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Resenha: Anglagard - Hybris (1992)

Por: Tiago Meneses

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Música complexa, nítida, nervosa e de toques obscuros.
5
08/10/2017

Em 1992 o Dream Theater lançava um dos seus maiores clássicos, Images and Words, receberam grandes elogios da crítica e do público menos purista de rock progressivo e que gostavam dessa mistura do gênero com o metal, mas por outro lado, aqueles fãs que diziam que o gênero estava morto e enterrado desde 1979 e sequer aceitavam as bandas de neo progressivo, precisavam de algo a mais, sendo a Anglagard exatamente aquilo que parecia faltar no universo progressivo dessas pessoas a até então mais de uma década.

Anglagard significa Jardim dos Anjos e poucas vezes vi um nome de banda tão perfeitamente escolhido, pois sua música é quase celestial, onde mesmo pertencendo aos anos 90, evitam o uso de instrumentos que não foram usados nos anos 70 por seus predecessores. Em uma organização de CDs é difícil não colocar esse disco na mesma seção que dinossauros como King Crimson, Genesis e Yes.

Hybris é brilhante e apresenta tudo que o progressivo representa. Claro que tem uma forte influência em Yes, Genesis e principalmente King Crimson e até mesmo Focus, mas a banda assumiu essa influência e trabalhou de maneira exclusiva, evitando soar de forma mais simples como bandas de neo progressivo ou simplesmente clone de grupos 70’s.

A primeira faixa “Jördrok (Earth Smoke)” começa com uma seção de piano incrivelmente bela, obscura e melancólica como a temporada de inverno na Suécia, mas também assustadora, quase como anunciando a explosão crimsoniana que seguirá, toques de flauta precisos e seções de mellotron. Uma abertura até difícil de descrever em palavras modestas, pouco mais de onze minutos de um rock progressivo puro e preciso.

"Vandringar I Vilsenhet (Wanderings in Confusion)" é outro épico de quase doze minutos que começa com uma flauta suave seguida de um órgão obscuro que remanesce Bach. Passagens mais enérgicas são suavizadas pela flauta doce. Esta é a primeira música com letras em sueco, o que é claro, é impossível para eu entender, mas quem se importa com letras e palavras quando a música fala de maneira tão alta e clara, o vocal de Tord Lindman é delicado e agudo, mas absolutamente único e apropriado para a música. Outra faixa perfeita. 

"Ifrån Klarhet Till Klarhet (From Strength to Strength)” começa meio que ao som de caixa de música de sonoridade circense, mas que logo dá lugar a uma explosão musical novamente crimsioniana. Mudanças frequentes de andamento em um estilo Yes e que levam a um momento mais calmo de guitarra acústica e teclados típicos do progressivo clássicos também compõem a música.

"Kung Bore" (King Winter)” fecha o album. Começa com uma seção de guitarra acústica seguida de teclados e toda a banda um estilo derivado que dificilmente eu identifico como alguma influência principal, tendo um pouco de King Crimson, Focus, Yes e Genesis era Gabriel, mas ao mesmo tempo, nada específico de ninguém em particular. Uma faixa menos obscura e mais nostálgica, vocais versáteis, os melhores trabalhos de baixos do disco, guitarras marcantes, bateria enérgica e teclados extremamente criativos e técnicos. A música em seus últimos segundos faz o disco terminar de forma pastoral.

Um disco onde a música parece ter sido composta por membros do Yes e King Crimson. Uma música complexa, nítida e nervosa com toques obscuros. Várias vezes hipnotizantes, através de paisagens sonoras que mudam de maneira vertiginosa, levam o ouvinte a um universo imaginativo que poucas músicas conseguem levar. Sem dúvida que ao menos que o seu cérebro esteja morto, você vai encontrar em Hybris tudo aquilo que de melhor pode existir no rock progressivo. 

Música complexa, nítida, nervosa e de toques obscuros.
5
08/10/2017

Em 1992 o Dream Theater lançava um dos seus maiores clássicos, Images and Words, receberam grandes elogios da crítica e do público menos purista de rock progressivo e que gostavam dessa mistura do gênero com o metal, mas por outro lado, aqueles fãs que diziam que o gênero estava morto e enterrado desde 1979 e sequer aceitavam as bandas de neo progressivo, precisavam de algo a mais, sendo a Anglagard exatamente aquilo que parecia faltar no universo progressivo dessas pessoas a até então mais de uma década.

Anglagard significa Jardim dos Anjos e poucas vezes vi um nome de banda tão perfeitamente escolhido, pois sua música é quase celestial, onde mesmo pertencendo aos anos 90, evitam o uso de instrumentos que não foram usados nos anos 70 por seus predecessores. Em uma organização de CDs é difícil não colocar esse disco na mesma seção que dinossauros como King Crimson, Genesis e Yes.

Hybris é brilhante e apresenta tudo que o progressivo representa. Claro que tem uma forte influência em Yes, Genesis e principalmente King Crimson e até mesmo Focus, mas a banda assumiu essa influência e trabalhou de maneira exclusiva, evitando soar de forma mais simples como bandas de neo progressivo ou simplesmente clone de grupos 70’s.

A primeira faixa “Jördrok (Earth Smoke)” começa com uma seção de piano incrivelmente bela, obscura e melancólica como a temporada de inverno na Suécia, mas também assustadora, quase como anunciando a explosão crimsoniana que seguirá, toques de flauta precisos e seções de mellotron. Uma abertura até difícil de descrever em palavras modestas, pouco mais de onze minutos de um rock progressivo puro e preciso.

"Vandringar I Vilsenhet (Wanderings in Confusion)" é outro épico de quase doze minutos que começa com uma flauta suave seguida de um órgão obscuro que remanesce Bach. Passagens mais enérgicas são suavizadas pela flauta doce. Esta é a primeira música com letras em sueco, o que é claro, é impossível para eu entender, mas quem se importa com letras e palavras quando a música fala de maneira tão alta e clara, o vocal de Tord Lindman é delicado e agudo, mas absolutamente único e apropriado para a música. Outra faixa perfeita. 

"Ifrån Klarhet Till Klarhet (From Strength to Strength)” começa meio que ao som de caixa de música de sonoridade circense, mas que logo dá lugar a uma explosão musical novamente crimsioniana. Mudanças frequentes de andamento em um estilo Yes e que levam a um momento mais calmo de guitarra acústica e teclados típicos do progressivo clássicos também compõem a música.

"Kung Bore" (King Winter)” fecha o album. Começa com uma seção de guitarra acústica seguida de teclados e toda a banda um estilo derivado que dificilmente eu identifico como alguma influência principal, tendo um pouco de King Crimson, Focus, Yes e Genesis era Gabriel, mas ao mesmo tempo, nada específico de ninguém em particular. Uma faixa menos obscura e mais nostálgica, vocais versáteis, os melhores trabalhos de baixos do disco, guitarras marcantes, bateria enérgica e teclados extremamente criativos e técnicos. A música em seus últimos segundos faz o disco terminar de forma pastoral.

Um disco onde a música parece ter sido composta por membros do Yes e King Crimson. Uma música complexa, nítida e nervosa com toques obscuros. Várias vezes hipnotizantes, através de paisagens sonoras que mudam de maneira vertiginosa, levam o ouvinte a um universo imaginativo que poucas músicas conseguem levar. Sem dúvida que ao menos que o seu cérebro esteja morto, você vai encontrar em Hybris tudo aquilo que de melhor pode existir no rock progressivo. 

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