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Resenha: Spock's Beard - The Oblivion Particle (2015)

Por: André Luiz Paiz

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Album Cover
Passou um pouco do ponto
3.5
03/09/2019

Após retornar renovado com a saída de Nick D'Virgilio em "Brief Nocturnes and Dreamless Sleep", um dos seus melhores álbuns, o Spock's Beard retornou com "The Oblivion Particle", na missão de ao menos atingir o mesmo nível de seu antecessor. Quase deu certo.

Aqui a banda volta novamente dividindo as composições entre os membros, o que trouxe a já conhecida diversidade do grupo. Porém, a maior parte das contribuições ficaram por conta de John Boegehold, grande colaborador do grupo e que dificilmente falha, mas há uma supervalorização de algumas faixas, principalmente com virtuosismo em excesso, causando uma impressão de preenchimento forçado. Obviamente, a qualidade dos Spock's como um grupo segue ali e é possível aproveitar bastante do que o álbum proporciona.

"Tides of Time" abre os trabalhos com diversas alternâncias de tempo e bastante virtuosismo, mergulhando no prog. Um momento interessante. "Minion" é uma faixa bem melódica de Ted Leonard, com ótimas passagens, apesar de aparentar ter sido esticada para aumentar a sua duração. "Hell's Not Enough" também é de Ted e agrada bem mais com sua alternância entre suavidade e peso. "Bennett Built a Time Machine" é uma das melhores e lembra um pouco da fase transitória da banda com a saída de Neal Morse para o início da fase com Nick nos vocais. Ótima melodia!
A partir da quinta faixa as coisas mudam bastante. "Get Out While You Can" é uma faixa legal de Boegehold, mas sem muito destaque. "A Better Way To Fly" é longa e cansativa, sendo que as coisas melhoram apenas com "The Center Line" e com a também longa "To Be Free Again", uma das melhores do álbum. Aqui sim há grandes passagens e muita emoção. Encerrando os trabalhos, a balada "Disappear" é bonita, mas muito distante de grandes momentos do passado como: "Wind At My Back", "She's Everything", "Open Wide the Flood Gates", "June", etc. E mais uma vez ela cresce para um virtuosismo que considero desnecessário.

"The Oblivion Particle" está longe de ser ruim, mas também não empolga para audições em repetição. É um álbum que não prejudica o legado do grupo, mas que também não serve para arrebanhar novos fãs. De qualquer maneira, se tem uma coisa em que o Spock's Beard é expert, é em se superar. Dito e feito, pois "Noise Floor" é bem melhor.

Passou um pouco do ponto
3.5
03/09/2019

Após retornar renovado com a saída de Nick D'Virgilio em "Brief Nocturnes and Dreamless Sleep", um dos seus melhores álbuns, o Spock's Beard retornou com "The Oblivion Particle", na missão de ao menos atingir o mesmo nível de seu antecessor. Quase deu certo.

Aqui a banda volta novamente dividindo as composições entre os membros, o que trouxe a já conhecida diversidade do grupo. Porém, a maior parte das contribuições ficaram por conta de John Boegehold, grande colaborador do grupo e que dificilmente falha, mas há uma supervalorização de algumas faixas, principalmente com virtuosismo em excesso, causando uma impressão de preenchimento forçado. Obviamente, a qualidade dos Spock's como um grupo segue ali e é possível aproveitar bastante do que o álbum proporciona.

"Tides of Time" abre os trabalhos com diversas alternâncias de tempo e bastante virtuosismo, mergulhando no prog. Um momento interessante. "Minion" é uma faixa bem melódica de Ted Leonard, com ótimas passagens, apesar de aparentar ter sido esticada para aumentar a sua duração. "Hell's Not Enough" também é de Ted e agrada bem mais com sua alternância entre suavidade e peso. "Bennett Built a Time Machine" é uma das melhores e lembra um pouco da fase transitória da banda com a saída de Neal Morse para o início da fase com Nick nos vocais. Ótima melodia!
A partir da quinta faixa as coisas mudam bastante. "Get Out While You Can" é uma faixa legal de Boegehold, mas sem muito destaque. "A Better Way To Fly" é longa e cansativa, sendo que as coisas melhoram apenas com "The Center Line" e com a também longa "To Be Free Again", uma das melhores do álbum. Aqui sim há grandes passagens e muita emoção. Encerrando os trabalhos, a balada "Disappear" é bonita, mas muito distante de grandes momentos do passado como: "Wind At My Back", "She's Everything", "Open Wide the Flood Gates", "June", etc. E mais uma vez ela cresce para um virtuosismo que considero desnecessário.

"The Oblivion Particle" está longe de ser ruim, mas também não empolga para audições em repetição. É um álbum que não prejudica o legado do grupo, mas que também não serve para arrebanhar novos fãs. De qualquer maneira, se tem uma coisa em que o Spock's Beard é expert, é em se superar. Dito e feito, pois "Noise Floor" é bem melhor.

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