Bem-vindo ao 80 Minutos

Nós amamos música e adoramos compartilhar nossas avaliações sobre os álbuns de nossas bandas favoritas.

  • Últimas Notas de Visions Of The Emerald Beyond

Resenha: Mahavishnu Orchestra - Visions Of The Emerald Beyond (1975)

Por: Tiago Meneses

Acessos: 161

Compartilhar:

Facebook Twitter
User Photo
Album Cover
Beleza mística combinada entre jazz, rock e clássico.
4.5
08/10/2017

Muitos descrevem a formação original da banda algo perto da perfeição e outros acham que depois da saída de Goodman, Gobham e Hammer a banda deveria ter mudado de nome. Respeito essas opiniões, mas respeitosamente eu também discordo de todas, pois acho Visions of the Emerald Beyond um disco apesar de diferente, de música de qualidade elevadíssima. 

Verdade seja dita que Jerry Goodman é um violinista brilhante, mas a adição de Jean-Luc Ponty com sua incrível formação clássica e seu estilo melódico adicionou algo que a banda exigia. Eles deixaram de ser principalmente uma banda de jazz que adiciona outros gêneros, para ser de fato uma música progressiva que mistura completamente jazz, rock e até música clássica de maneira delicada, menos frenética do que trabalhos anteriores, mas mantendo seu som bastante coerente.

Apesar da banda ter “sacrificado” o espírito jazzístico o preço que pagaram foi bastante justo, se tornando uma banda mais estruturada, sólida e melódica, algo mais fácil de ouvir por aqueles que admiram, mas não chegam a ser aficionados por fusion, deixando tudo fluir de maneira mais prazerosa e compreensiva. Se nos seus primeiros registros as habilidades são o que mais me impressiona, aqui de fato a música é o que me captura, a beleza mística combinada entre o jazz, rock e o clássico agora soa mais perto do sinfônico.

É um tipo de álbum que comove do começo ao fim, mas acho que sempre vale a pena ressaltar uns destaques quando não vejo a necessidade de falar faixa por faixa. “Eternity Breath Part I and II” abrem o disco com dois lados de uma mesma moeda, a força da guitarra de McLaughlin junta-se ao sentido melódico de Ponty em um ponto intermediários pra ambos os músicos, cada um tocando seu próprio estilo, mas o segundo tornando-o mais suave, em uma cadencia sutil e estruturada, simplesmente fantástico, tudo acrescentado de uns cantos misteriosos.

" Can't Stand Your Funk  " é uma canção deliciosa de ponta a ponta, o elemento funk os colocam em um território até então inexplorado pela banda, mas isso não significa que eles esquecem suas raízes. Eles encontraram o equilíbrio perfeito com a brilhante participação de Michael Walden, que até pode fazer os fãs mais ávidos sentirem saudade, mas não falta de Cobham.  "Pastoral" é a confirmação de que estamos diante de uma banda diferente, Ponty executa um solo de tirar o fôlego em que os elementos do clássico e do jazz combinam como se ambos os gêneros fossem criados para fundir em algum momento, a musicalidade e a melodia forte são a marca registrada dessa fase da banda.

“Faith” é uma daquelas curtas músicas que desejamos que tivessem terem sido um épico, mesmo quando a banda adiciona tudo que eles têm eu seu repertório a música é completamente estruturada e coerente, sem abuso de interferência. "Earth Ship" traz uma melodia incrivelmente bela com Ponty, adicionando seu violino experimental e alguns cânticos na veia de Magma, outra contribuição mística.

Apesar de citar apenas algumas, jamais pensem que as demais faixas não possuem o mesmo valor, pois esse disco é fundamental do primeiro ao último segundo, da primeira a última nota. O conjunto geral de sentimentos misturados com a improvisação é surpreendente e edificante, deixando o ouvinte em um estado de êxtase. Indispensável. 

