já estão lá. Maynard como sempre traz um trabalho de voz impecável e carregado, o que vai aumentando conforme as proporções que a faixa vai ganhando com o passar dos minutos. A mudança no andamento na sua segunda parte mostra que a aposta será de vez no lado Progressivo. Destaque para a grande presença do baixo de Justin Chancellor.

A seguinte é “Pneuma“, a primeira deste trabalho à dar as caras. Começa toda poderosa com Chancellor dando a deixa com um baixo sombrio e climático e logo o groove das guitarras de Adam Jones da peso em tudo e os fãs mais antigos da banda vão se sentir em casa. Pesada e com andamento cadenciado não foi a toa ter sido escolhida para apresentar o álbum. É uma baita momento aqui e vai arrancar sorrisos ( ou reflexões) do ouvinte.

“Litanie contre la peur” é um daqueles interlúdios doidos instrumentais que a banda costuma praticar em suas obras (esta faixa se encontra somente na versão digital do álbum). “Invincible” é quem realmente da andamento as coisas. Aqui as coisas continuam cadenciadas e em um andamento lento, com boas passagens de peso e umas dobras dos pedais da bateria que dão um charme a mais na canção. Os momentos instrumentais são muito bem encaixados, fora as mudanças fantásticas na rítmica, durante o solo pensamos se tratar de outra canção. O final da canção traz uma tonelada de peso.

Um outro interlúdio também só encontrado na versão digital surge agora, é “Legion Inoculant” e em seguida “Descending” aparece nos levando fora de órbita em seu começo. Ouvir a introdução desta faixa com fones de ouvido é uma verdadeira experiência que só a música do Tool é capaz de fazer. Aos poucos a música vai crescendo e se tornando poderosa, inclusive em sua metade há uma passagem cheia de peso e groove que muito lembra a belíssima “The Grudge“, responsável pela abertura de “Lateralus“, álbum da banda de 2001. Sem dúvidas uma das melhores do trabalho todo, que puta solo temos aqui, todos os integrantes estão carregados de feeling em seus postos. Divino!

“Culling Voices” é bastante calma, embalada por uma voz serena e acordes mais enxutos e também calmos. Lá pela sua metade começa ganhar um pouco mais de força e vai crescendo com um trabalho esplendido de Carey, não a toa reconhecido como um dos melhores bateristas em atividade, pois o cara tem uma técnica incrível e muita identidade. É uma pequena acalmada depois da grande cacetada que é a faixa anterior.

“Chocolate Chip Trip” também instrumental e presente em ambas as versões do disco é pura doideira. Mistura uma base eletrônica lunática e Carey espancando sua bateria num quase solo do rapaz que somente deixa seu feeling falar e o transforma em notas.

“7empest” começa pesadona trazendo o lado mais Heavy Metal da banda que acabou ficando mais escondido neste disco. A faixa se difere das demais sendo mais agitada e com um andamento bem agressivo. Divino ouvir as palhetadas de Jones na guitarra em perfeita harmonia com seus companheiros. A porrada tem quase 16 minutos e é uma delícia viajar nessa loucura toda que é a faixa. Outra forte candidata à disputar a vaga de melhor. Esta é responsável por fazer o encerramento da versão física do disco e o faz com maestria. “Mockingbeat” é quem realiza a tarefa na versão digital mas não acrescenta muito ao todo.

No final, talvez o fã mais ardoroso possa se sentir um pouco desapontado com os 13 anos de espera pelo novo material do Tool, e Fear Inoculum acabe ficando atrás de outros lançamentos da banda. Mas ao mesmo tempo, é inegável que mais uma vez eles trouxeram uma originalidade enorme aliada à uma grande musicalidade e grandes momentos de ótimas músicas. Compre o bilhete desta viagem e aproveite muito!

13 anos de espera e finalmente "Fear Inoculum"
4
04/09/2019

Longos 13 anos. Esse foi o tempo de espera para os fãs do Tool terem um novo trabalho em mãos. A banda lançou “10,000 Days” em 2006 e depois disso acabou entrando em um hiato, com seus membros se dedicando à outros projetos, inclusive tendo o vocalista Maynard James Keenan lançado um disco com sua outra banda, o A Perfect Circle, o trabalho “Eat The Elephant” de 2018.

