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Resenha: Def Leppard - Hysteria (1987)

Por: Fábio Arthur

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Histeria total!
5
13/08/2019

Ao final do ano de 1983, a banda britânica Def Leppard trouxe em sua carreira um feito grandioso, o de conseguir vendas absolutas e concertos notórios ao redor do mundo. O álbum em questão, seria "Pyromania" e, após o encerramento da turnê do mesmo, o produtor diria à banda: "Fizemos sete milhões nesse, próximo passo vamos chegar nos quinze milhões". 

Rick Allen, o baterista, tempos depois que sofrera o acidente que o deixara sem um dos braços, reaprendeu a tocar seu instrumento, a banda deixou de vir ao Rock In Rio 1985 e assim se concentrou no disco vindouro. 

A fonte do disco novo - isso já em 1987 - trazia o Pop Music, infiltrado com o Rock e o Hard Rock pomposo e grudento, mas de ótima qualidade. O nível de "Hysteria" trouxe uma gama maior ao status de grande banda para o grupo, na verdade o Leppard, vinha lá da "Nova Onda do Heavy Metal Britânico" e seu legado era forte, mas que o mesmo tendia acompanhar os grandes da cena e se movimentar através de um som mais limpo e dotado de elementos moderninhos. 

O disco começou a ser produzido em 1984, porém, com tantos imprevistos, a banda chegou ao veredicto em 1987, no auge do Glam Rock, em que até mesmo os grandes astros do Metal abusavam das vertente; casos esses de KISS, Ozzy Osbourne e até mesmo os alemães dos Scorpions. Ainda nesse ponto, não se esquecendo de que Bon Jovi era muito querido naquele instante, mas o Leppard era ainda mais acessível para com as rádios e um público de mulheres ansiosas por um deleite musical mais brando.

O Leppard foi tão bem na caminhada com esse álbum que, a banda passou os números acima de artistas como Elton John e George Michael (R.I.P.), além de ser alvo da MTV e obter fãs em demasia, mesmo na América do Sul. 

Quando lançado, não demorou muito para chegar ao número 1# nas paradas, e assim facilmente conseguiram seus mais de 18 milhões de cópias, dando assim o ápice do grupo naquele final de década.

Com Mutt Lange novamente na produção e uma arte de capa combinando com o som, visual e também com a idealização do disco, a banda trouxe em "Hysteria" uma conotação mais profunda em princípios sutis, sem o peso do dotado de riffs explosivos "High N´Dry" e com o auxilio de uma parcela de eletrônicos sintetizando as canções do mesmo. 

Após passar por vários estúdios e processos de mixagens, o grupo chegou com o álbum pronto e recheado de ótimos momentos, mesmo para os mais puritanos fãs, a banda detinha ainda aqui, uma notável energia e uma posição nivelada de ótimas faixas. Os maiores exemplos ficam são: "Women", "Rocket", "Animal", a balada mor "Love Bites", a grudenta "Pour Some Suggar on Me", "Armaggedon It", "Gods of War" - plena e fatalmente uma das melhores canções do grupo, com um final brilhante e a título "Hysteria". 

Um disco para se deleitar realmente, de uma fase promissora da banda. Maravilhoso!

Histeria total!
5
13/08/2019

Ao final do ano de 1983, a banda britânica Def Leppard trouxe em sua carreira um feito grandioso, o de conseguir vendas absolutas e concertos notórios ao redor do mundo. O álbum em questão, seria "Pyromania" e, após o encerramento da turnê do mesmo, o produtor diria à banda: "Fizemos sete milhões nesse, próximo passo vamos chegar nos quinze milhões". 

Rick Allen, o baterista, tempos depois que sofrera o acidente que o deixara sem um dos braços, reaprendeu a tocar seu instrumento, a banda deixou de vir ao Rock In Rio 1985 e assim se concentrou no disco vindouro. 

A fonte do disco novo - isso já em 1987 - trazia o Pop Music, infiltrado com o Rock e o Hard Rock pomposo e grudento, mas de ótima qualidade. O nível de "Hysteria" trouxe uma gama maior ao status de grande banda para o grupo, na verdade o Leppard, vinha lá da "Nova Onda do Heavy Metal Britânico" e seu legado era forte, mas que o mesmo tendia acompanhar os grandes da cena e se movimentar através de um som mais limpo e dotado de elementos moderninhos. 

O disco começou a ser produzido em 1984, porém, com tantos imprevistos, a banda chegou ao veredicto em 1987, no auge do Glam Rock, em que até mesmo os grandes astros do Metal abusavam das vertente; casos esses de KISS, Ozzy Osbourne e até mesmo os alemães dos Scorpions. Ainda nesse ponto, não se esquecendo de que Bon Jovi era muito querido naquele instante, mas o Leppard era ainda mais acessível para com as rádios e um público de mulheres ansiosas por um deleite musical mais brando.

O Leppard foi tão bem na caminhada com esse álbum que, a banda passou os números acima de artistas como Elton John e George Michael (R.I.P.), além de ser alvo da MTV e obter fãs em demasia, mesmo na América do Sul. 

Quando lançado, não demorou muito para chegar ao número 1# nas paradas, e assim facilmente conseguiram seus mais de 18 milhões de cópias, dando assim o ápice do grupo naquele final de década.

Com Mutt Lange novamente na produção e uma arte de capa combinando com o som, visual e também com a idealização do disco, a banda trouxe em "Hysteria" uma conotação mais profunda em princípios sutis, sem o peso do dotado de riffs explosivos "High N´Dry" e com o auxilio de uma parcela de eletrônicos sintetizando as canções do mesmo. 

Após passar por vários estúdios e processos de mixagens, o grupo chegou com o álbum pronto e recheado de ótimos momentos, mesmo para os mais puritanos fãs, a banda detinha ainda aqui, uma notável energia e uma posição nivelada de ótimas faixas. Os maiores exemplos ficam são: "Women", "Rocket", "Animal", a balada mor "Love Bites", a grudenta "Pour Some Suggar on Me", "Armaggedon It", "Gods of War" - plena e fatalmente uma das melhores canções do grupo, com um final brilhante e a título "Hysteria". 

Um disco para se deleitar realmente, de uma fase promissora da banda. Maravilhoso!

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