Beleza mística combinada entre jazz, rock e clássico.
4.5
08/10/2017

Muitos descrevem a formação original da banda algo perto da perfeição e outros acham que depois da saída de Goodman, Gobham e Hammer a banda deveria ter mudado de nome. Respeito essas opiniões, mas respeitosamente eu também discordo de todas, pois acho Visions of the Emerald Beyond um disco apesar de diferente, de música de qualidade elevadíssima. 

Verdade seja dita que Jerry Goodman é um violinista brilhante, mas a adição de Jean-Luc Ponty com sua incrível formação clássica e seu estilo melódico adicionou algo que a banda exigia. Eles deixaram de ser principalmente uma banda de jazz que adiciona outros gêneros, para ser de fato uma música progressiva que mistura completamente jazz, rock e até música clássica de maneira delicada, menos frenética do que trabalhos anteriores, mas mantendo seu som bastante coerente.

Apesar da banda ter “sacrificado” o espírito jazzístico o preço que pagaram foi bastante justo, se tornando uma banda mais estruturada, sólida e melódica, algo mais fácil de ouvir por aqueles que admiram, mas não chegam a ser aficionados por fusion, deixando tudo fluir de maneira mais prazerosa e compreensiva. Se nos seus primeiros registros as habilidades são o que mais me impressiona, aqui de fato a música é o que me captura, a beleza mística combinada entre o jazz, rock e o clássico agora soa mais perto do sinfônico.

É um tipo de álbum que comove do começo ao fim, mas acho que sempre vale a pena ressaltar uns destaques quando não vejo a necessidade de falar faixa por faixa. “Eternity Breath Part I and II” abrem o disco com dois lados de uma mesma moeda, a força da guitarra de McLaughlin junta-se ao sentido melódico de Ponty em um ponto intermediários pra ambos os músicos, cada um tocando seu próprio estilo, mas o segundo tornando-o mais suave, em uma cadencia sutil e estruturada, simplesmente fantástico, tudo acrescentado de uns cantos misteriosos.

" Can't Stand Your Funk  " é uma canção deliciosa de ponta a ponta, o elemento funk os colocam em um território até então inexplorado pela banda, mas isso não significa que eles esquecem suas raízes. Eles encontraram o equilíbrio perfeito com a brilhante participação de Michael Walden, que até pode fazer os fãs mais ávidos sentirem saudade, mas não falta de Cobham.  "Pastoral" é a confirmação de que estamos diante de uma banda diferente, Ponty executa um solo de tirar o fôlego em que os elementos do clássico e do jazz combinam como se ambos os gêneros fossem criados para fundir em algum momento, a musicalidade e a melodia forte são a marca registrada dessa fase da banda.

“Faith” é uma daquelas curtas músicas que desejamos que tivessem terem sido um épico, mesmo quando a banda adiciona tudo que eles têm eu seu repertório a música é completamente estruturada e coerente, sem abuso de interferência. "Earth Ship" traz uma melodia incrivelmente bela com Ponty, adicionando seu violino experimental e alguns cânticos na veia de Magma, outra contribuição mística.

Apesar de citar apenas algumas, jamais pensem que as demais faixas não possuem o mesmo valor, pois esse disco é fundamental do primeiro ao último segundo, da primeira a última nota. O conjunto geral de sentimentos misturados com a improvisação é surpreendente e edificante, deixando o ouvinte em um estado de êxtase. Indispensável. 

Sample photo

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


Quer Mais?

Veja as nossas recomendações:

Album Cover

Peter Hammill - The Silent Corner and the Empty Stage (1974)

Vocais apaixonados e controlados, músicas dinâmicas e letras poéticas.
5
Por: Tiago Meneses
23/03/2018
Album Cover

Marillion - Script for a Jester's Tear (1983)

A estreia marcante de um grande nome do rock progressivo
5
Por: André Luiz Paiz
23/02/2018
Album Cover

Peter Hammill - In Camera (1974)

Beleza e diversidades equilibradas a bastante experimentalismo.
5
Por: Tiago Meneses
24/01/2018