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Resenha: Twisted Sister - Love Is For Suckers (1987)

Por: Fábio Arthur

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Album Cover
Entre o desprezo e o apreço
4
03/09/2019

O Twisted Sister abalou os alicerces do rock pesado nos anos oitenta, a banda seguiu enfrentando todos os percursos para chegar ao nível dos grandes grupos. Afinal, no período entre 82 e 83, a banda lançou discos bons, pesados e com um apelo divertido através de suas maquiagens e com letras bem inusitadas, mas, 1984 foi o grande topo. 

Dee Snider sempre foi uma figura com uma característica forte, seu estilo poderoso de cantar, também ajudou a banda na crescente carreira. Foi, após videos inúmeros na MTV, turnês sem fim e um disco em potencial nas mãos, que o grupo chegou ao ponto que almejava. E, logo após esse turbilhão nas mídias mundiais, a banda cairia em uma espécie de esquecimento para aqueles adolescentes que tanto idolatravam o grupo. Mesmo estando com canções nas rádios, a banda perderia a essência para o público no geral. 

Em 1987 a situação chegou ao fundo dos problemas, e mesmo tendo um material muito melhor do que o álbum de 1985, a banda se viu sem caminhos para voltar ao seu posto entre os gigantes do rock. Um dos maiores problemas segundo a própria banda, seria falta de criatividade artística. Snider declararia mais tarde dizendo: "Não tem como ter boas ideias quando se tem um iate parado ao lado de sua mansão e dinheiro sobrando". Com essa realidade a banda tentava se reerguer e voltar em ser aquele grupo explosivo e forte de anos antes.

Para piorar, o baterista A.J. Pero (R.I.P.) abandonaria o grupo antes das gravações do novo trabalho. Ainda por cima, não somente ele, mas também Jay jay French, um outro músico chave da banda. Joe Franco assumiu as baquetas - ótimo também por sinal - e Reb Beach (Winger e Whistesnake) uma das guitarras solo, também fenomenal por assim dizer. As faixas praticamente seriam todas de Snider e assim em verdade, o disco seria denominado de "Love is for Suckers", um título bem sugestivo e que seria esse o primeiro álbum solo de Dee Snider, mas que por ordem da gravadora Atlantic Records passaria a ter o nome do Twisted Sister na arte de capa - logicamente com o nome do grupo venderia melhor -, aliás arte essa bem em combinação com título do disco. 

A banda abandonou as maquiagens nesse período e as roupas passaram a ser normais como jeans, jaquetas e e camisetas simples. Outro fator foi que fizeram um vídeo apenas, desta vez para divulgação e não houve turnê de promoção. Enfim, tudo conspirava contra o Sister e de forma muito agressiva. 

Em se tratando do material, ele soa bem melhor que o antecessor, traz uma linha glam/hard com elementos mais sutis e que casam perfeitamente com o momento e o proposto pelos músicos e/ou por Snider. 

O elemento surpresa seria aqui um diferencial na voz. Snider passou por algumas aulas de canto, para suavizar seus estilo e colocar seus dons de forma que soasse mais limpo e menos agressivo nas canções novas. 

O álbum tem algumas canções que foram lançadas na versão em CD e singles, mas o que realmente saiu no disco de 1987 é que conta como de melhor estrutura. Beau Hill arranjou e produziu o disco, deixando a bateria mais com a cara dos elementos do final dos anos oitenta e trouxe as guitarras mais à frente com efeitos e nuances mais objetivas. 

As faixas soam bem pegajosas por vezes, outras fazem menção ao grupo como outrora e tantos outros pontos se fazem inovadores, deixando o disco coeso, forte e determinante em vários seguimentos. 

A banda se reuniu dez anos depois e ainda pouco tempo atrás se apresentavam ao vivo tocando os discos antigos, mas infelizmente deixando este de lado, um pena. O álbum traz temas bem interessantes, a faixa-título "Love is for Suckers" é um deles. "Tonight", com a bateria marcando em bumbos duplos também. "Hot Love", a canção de rádio e vídeo. "Me and Bad Boys" transita entre o glam e o novo som do grupo. "I Want this Night" é perfeita com vocais acirrados de Snider e em "You Are All That I Need" o vocalista homenageia esposa e filhos em uma balada belíssima de bom gosto, caindo com o fechamento em "Yeah Right!", bem com a cara do Sister.

Outros pontos musicais se fazem presentes nesse álbum, e assim não seria justo desprezar a grandeza dele, pois a qualidade ainda está registrada nessa fase.

