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Resenha: Korn - Issues (1999)

Por: Vitor Sobreira

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Os mínimos detalhes sempre fazem a diferença
3
09/08/2019

Em 1999 eu tinha então seis anos, e nem sonhava o que era Metal ou muito menos Rock. E claro, que sempre que me deparo com um disco (ou mesmo filme) desse período da minha infância (final dos anos 90 e início de 2000), vou ouvir com um inexplicável saudosismo. Não tente entender, pois eu mesmo não entendo isso. Deixando os devaneios pessoais de lado, em ’99 o Korn já era uma banda bem conhecida e lançava o seu quarto álbum de estúdio, ‘Issues’. E é realmente sobre isso que vamos falar brevemente hoje.

Particularmente, nunca tive lá muita proximidade com esse tipo de som, por isso não tenho problema algum em afirmar estar sendo este, o meu primeiro contato com essa banda estadunidense de Nu/Alternative Metal, ou seja lá diabos o que for.

Lançado pela Immortal/Epic Records, em novembro do já citado ano, ‘Issues’ é considerado um dos álbuns mais trabalhados da banda, bem como também um dos que conseguiu melhor desempenho de vendas e nas paradas de sucesso. Curiosamente, em termos de track list regular (sem bônus), é o que mais possui músicas, totalizando 16. Ah, e também não nos esqueçamos da arte de capa, que me agradou bastante.

Em uma observação geral, é bem fácil constatar a simbiose entre passagens que você não espera e que aparentam não ter qualquer sentido, e outras com melodias que te pegam de jeito, juntas com outras partes interessantes. Some a isso uma levada por vezes hipnótica, quase que industrializada… Um pouco de agressividade também entra na lista. Pois é, isso é Korn.

Após a suave introdução “Dead” (com gaita de foles!!), “Falling Away from Me” começa com uma melodia de teclado bem legal, que se repete ao longo da faixa, porém acompanhada de uma batida bem irritante na caixa da bateria… Se foi intencional ou não, não sei. “Trash” intercala vocais sussurrados e partes mais pesadas, deixando claro, que apesar de alguns detalhes negativos, a abertura do álbum se mantém bem aceitável e faz com que o ouvinte não perca a curiosidade pelo restante que está por vir.

Gosto quando existe alguma liberdade para o som de teclado, e é isso o que acontece em “4 U”, numa vibe precocemente viajante, mas que logo em seguida muda com a hipnótica “Beg For Me” – finalizada de uma maneira simples, porém bem interessante. Estamos quase chegando no meio do disco, e os riffs de “Make me Bad” fazem jus ao título, com um refrão bem Alternativo e descolado, que deve ter pego em cheio a rapaziada que gostava de um skate (??).

Ignore “It’s Gonna Go Away” e pode ir para “Wake Up”, que você lucrará mais – ainda que essa também não seja lá a mais interessante do trabalho. Curta e perturbadora, “Am I Going Crazy” tira o gosto mezzo amargo da boca, que é reforçada por “Hey Daddy”, não menos sombria que a antecessor. “Somebody Someone” acabou sendo uma das que mais me chamou a atenção, já que não tem tantas firulas quanto às anteriores, e isso é mantido também na forte “No Way”.

Apesar de o título remeter a algo feliz e divertido, não é bem isso o que acontece em “Let’s Get This Party Started”, já que aparentemente isso não está muito em voga no som do Korn. Com um certo alívio, “Counting” e “Dirty” finalizam despretensiosamente bem a audição – que parecia não acabar mais…

Enfim, para um primeiro contato, até que foi mais uma experiência curiosa. Ainda não conhece o Korn? Então ouça alguma coisa e tire suas próprias conclusões!

Os mínimos detalhes sempre fazem a diferença
3
09/08/2019

Em 1999 eu tinha então seis anos, e nem sonhava o que era Metal ou muito menos Rock. E claro, que sempre que me deparo com um disco (ou mesmo filme) desse período da minha infância (final dos anos 90 e início de 2000), vou ouvir com um inexplicável saudosismo. Não tente entender, pois eu mesmo não entendo isso. Deixando os devaneios pessoais de lado, em ’99 o Korn já era uma banda bem conhecida e lançava o seu quarto álbum de estúdio, ‘Issues’. E é realmente sobre isso que vamos falar brevemente hoje.

Particularmente, nunca tive lá muita proximidade com esse tipo de som, por isso não tenho problema algum em afirmar estar sendo este, o meu primeiro contato com essa banda estadunidense de Nu/Alternative Metal, ou seja lá diabos o que for.

Lançado pela Immortal/Epic Records, em novembro do já citado ano, ‘Issues’ é considerado um dos álbuns mais trabalhados da banda, bem como também um dos que conseguiu melhor desempenho de vendas e nas paradas de sucesso. Curiosamente, em termos de track list regular (sem bônus), é o que mais possui músicas, totalizando 16. Ah, e também não nos esqueçamos da arte de capa, que me agradou bastante.

Em uma observação geral, é bem fácil constatar a simbiose entre passagens que você não espera e que aparentam não ter qualquer sentido, e outras com melodias que te pegam de jeito, juntas com outras partes interessantes. Some a isso uma levada por vezes hipnótica, quase que industrializada… Um pouco de agressividade também entra na lista. Pois é, isso é Korn.

Após a suave introdução “Dead” (com gaita de foles!!), “Falling Away from Me” começa com uma melodia de teclado bem legal, que se repete ao longo da faixa, porém acompanhada de uma batida bem irritante na caixa da bateria… Se foi intencional ou não, não sei. “Trash” intercala vocais sussurrados e partes mais pesadas, deixando claro, que apesar de alguns detalhes negativos, a abertura do álbum se mantém bem aceitável e faz com que o ouvinte não perca a curiosidade pelo restante que está por vir.

Gosto quando existe alguma liberdade para o som de teclado, e é isso o que acontece em “4 U”, numa vibe precocemente viajante, mas que logo em seguida muda com a hipnótica “Beg For Me” – finalizada de uma maneira simples, porém bem interessante. Estamos quase chegando no meio do disco, e os riffs de “Make me Bad” fazem jus ao título, com um refrão bem Alternativo e descolado, que deve ter pego em cheio a rapaziada que gostava de um skate (??).

Ignore “It’s Gonna Go Away” e pode ir para “Wake Up”, que você lucrará mais – ainda que essa também não seja lá a mais interessante do trabalho. Curta e perturbadora, “Am I Going Crazy” tira o gosto mezzo amargo da boca, que é reforçada por “Hey Daddy”, não menos sombria que a antecessor. “Somebody Someone” acabou sendo uma das que mais me chamou a atenção, já que não tem tantas firulas quanto às anteriores, e isso é mantido também na forte “No Way”.

Apesar de o título remeter a algo feliz e divertido, não é bem isso o que acontece em “Let’s Get This Party Started”, já que aparentemente isso não está muito em voga no som do Korn. Com um certo alívio, “Counting” e “Dirty” finalizam despretensiosamente bem a audição – que parecia não acabar mais…

Enfim, para um primeiro contato, até que foi mais uma experiência curiosa. Ainda não conhece o Korn? Então ouça alguma coisa e tire suas próprias conclusões!

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