Mas, finalmente em 2019 é chegado o momento do Tool ressurgir e trazer seu novo trabalho, o disco Fear Inoculum, que chega em duas versões, física e digital, mas será que esse tempo todo valeu a pena, os fãs foram de fato recompensados por todo esse período?

Quem dá as boas vindas ao ouvinte é a faixa título, que já chega com dez minutos cravados de muita progressão, cheia de atmosfera e complexidade exalada por todos os lados. Assim que surge o trabalho da percussão com Danny Carey, já vemos que a qualidade de sempre estará estampada por aqui, pois as experimentações de ritmos já estão lá. Maynard como sempre traz um trabalho de voz impecável e carregado, o que vai aumentando conforme as proporções que a faixa vai ganhando com o passar dos minutos. A mudança no andamento na sua segunda parte mostra que a aposta será de vez no lado Progressivo. Destaque para a grande presença do baixo de Justin Chancellor.

A seguinte é “Pneuma“, a primeira deste trabalho à dar as caras. Começa toda poderosa com Chancellor dando a deixa com um baixo sombrio e climático e logo o groove das guitarras de Adam Jones da peso em tudo e os fãs mais antigos da banda vão se sentir em casa. Pesada e com andamento cadenciado não foi a toa ter sido escolhida para apresentar o álbum. É uma baita momento aqui e vai arrancar sorrisos ( ou reflexões) do ouvinte.

“Litanie contre la peur” é um daqueles interlúdios doidos instrumentais que a banda costuma praticar em suas obras (esta faixa se encontra somente na versão digital do álbum). “Invincible” é quem realmente da andamento as coisas. Aqui as coisas continuam cadenciadas e em um andamento lento, com boas passagens de peso e umas dobras dos pedais da bateria que dão um charme a mais na canção. Os momentos instrumentais são muito bem encaixados, fora as mudanças fantásticas na rítmica, durante o solo pensamos se tratar de outra canção. O final da canção traz uma tonelada de peso.

Um outro interlúdio também só encontrado na versão digital surge agora, é “Legion Inoculant” e em seguida “Descending” aparece nos levando fora de órbita em seu começo. Ouvir a introdução desta faixa com fones de ouvido é uma verdadeira experiência que só a música do Tool é capaz de fazer. Aos poucos a música vai crescendo e se tornando poderosa, inclusive em sua metade há uma passagem cheia de peso e groove que muito lembra a belíssima “The Grudge“, responsável pela abertura de “Lateralus“, álbum da banda de 2001. Sem dúvidas uma das melhores do trabalho todo, que puta solo temos aqui, todos os integrantes estão carregados de feeling em seus postos. Divino!

“Culling Voices” é bastante calma, embalada por uma voz serena e acordes mais enxutos e também calmos. Lá pela sua metade começa ganhar um pouco mais de força e vai crescendo com um trabalho esplendido de Carey, não a toa reconhecido como um dos melhores bateristas em atividade, pois o cara tem uma técnica incrível e muita identidade. É uma pequena acalmada depois da grande cacetada que é a faixa anterior.

“Chocolate Chip Trip” também instrumental e presente em ambas as versões do disco é pura doideira. Mistura uma base eletrônica lunática e Carey espancando sua bateria num quase solo do rapaz que somente deixa seu feeling falar e o transforma em notas.

“7empest” começa pesadona trazendo o lado mais Heavy Metal da banda que acabou ficando mais escondido neste disco. A faixa se difere das demais sendo mais agitada e com um andamento bem agressivo. Divino ouvir as palhetadas de Jones na guitarra em perfeita harmonia com seus companheiros. A porrada tem quase 16 minutos e é uma delícia viajar nessa loucura toda que é a faixa. Outra forte candidata à disputar a vaga de melhor. Esta é responsável por fazer o encerramento da versão física do disco e o faz com maestria. “Mockingbeat” é quem realiza a tarefa na versão digital mas não acrescenta muito ao todo.

No final, talvez o fã mais ardoroso possa se sentir um pouco desapontado com os 13 anos de espera pelo novo material do Tool, e Fear Inoculum acabe ficando atrás de outros lançamentos da banda. Mas ao mesmo tempo, é inegável que mais uma vez eles trouxeram uma originalidade enorme aliada à uma grande musicalidade e grandes momentos de ótimas músicas. Compre o bilhete desta viagem e aproveite muito!

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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