Entre o desprezo e o apreço
4
03/09/2019

O Twisted Sister abalou os alicerces do rock pesado nos anos oitenta, a banda seguiu enfrentando todos os percursos para chegar ao nível dos grandes grupos. Afinal, no período entre 82 e 83, a banda lançou discos bons, pesados e com um apelo divertido através de suas maquiagens e com letras bem inusitadas, mas, 1984 foi o grande topo. 

Dee Snider sempre foi uma figura com uma característica forte, seu estilo poderoso de cantar, também ajudou a banda na crescente carreira. Foi, após videos inúmeros na MTV, turnês sem fim e um disco em potencial nas mãos, que o grupo chegou ao ponto que almejava. E, logo após esse turbilhão nas mídias mundiais, a banda cairia em uma espécie de esquecimento para aqueles adolescentes que tanto idolatravam o grupo. Mesmo estando com canções nas rádios, a banda perderia a essência para o público no geral. 

Em 1987 a situação chegou ao fundo dos problemas, e mesmo tendo um material muito melhor do que o álbum de 1985, a banda se viu sem caminhos para voltar ao seu posto entre os gigantes do rock. Um dos maiores problemas segundo a própria banda, seria falta de criatividade artística. Snider declararia mais tarde dizendo: "Não tem como ter boas ideias quando se tem um iate parado ao lado de sua mansão e dinheiro sobrando". Com essa realidade a banda tentava se reerguer e voltar em ser aquele grupo explosivo e forte de anos antes.

Para piorar, o baterista A.J. Pero (R.I.P.) abandonaria o grupo antes das gravações do novo trabalho. Ainda por cima, não somente ele, mas também Jay jay French, um outro músico chave da banda. Joe Franco assumiu as baquetas - ótimo também por sinal - e Reb Beach (Winger e Whistesnake) uma das guitarras solo, também fenomenal por assim dizer. As faixas praticamente seriam todas de Snider e assim em verdade, o disco seria denominado de "Love is for Suckers", um título bem sugestivo e que seria esse o primeiro álbum solo de Dee Snider, mas que por ordem da gravadora Atlantic Records passaria a ter o nome do Twisted Sister na arte de capa - logicamente com o nome do grupo venderia melhor -, aliás arte essa bem em combinação com título do disco. 

A banda abandonou as maquiagens nesse período e as roupas passaram a ser normais como jeans, jaquetas e e camisetas simples. Outro fator foi que fizeram um vídeo apenas, desta vez para divulgação e não houve turnê de promoção. Enfim, tudo conspirava contra o Sister e de forma muito agressiva. 

Em se tratando do material, ele soa bem melhor que o antecessor, traz uma linha glam/hard com elementos mais sutis e que casam perfeitamente com o momento e o proposto pelos músicos e/ou por Snider. 

O elemento surpresa seria aqui um diferencial na voz. Snider passou por algumas aulas de canto, para suavizar seus estilo e colocar seus dons de forma que soasse mais limpo e menos agressivo nas canções novas. 

O álbum tem algumas canções que foram lançadas na versão em CD e singles, mas o que realmente saiu no disco de 1987 é que conta como de melhor estrutura. Beau Hill arranjou e produziu o disco, deixando a bateria mais com a cara dos elementos do final dos anos oitenta e trouxe as guitarras mais à frente com efeitos e nuances mais objetivas. 

As faixas soam bem pegajosas por vezes, outras fazem menção ao grupo como outrora e tantos outros pontos se fazem inovadores, deixando o disco coeso, forte e determinante em vários seguimentos. 

A banda se reuniu dez anos depois e ainda pouco tempo atrás se apresentavam ao vivo tocando os discos antigos, mas infelizmente deixando este de lado, um pena. O álbum traz temas bem interessantes, a faixa-título "Love is for Suckers" é um deles. "Tonight", com a bateria marcando em bumbos duplos também. "Hot Love", a canção de rádio e vídeo. "Me and Bad Boys" transita entre o glam e o novo som do grupo. "I Want this Night" é perfeita com vocais acirrados de Snider e em "You Are All That I Need" o vocalista homenageia esposa e filhos em uma balada belíssima de bom gosto, caindo com o fechamento em "Yeah Right!", bem com a cara do Sister.

Outros pontos musicais se fazem presentes nesse álbum, e assim não seria justo desprezar a grandeza dele, pois a qualidade ainda está registrada nessa fase.

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